quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Parabéns, HMJ!


Parabéns, HMJ!




Desejando as maiores felicidades, deixamos como presente "virtual", o filme "Tempestade de Almas", realizado por Frank Borzage, com o inesquecível par: Margaret Sullavan e James Stewart.

Pode ver aqui este filme de Frank Borzage,

pensamos que irá gostar:-)

Paula e Rui

Orson Welles - "The War of the Worlds" - A Emissão de Rádio mais célebre do Planeta!


Orson Welles
"The War of The Worlds"
A mais célebre emissão de Rádio
do Teatro Radiofónico do Planeta Terra!
Pode ler aqui o que escrevemos sobre esta emissão de Rádio.

Emissão de Rádio - O Teatro Radiofónico - (do "Simplesmente Maria" a Oscar Wilde!)


O Teatro Radiofónico 
(do "Simplesmente Maria" a Oscar Wilde!) 

Ao terminar esta série de memórias de Marte, tendo a Rádio como tema, não podia deixar de falar no Teatro Radiofónico, que teve os seus inícios em Inglaterra e França na década de 20 do século XX, aliás se pensarmos nos episódios televisivos da série “Poirot”, encontramos o célebre detective criado por Agatha Christie a escutar o Teatro na rádio. 

Em Portugal, esta forma de fazer rádio surgiu em 1932, mas seria na década de 40 que surge um folhetim baseado em “As Pupilas do Senhor Reitor” de Júlio Dinis e mais tarde, em 1955, “A Força do Destino” que irá fica popularmente conhecido como “o romance da coxinha”, nessa época, confesso, que ainda nem pensava em vir a este mundo, andava possivelmente noutra Galáxia. Alguns anos depois lá levei com o “Simplesmente Maria”, que tinha o Paulo Renato e a Francisca Maria nas principais vozes, sendo o primeiro episódio emitido em Março de 1973, na Rádio Renascença e o sucesso foi de tal forma enorme, que foi lançada uma revista em formato de fotonovela (então muito em voga), que vendia como “pãezinhos quentes” e curiosamente durante muito tempo foi desconhecido o nome dos intérpretes, um segredo muito bem guardado, que aumentava as audiências. 

Foi com esta radionovela, bem diferente daquela de que nos fala Mário Vargas Llosa no seu livro “A Tia Julia e o Escrevedor” J, que descobri a rádionovela ou teatro radiofónico, se preferirem, na companhia da minha avó, ela era fan e eu muitas vezes escutava, porque era emitida precisamente à hora de almoço, 13h30. 

Mas depois descobri o Teatro no “posto da música clássica” na rádio, nos dias de hoje denominado Antena 2, que ía para o ar aos domingos entre as 21 horas e as 22, ou seja uma hora inteira, preenchida com uma peça de um dramaturgo de renome e com excelentes intérpretes e onde a sonoplastia fazia verdadeiros milagres. 

Recordo-me de gravar algumas dessas peças radiofónicas em cassetes-audio BASF de crómio, sendo Oscar Wilde o meu dramaturgo favorito, um dos eleitos a gravar entre outros, mais tarde escutava feliz estas emissões de Teatro Radiofónico, vezes sem conta, ao longo das noites, porque na verdade sempre dormi pouco, preferia os meus dias da rádio!

Ralph Towner - "Diary"


Ralph Towner
"Diary"
ECM Records 
1974

Ralph Towner – 12 String Guitar, Classical Guitar, Piano, Gongs. 

1 – Dark Spirit – 7:16 
2 – Entry ina Diary – 3:50 
3 – Images Unsean – 4:10 
4 – Icarus – 6:13 
5 – Mon Enfant – 5:37 
6 – Ogden Road - 7:58 
7 – Erg – 3:17 
8 – The Silence Of a Candle – 3:50 

Ralph Towner foi um dos músicos escolhidos, desde muito cedo, por Manfred Eicher para dar rosto ao catálogo ECM Records, a mais importante editora de jazz europeia e o álbum “Diary” foi o primeiro trabalho a solo de Ralph Towner para a editora em 1973. 

Este músico, que elegeu a guitarra acústica como o seu principal companheiro de viagem, iniciou os estudos de piano com apenas três anos e quando completou cinco anos de idade aventurou-se no trompete. Estudou guitarra clássica em Viena e tocou com Jeremy Steig, Jimmy Garrison e Paul Winter. Mais tarde fundou o grupo “Oregon”, que fazia uma espécie de fusão entre o jazz e a música folk, deixando sempre espaço para a improvisação. Na editora ECM Jan Garbarek, Gary Burton, Gary Peacock e Eberhard Weber são alguns dos músicos que têm colaborado com Ralph Towner. 

“Diary”, o seu trabalho a solo na editora ECM, oferece-nos um Ralph Towner a tocar guitarra de 12 cordas, um dos instrumentos em que tem dado cartas, criando sonoridades bem personalizadas, guitarra clássica, piano e gongs. 

“Entry in a Diary” e “Mon Enfant” (um tema tradicional com releitura própria) oferecem-nos Ralph Towner a solo na guitarra já no último tema do álbum, “The Silence of a Candle”, ele surge-nos em piano solo, convidando-nos a mergulhar num dos temas mais belos do disco, a par de “Mon Enfant”. 

Por outro lado os temas “Dark Spirit”, Icarus” e Ogden Road” revelam-se duetos entre piano e guitarra, onde mais uma vez o célebre silêncio vagueia entre os dois instrumentos, maravilhando o ouvinte. Em "Images Unseen” e “Erg”, Ralph Towner usa a precursão (gongs) para pontuar as intervenções da sua guitarra, chegando a utilizá-la como elemento de precursão. 

O excelente disco “Diary” de Ralph Towner, produzido por Manfred Eicher, é bem demonstrativo dessa frase evocadora dos trabalhos nascidos com o selo ECM: o mais belo som depois do silêncio. 

Gravado a 4 e 5 de Abril de 1973 por Kurt Rapp e Martin Wieland. Produzido por Manfred Eicher. Capa/Design de B & B Wojirsch. Todas a composições são da autoria de Ralph Towner, excepto o tema “Mon Enfant”, de compositor anónimo.

Budd Boetticher – “Massacre” / “Seminole”




Budd Boetticher – “Massacre” / “Seminole”
(EUA – 1953) – (87 min./Cor) 
Rock Hudson, Barbara Hale, Anthony Quinn, Richard Carlson. 

Muito antes de filmes como “Soldier Blue” / “Soldado Azul” de Ralph Nelson ou “Dança com Lobos” / “Dances with Wolves” de Kevin Costner, existiram películas como este magnífico “Seminole” de Budd Boetticher, com um technicolor deslumbrante (na cópia restaurada que vimos) e que nos conduz até ao julgamento do Tenente Lance Caldwell (Rock Hudson), por ter desobedecido às ordens do seu Comandante e se aqui o leitor começa a pensar no célebre “Sargento Negro” de John Ford, aviso-o desde já que este filme é anterior, tal como é anterior à célebre banda desenhada “Lance” de Warren Tufts. 

Por tudo isto, poderemos afirmar que este “Seminole”, cuja acção se desenrola na Florida em plenos “Everglades”, é de uma beleza cinematográfica que deixa o espectador surpreendido e depois temos esse triângulo amoroso de três amigos de infância constituído por Lance (Rock Hudson), a bela Revere (Barbara Hale) e John (Anthony Quinn), que sendo mestiço decidiu viver junto dos Seminoles, tornando-se o seu líder, mas homem de paz. 

Iremos assim descobrir um Comandante de Cavalaria idêntico à personagem criada por Henry Fonda em “Forte Apache”, de John Ford, que segue as regras de combate pelos livros e que odeia os peles-vermelhas que ali vivem. Já o Tenente Lance, conhecedor da região e dos costumes dos índios, foi enviado para estabelecer diálogo com eles para lhes oferecer um novo lugar para viverem numa Reserva bem distante das Everglades. 

Budd Boetticher oferece-nos com “Seminole” um “western” inesquecível, recheado de emoção e bem à frente do seu tempo.

Vale a pena descobrir! 

Nota: Quando alguém critica este filme porque os pássaros que se escutam na película não existem nos Everglades, começo a pensar que o tristemente célebre “politicamente correcto” já ultrapassou, no interior da Sétima Arte, todos os limites aceitáveis.

Man Ray - "Max Ernst"


"Max Ernst", 1934
Man Ray

Clorofila - “Clorofila e os Conspiradores” / “Chlorophylle et les conspirateurs” - Raymond Macherot


Clorofila 
“Clorofila e os Conspiradores” / “Chlorophylle et les conspirateurs” 
Raymond Macherot 
Asa / Público – Pág. 48 / Pranchas 46 

Estamos perante a segunda aventura de Clorofila, esse esperto ratinho criado por Raymond Macherot e onde iremos encontrar pela primeira vez a personagem Antracite. Foi na revista Tintin (belga) que surgiu pela primeira vez esta história publicada no sistema “em continuação” de 24 de Novembro de 1954 a 12 de Outubro de 1955 (nº. 47 do 9ºano até ao nº41 do 10 ano). As aventuras de “Clorofila e Minimum” bem merecem ser redescobertas pelas novas gerações de crianças e adultos!

Edward Hopper - "Self-Portrait"


"Self-Portrait", 1925-30.
Óleo sobre tela, 63,8 x 51,4 cm.
Edward Hopper

Orson Welles - "It's All True" - 3


Fotograma do primeiro segmento de "It's All True",
o mais famoso filme inacabado de Orson Welles!

Orson Welles - "It's All True" - 2


O cineasta Orson Welles no Brasil
durante uma pausa nas filmagens de "It's All True".

Orson Welles - "It's All True" - 1


Orson Welles e a sua equipa de "It's All True", 
o mais famoso filme inacabado deste Mago do Cinema!

Philippe Sollers - “Studio”


Philippe Sollers 
“Studio” 
Folio/Gallimard – Pág.270 

«Il a loué un studio près de chez lui, où il va s’enfermer de temps en temps en prétextant des voyages professionnels. Il dort, va se promener, dans un quartier éloigné, dine seul, rentre, écoute de la musique, ne fait rien. Si: il lit.» 

Philippe Sollers 
Pág,56 

Mais uma viagem pela sempre estimulante escrita de Philippe Sollers!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Roger Waters ~"Radio Waves"

Roger Waters
Tema: "Radio Waves"
Álbum: "Radio Kaos"

Roger Waters - "Radio Kaos"



Roger Waters 
“Radio Kaos” 
EMi Records 
1987 

1 – Radio Waves 
2 – Who Needs Information 
3 – Me or Him 
4 – The Powers That Be 
5 – Sunset Strip 
6 – Home 
7 – Four Minutes 
8 – The Tide is Turning (After Live Aid) 

Roger Waters – vocals, guitar, bass, keyboards. 
Andy Fairweather – electric guitar. 
Jay Stapley – electric guitar 
Mel Collins – saxophone. 
Ian Ritchie – Synthesizer, piano, keyboards, drum programming. 
Graham Broad – drums. 

Em 1987 Roger Waters lança o seu terceiro álbum a solo intitulado “Radio Kaos”, assinando uma verdadeira obra-prima do rock progressivo, ao nos convidar a escutar uma emissão de rádio fabulosa e inesquecível. Embora na época o álbum “Radio Kaos” tenha passado ao largo do grande público, porque a nova geração de críticos musicais que começava a nascer preparava-se para a sua grande batalha contra o rock progressivo, essa “temível música” que governou a rádio na primeira metade da década de 70 e que fez as delícias dos seus pais. Talvez tenha chegado o momento de alguns descobrirem esta inesquecível emissão de “Radio Kaos”, com “locução e realização” de Roger Waters! Se tem dúvidas veja os video-clips:)

Emissão de Rádio – Noticiários na RR e RCP em FM - ( na década de 70., séc.xx)


Noticiários na RR e RCP em FM 
(na década de 70, séc.xx) 

utra das minhas memórias da rádio, desses longínquos anos setenta, são os noticiários, especialmente na Radio Renascença, onde o noticiário que surgia no ar às 19 horas e se estendia até às 19h30, era de uma enorme qualidade, feito por uma numerosa equipa, que nos dava uma informação rigorosa e por vezes temida pelo poder então vigente. Recordo que quando terminava este serviço noticioso surgia o “Página Um” até às 21horas, do qual já falei aqui. Nunca mais me esqueci de uma emissão feita por estes fantásticos jornalistas, que acompanhei ao longo da madrugada, aquando do triste golpe de estado no Chile levado a cabo pelo também tristemente célebre Augusto Pinochet, que me manteve acordado a noite toda seguindo os acontecimentos. 

O outro canal onde era ouvinte atento das notícias encontrava-se precisamente no Radio Clube Português, onde a informação era também de uma grande qualidade, nesses anos charneira da década de setenta e onde será sempre de recordar esse dia em que nos ligaram para casa às seis da manhã, pessoa amiga, a avisar, que o que se estava à espera tinha acontecido: a tropa estava na rua! E nesse dia estive “agarrado” às notícias do Radio Clube Português, numa emissão que como muitos devem estar recordados, fez história na nossa rádio e no país. 

Ao escrever estas minhas memórias da rádio não podia deixar de referir estas duas estações de rádio, Rádio Renascença/FM e Rádio Clube Português, que, nesses anos, eram sinónimo de excelente e rigorosa informação.

Helmut Newton - "Sigourney Weaver"


Sigourney Weaver e o Cinema
segundo o olhar de Helmut Newton

William Friedkin – “Os Incorruptiveis Contra a Droga” / “The French Connection”


William Friedkin – “Os Incorruptiveis Contra a Droga” / “The French Connection”
(EUA – 1971) – (104 min./Cor)
Gene Hackman, Fernando Rey, Roy Scheider.

No panorama dos cineastas do cinema norte-americano das décadas de 70/80, o nome de William Friedkin é incontornável e este “The French Connection” é um belo retrato do cinema desses anos, com um conjunto de actores e uma realização que na época fizeram furor. Recorde-se que “Os Incorruptiveis Contra a Droga”, recebeu os Oscars de Melhor Filme, Melhor Realização (William Friedkin) e Melhor Actor (Gene Hackman).

Em exibição no Canal Fox Movies.

King Vidor – “Homem Sem Rumo” / “Man Without a Star”




King Vidor – “Homem Sem Rumo” / “Man Without a Star”
(EUA – 1955) – (89 min./Cor) 
Kirk Douglas, Jeanne Crain, Clair Trevor. 

Uma das últimas películas assinadas pelo incontornável King Vidor é precisamente este belo “western”, que nos oferece um Kirk Douglas em plena forma, numa película em que as mulheres têm um papel preponderante no destino dos homens, excepto num, que é livre como o vento! 

Michel Vaillant - “O 8º Piloto” / “Le 8º Pilote” - Jean Graton


Michel Vaillant 
“O 8º Piloto” / “Le 8º Pilote” 
Jean Graton 
Asa / Público – Pág. 64 / Pranchas 62 

Esta aventura de Michel Vaillant surgiu pela primeira vez publicada na Revista Tintin (belga) a 11 de Setembro de 1962 tendo terminado em 9 de Abril de 1963 (do nº37 do 17º ano até ao nº15 do 18º ano). 

Jean Graton ao partir para esta banda desenhada com o seu herói Michel Vaillant, decidiu reflectir sobre a época que então se vivia no mundo, a tristemente famosa Guerra Fria e assim iremos encontrar o nosso herói a abrir uma escola para pilotos de fórmula 1, o que de imediato irá atrair diversos candidatos de todo o mundo, para correrem no famoso “circo” da Fórmula 1. O oitavo piloto a ingressar na escola será o russo Nicolas Olensky e de imediato um clima de animosidade se instala entre ele e o piloto norte-americano. 

A forma como Jean Graton abordava os tempos políticos que se viviam no Planeta Azul, nas suas bandas desenhadas de Michel Vaillant, ao longo dos anos, é simplesmente memorável!

Camille Pissarro - "Le Pont Boieldieu, effet de pluie"


"Le Pont Boieldieu, effet de pluie"
Óleo sobre tela, 73 x 92 cm.
Camille Pissarro

Terje Rypdal - “What Comes After”


Terje Rypdal 
“What Comes After” 
ECM Records 
1974

Terje Rypdal – Guitars, Flute. 
Barre Phillips – Double Bass, Piccolo Bass (faixa 5). 
Jon Christensen – Percussion, Organ (faixa 5). 
Erik Niord Larsen – Oboe, English Horn. 
Sveinung Hovensjo – Electric Bass. 

1 - Bend It (Terje Rypdal) – 9:55 
2 . Yearning (Terje Rypdal) – 3:22 
3 – Icing (T. Rypdal / J. Christensen)– 7:50 
4 – What Comes After (Terje Rypdal) – 10:58 
5 – Séjours (Barre Phillips) – 3:51 
6 – Back Of J. (Barre Phillips) – 4:18 

A música de Terje Rypdal, ao contar com o contributo do contrabaixista norte-americano Barre Phillips no álbum “What Comes After", invade espaços até então por explorar, de forma precisa e sedutora! Gravado a 7 e 8 de Agosto de 1973 no Arne Bendiksen Studio, Oslo por Jan Erik Kongshaug e Produzido por Manfred Eicher. Fotografia da capa e Design de Frieder Grindler.

Andrew V. McLaglen – “Rancho Bravo” / “The Rare Breed”


Andrew V. McLaglen – “Rancho Bravo” / “The Rare Breed”
(EUA – 1966) - (97 min./Cor) 
James Stewart, Maureen O’Hara, Brian Keith, Juliet Mills.

Desde já podemos adiantar que o V. de Andrew McLaglen se “traduz” por Victor e tem origem bem britânica, embora tenha sido do outro lado do oceano que muitos lhe fixaram o nome e onde “tocou” os mais variados géneros ao longo de quatro décadas, sempre oferecendo o seu melhor como realizador e na direcção de actores, por onde passaram várias gerações bem conhecidas dos mais comuns espectadores de cinema, conseguindo sempre jogar em dois tabuleiros bem distintos (cinema e televisão), sabendo sempre distinguir as diferenças de linguagem subjacentes a cada um deles.

“Rancho Bravo” / “The Rare Breed” é um magnifico “western”, com um quarteto de actores que desde a primeira hora nos cativa, porque até mesmo o irreconhecível Brian Keith, esse “selvagem” chamado Bowen, termina por nos ser simpático no dia em que decide tomar banho, cortar a barba e servir o chá à bela Maureen O’Hara, ou melhor à british Martha Price, porque neste filme todos os homens se apaixonam por ela! Mas de quem nos iremos afeiçoar mesmo, neste belo “western”, será do inesquecível Vindicator!

Em exibição no canal Fox Movies!

Mário-Henrique Leiria - “Novos Contos do Gin-Tonic”


Mário-Henrique Leiria
“Novos Contos do Gin-Tonic”
Estampa – Pág. 224 

Mário-Henrique Leiria (1923-1980), anda um pouco esquecido, mas recentemente foram editados em dois grossos volumes, bem pesados, a sua obra (prosa e poesia), como eu sou do tempo em que os livros se traziam no bolso e estes dois volumes irão dar cabo dos vossos casacos, sugiro que leiam primeiro os “Novos Contos do Gin Tonic”, em formato de bolso, mas às escondidas, com a capa forrada, como se fazia nesse tempo em que os livros mal comportados eram apreendidos. depois podem comprar os tais volumes pesadões e lerem-nos pela noite dentro, mas com a televisão desligada. Para vos abrir o apetite para a escrita única do fabuloso Mário-Henrique Leiria, aqui vos deixo algumas das suas sábias palavras: 

“O Noivado”

«Estendeu os braços carinhosamente e avançou, de mãos abertas e cheias de ternura.
- És tu Ernesto, meu amor?
Não era. Era o Bernardo,
Isso não os impediu de terem muitos meninos e não serem felizes.
É o que faz a miopia.»

Mário-Henrique Leiria

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Richard Strauss - "Also Sprach Zarathustra", Opus 30

Richard Strauss
Tema: "Also Sprach Zarathustra", Opus 30

Emissão de Rádio - "À Sombra de Edison"


"À Sombra de Edison" 

Foi em 1982 que Jorge Gil, o responsável por esse incontornável programa de Rádio chamado “Em Órbita”, nos decidiu oferecer uma nova aventura ou, se preferirem, uma nova forma de fazer rádio, derrubando fronteiras e métodos e criando imagens que nos iriam absorver por completo, porque em “À Sombra de Edison” não dava mesmo para estarmos a ler um livro e ouvir boa música, porque “À Sombra de Edison” era o Cinema, com maiúsculas, para se ver/escutar na rádio, captando por completo a atenção do ouvinte. 

Mais uma vez Jorge Gil contou com a colaboração de Cândido Mota que, com a sua célebre voz ,nos convidava a seguir os passos do homem neste planeta e assim íamos escutando um conjunto de sonoridades e textos oriundos das mais diversas partes e meios audiovisuais, que com um fio condutor nos iriam obrigar a pensar neste mundo em que vivemos, recordando o passado, como esse momento em que Armstrong pisou a superfície da Lua (recordo-me de acompanhar a emissão televisiva ainda criança, escutando as palavras de Eurico da Fonseca) e aqui “À Sombra de Edison” revivia esse momento, mas desta vez o ouvinte encontrava-se no interior da Nasa e acompanhava tudo pela primeira vez. 

Esta aventura de Jorge Gil, com a habitual cumplicidade de Cândido Mota, durou apenas seis meses, de Fevereiro a Julho de 1982, mas foi uma aventura radiofónica que permanece na memória de todos aqueles que a escutaram e viram as imagens na rádio, tal como as emissões de “O Homem no Tempo”, da dupla João Sousa Monteiro / João David Nunes.

Arie Posin – “A Face do Amor” / “The Face of Love”


Arie Posin – “A Face do Amor” / “The Face of Love”
(EUA – 2013) – (92 min./Cor)
Annette Bening, Ed Harris, Robin Williams.

Um filme sobre segundas oportunidades, mas também sobre os segredos do passado, que podem interferir com o presente. Uma bela lição sobre o universo das relações pessoais, com uma dupla de protagonistas que, mais uma vez, nos oferecem o seu conhecido talento: Annette Bening e Ed Harris!

Chick Corea - “Piano Improvisations, Vol. 2”


Chick Corea 
“Piano Improvisations, Vol. 2” 
ECM Records 
1972

Chick Corea – Piano 

1 – After Noon Song – 2:49 
2 – Song For Lee Lee – 2:42 
3 – Song For Thad – 2:00 
4 – Trinkle, Tinkle – 2:03 
5 – Masqualero – 5:36 
6 – Preparation 1 - 2:37 
7 – Preparation 2 - 0:53 
8 – Departure From Planet Earth – 7:35 
9 – A New Place – 13:20 
(Arrival/Scenery/Imps Walk/Rest) 

A Arte de Chick Corea encontta-se bem expressa nos dois volumes que constituem a obra “Piano Improvisations”. Gravado no Arne Bendiksen Studio, Oslo nos dias 21 e 22 de Abril de 1971 por Jan Erik Kongshaug. Design de B& B Wojirsch e Fotografia de Valerie Wilmer. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas de “Piano Improvisations, Vol. 2”, são da autoria de Chick Corea, excepto os temas “Trinkle, Tinkle” pertencente a Thelonious Monk e “Masqualero” assinado por Wayne Shorter.

Robert Mapplethorpe - "Isabella Rossellini"

A beleza de Isabella Rossellini 
segundo o olhar de Robert Mapplethorpe

Jonathan´ - “Ela ou Dez Mil Pirilampos” / “Elle ou dix mille lucioles” - Cosey


Jonathan´ 
“Ela ou Dez Mil Pirilampos” / “Elle ou dix mille lucioles” 
Cosey 
Asa / Público – Pág. 48 / Pranchas 46 

Bernard Cosandey o artista suíço que assina os seus trabalhos como Cosey, ao criar as aventuras de Jonathan ocupou um espaço no interior da banda desenhada que iria conquistar inúmeros fans, não só para o seu herói, mas também para a 9ªArte. Esta aventura de Jonathan, intitulada “Ela ou Dez Mil Pirilampos” / “Elle ou dix mille lucioles”, criada por Cosey surgiu em álbum em 2008.

Garry Marshall – “Um Dia de Mãe” / “Mother’s Day”



Garry Marshall – “Um Dia de Mãe” / “Mother’s Day”
(EUA – 2016) – (118 min./Cor)
Jennifer Aniston, Kate Hudson, Julia Roberts.

A última película da filmografia do cineasta Garry Marshall que, mais uma vez, nos oferece o seu enorme talento no universo da comédia romântica, com um elenco de luxo.

Edward Hopper - "Sailing"

"Sailing", 1911 
Óleo sobre tela, 61 x 73,7 cm 
Edward Hopper 

Este quadro de Edward Hopper foi precisamente o primeiro trabalho vendido pelo pintor, após ter sido exposto em 1913 no Armory Show. Presentemente encontra-se no Carnegie Museum of Art, em Pittsbourg, EUA.

Gary Burton - “The New Quartet”


Gary Burton 
“The New Quartet” 
ECM Records 
1973

Gary Burton – Vibraphone. 
Michael Goodrick – Guitar. 
Abraham Laboriel – Bass. 
Harry Blazer – Drums. 

1 – Open Your Eyes, You Can Fly (Chick Corea) – 6:40 
2 – Coral (Keith Jarrett) – 4:03 
3 – Tying Up Loose Ends (Gordon Beck) – 5:12 
4 – Brownout (Gary Burton) – 6:32 
5 – Olhos de Gato (Carla Bley) – 5:38 
6 – Mallet Man (Gordon Beck) – 7:11 
7 – Four or Less (Michael Gibbs) – 6:10 
8 – Nonsequence (Michael Gibbs) – 4:30 

Este foi o primeiro álbum gravado por Gary Burton para a editora alemã ECM Records, onde foram editados alguns dos seus trabalhos discográficos, mais relevantes da sua longa carreira e a produção deste “The New Quartet” abriu decididamente novos rumos no interior da música produzida por aquele que é considerado por muitos, como o maior vibrafonista da actualidade, título esse que o acompanha na estrada da música, há mais de duas décadas. Redescobrir este “The New Quartet”, ainda sem Pat Metheny, revela-se uma verdadeiramente aventura musical! 

Gravado a 5 e 6 de Março de 1973 no Pengus Studios, Fayville, Mass. Por John Nagy e Misturado por Kurt Rapp e Martin Wieland. Cover Design de B & B Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. A edição em cd que conhecemos é oriunda do Japão.

Arnold Laven – “Noite de Violência” / “Rough Night in Jericho”


Arnold Laven – “Noite de Violência” / “Rough Night in Jericho”
(EUA – 1967) – (104 min./Cor)
Dean Martin, Jean Simmons, George Peppard, John McIntire.

Arnold Laven é um desses realizadores que dividiu a sua actividade entre a televisão e o cinema, desde a primeira hora desde 1952 até 1984, ao longo de trinta anos abordou os mais diversos géneros e este “western”, intitulado “Rough Night in Jericho”, desde o primeiro fotograma revela que é bem diferente do habitual, porque se o facto de termos Dean Martin a encabeçar o elenco pode levar a que se pense que irá encontrar uma comédia, muito menos se pode considerar que ele cante, porque estamos perante um assassino que tomou conta de uma cidade, depois de ter sido contratado por ela para a libertar dos fora-da-lei. 

Alex Flood (Dean Martin) é dono de 51% de tudo na cidade e até do xerife, que se encontra às suas ordens e da justiça, ele mata e enforca sem dó nem piedade e mesmo essa mulher chamada Molly (Jean Simmons) que um dia o amou, quando ele parecia honesto, é vítima da sua violência. A interpretação de Dean Martin do princípio ao fim do filme fica-nos na retina para sempre e esta “Noite de Violência” é um bom exemplo dos “westerns” que, na época, saiam dos Estúdios da Universal para alimentar a primeira parte das sessões duplas nos cinemas, a par de outros Estúdios mais pequenos como o Republic.

“Rough Nicht in Jericho” possui todos os condimentos que conduziram o “western” a ser amado por legiões de cinéfilos. Vale a pena descobrir!

Em exibição no Canal Fox Movies.

Mário-Henrique Leiria - “Contos do Gin-Tonic”


Mário-Henrique Leiria 
“Contos do Gin-Tonic” 
Estampa – Pág. 184 

Para esta geração do século XXI, que gosta tanto de cultivar a sua famosa ideologia baptizada de “politicamente correcto”, recomendo a leitura dos “Contos do Gin-Tonic”, do inesquecível Mário-Henrique Leiria, cuja Arte e engenho nas palavras tanta falta nos faz! 

A capa que é reproduzida corresponde ao livro que comprei em 1974 e infelizmente perdido na espuma dos dias, recomendado pelo livreiro Hipólito Clemente da Livraria Opinião, que me deu a descobrir o surrealismo, durante esses anos em que frequentei a famosa livraria na década de 70, até que fechou as portas.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Talking Heads - "I Zimbra"

Talking Heads
Tema: I Zimbra"
Álbum: "Fear of Music"

Emissão de Rádio - "O Homem no Tempo"


Rádio: "O Homem no Tempo" 

Foi durante ano e meio ou mais precisamente entre 18 de Maio de 1977 e 29 de Dezembro de 1978, com periodicidade semanal, que tivémos na rádio uma das mais belas aventuras na Arte de fazer Rádio e de nos convidar a pensar no mundo que nos rodeia, mas também no ser em que nos transformamos ao longo da vida. Trata-se do programa de Antropologia Cultural assinado pelo psicanalista João Sousa Monteiro e realizado por João David Nunes, uma dessas realizações radiofónicas únicas na História da Rádio em Portugal. 

O programa “O Homem no Tempo” era emitido, se a memória não me falha, por volta da meia-noite e meia, uma dessas horas em que o auditório se prepara para dormir ou então já navega na terra dos sonhos, mas no entanto e é aqui que eu me situo como ouvinte, o programa “O Homem no Tempo” era retransmitido por volta das 21h30, no programa “Fórum” do Jorge Lopes (do qual já aqui vos falei, e assim nesse dia não havia ECM para ninguém J ). Ao longo de ano e meio escutei atentamente o “Homem no Tempo”, que me dizia que “é mais fácil matar do que pensar, é mais fácil matar do que amar” ou se preferirem outra equação, ofereço-vos esta: “penso, logo desisto!” 

“O Homem no Tempo” convidava o ouvinte a pensar e a interrogar-se, conversava connosco e dizia-nos que “um dos tabus sociais de maior importância estratégica para a sobrevivência e bom funcionamento de qualquer sociedade civilizada consiste na proibição de pensar”, ora numa época como aquela em que vivemos neste século XXI, em que à boleia do “politicamente correcto” se formatam as opiniões e se conduz a informação à boleia da ideologia dominante, sendo muito perigoso pensar de maneira diferente, este programa nos dias de hoje seria perigosamente subversivo e certamente teria os dias contados. 

Mas nunca será de mais referir que a realização de João David Nunes se revelava algo de mágico, porque por aqui tínhamos uma linguagem sonora oriunda de todos os meios incluindo do audiovisual, numa montagem mais-que-perfeita de sons, música e palavras e acima de tudo tínhamos essa voz inconfundível de João David Nunes. E quando foram dadas como terminadas as emissões, a “Assírio & Alvim” editou os textos lidos no programa “O Homem no Tempo” em dois volumes, incluindo num deles o esquema de preparação/condução de uma das emissões, que se revela profundamente aliciante de ver. Mais tarde, após os livros terem ficado esgotados, a mesma editora fez uma outra edição em apenas um volume com o título de “Tire a Mãe da Boca”, o mesmo título do primeiro volume, da primeira edição, sendo o do segundo volume um pouco extenso: “Tabú, príncipe dos cágados de fraldas ao vento, ladra às portas do futuro ou sonho de uma jovem que queria ingressar na ordem das carmelitas”. 

Hoje em dia, os livros desta emissão radiofónica são muito difíceis de encontrar, mas se os descobrirem nos Alfarrabistas, optem sempre pela edição em dois volumes, pois está mais completa e não se esqueçam da história que Ronald Laing nos conta no início (cito de memória): “numa rua de Londres um polícia reparou numa criança que andava com uma sacola ao ombro, as voltas do quarteirão e dirigindo-se a ela perguntou-lhe se ela estava perdida e ela respondeu-lhe que não, apenas tinha fugido de casa, mas estava proibido de atravessar a rua…” Nunca mais existiu na nossa rádio um programa como "O Homem no Tempo"! Será que seria possívrl fazer nos dias de hoje estas emissões?

Marsupilami - “Não Toquem nos Pintarroxos” - Franquin




Marsupilami
“Não Toquem nos Pintarroxos” 
Franquin 
Asa / Público – Pág.2 / Pranchas 2 

Esta aventura do célebre Marsupilami, de que Franquin tanto gostava, terminou por levar este genial criador da banda desenhada a passar as aventuras de Spirou e Fantásio a outros desenhadores, dedicando-se inteiramente às aventuras de Marsupilami, tornando-o num herói autónomo, deixando assim de surgir ao lado de Spirou e Fantásio, embora por vezes eles se cruzem no tempo. 

A aventura de Marsupilami “Não Toquem nos Pintarroxos” foi publicada pela primeira vez nas páginas do nº.936 da revista Spirou, a 22 de Março de 1956 e está incluída no álbum “A Máscara Misteriosa”, das aventuras de Spirou e Fantásio, publicada numa edição da editora Asa com o jornal “Público”.

Ray Milland – “Lisboa” / “Lisbon”



Ray Milland – “Lisboa” / “Lisbon”
(EUA – 1956) – (90 min./Cor)
Ray Milland, Maureen O’Hara, Claude Rains. Yvonne Furneaux.

Quando me falam em Ray Milland recordo-me de imediato de “Chamada Para a Morte” / “Dial M for Murder” de Alfred Hitchcock e de Farrapo Humano” / “The Lost Weekend” de Billy Wilder, mas a partir de hoje nunca mais me esquecerei dele em “Lisboa” / “Lisbon”, um filme realizado e interpretado pelo próprio Ray Milland, para a célebre produtora Republic, assinando a realização como R. Milland, depois temos essa bela ruiva chamada Maureen O’Hara e o elegante escroque interpretado por Claude Rains, já o local escolhido para as filmagens foi a bela cidade de Lisboa, nesse ano de 1956, por onde se irá desenrolar a intriga deste filme, que revisita, de forma superficial mas interessante, o “film noir”, num belo scope e a cores.


A célebre Lisboa cidade branca, como um dia a baptizou Alain Tanner é na verdade bela e aqui não surge a dar corpo e rosto a uma cidade da América Latina, como já sucedeu em “Os Comandos da Morte” mas simplesmente à bela Lisboa como protagonista, com nome grande neste bem interessante filme realizado em 1956 e estreado a 1 de Janeiro de 1957 nas salas dos cinemas Monumental e Condes, da capital.


Em Lisboa, onde o pequeno contrabando navega despreocupadamente entre os pescadores, com um certo olhar das forças policiais que nos faz recordar o filme “A Revolução de Maio” de António Lopes Ribeiro, realizado vinte anos antes e de apologia do regime, mas onde encontramos o Inspector Fonseca (Jay Novello) igual a muitos outros detectives que surgiam então nos écrans, já o temível Serafim (Francis Lederer) surge como o gangster perfeito, cuja morte a bordo do barco do capitão Robert Evans (Ray Milland) é memorável, por outro lado Claude Rains está igual a si mesmo, sempre perfeito nas composições que nos ofereceu no cinema.


Mas e Lisboa como se portou neste filme americano? Simplesmente perfeita, com passagem por Cascais, Belém/Jerónimos, Sintra/Seteais (apesar de terem ido de barco), talvez tenham ancorado ao largo da Ericeira ou Praia Grande, mas temos também Alfama e o Fado, com Anita Guerreiro a presentear-nos com o seu talento, perante o olhar interessado do par Ray Milland/Maureen O’Hara, esta última na figura sensual dessa mulher disposta a ver o marido morto para ser a herdeira da sua fortuna, mas nessa casa de fados poderemos descobrir na assistência, Humberto Madeira, Vasco Santana e João Bénard da Costa, para além dos diversos portugueses que se vão cruzando no filme, com algumas frases na nossa bela língua. E como a sorte protege os audazes, o capitão Evans irá continuar os seus dias de navegador na companhia da bela Maria Madalena (Yvonne Furneaux).


O mais interessante desta produção de série-B será precisamente a opção pelo scope, que favorece de imediato esta “Lisboa” / “Lisbon”, como o desejo de cinema vive na realização, como na direcção de actores, para além dos acordes do conhecido Nelson Riddle, que nos oferece sonoridades bem conhecidas dos mais atentos ao passado com memória.


“Lisboa” / “Lisbon”, realizado por Ray Milland, é um belo filme que esta cidade banhada pelo Tejo merece dar a conhecer a todos os seus habitantes.


Pode visitar também um excerto deste filme aqui no blogue “Ponto Aqui, Ponto Acolá!”

domingo, 24 de fevereiro de 2019

Joni Mitchell - "Both Sides Now"

Joni Mitchell
Tema: "Both Sides Now"
Álbum: "Travelogue"

Joni Mitchell

Joni Mitchell

Richard Brooks – “Os Profissionais” / “The Professionals”


Richard Brooks – “Os Profissionais” / “The Professionals”
(EUA – 1966) – (117 min./Cor)
Burt Lancaster, Lee Marvin, Robert Ryan, Woody Stroode, Claudia Cardinale, Jack Palance.

Um dos melhores “westerns” da década de 60, com um quarteto de luxo, oriundo do cinema clássico e uma soberba realização de Richard Brooks.

Em exibição na Fox Movies.

Paul Motian - (1931 - 2011)

Paul Motian - (1931 - 2011)

Paul Motian - "Conception Vessell"


Paul Motian 
"Conception Vessel" 
ECM Records
1973 

Paul Motian – percussion. 
Keith Jarrett – piano, flute. 
Charlie Haden – bass. 
Sam Bromn – guitar. 
Leroy Jenkins – violin. 
Becky Friend – flute. 

1 – Georgian Bay – 7:28 
2 – Ch’I Energy – 2:34 
3 – Rebica – 11:11 
4 – Conception Vessell – 7:44 
5 – American Indian: Song of Sitting Bull – 2:41 
6 – Inspiration From a Vietnamese Lullaby – 9:41 

Paul Motian nasceu em Filadélfia a 25 de Março de 1931 e começou a tocar bateria aos 12 anos de idade, tendo surgido no circuito do jazz ao lado do pianista Thelonious Monk em 1954, participando mais tarde (1959/1964) nos trios de Bill Evans e de Paul Bley (1963/1964). Quando Keith Jarrett surgiu a gravar em nome próprio, acompanhou o pianista nessa aventura de 1967 a 1976, fazendo também parte do célebre quarteto americano. 

Quando a ECM surgiu no mercado, na década de setenta, foi um dos primeiros músicos a participar nesse projecto de jazz europeu, gravando em 1973 o seu primeiro álbum como líder, intitulado “Conception Vessel”. Em “Conception Vessel”, Paul Motian oferece-nos seis temas, todos eles bastante distintos, mas que nos permitem ter um belo retrato do universo do baterista, que também assina a totalidade dos temas. 

“Georgian Bay”, o tema de abertura, tem Paul Motian acompanhado por Charlie Haden no contrabaixo e Sam Brown na guitarra acústica, percorrendo paisagens próximas das raízes dos blues. Já em “Ch’I Energy” encontramos Motian em solo absoluto, demonstrando todo o seu poder criativo. Em “Rebica”, voltamos a ter o trio do primeiro tema, com Sam Brown na guitarra eléctrica, navegando de forma perfeita no seu swing bem característico. 

Ao chegarmos aos temas “Conception Vessel”, que dá título ao álbum e “American Indian: Song of Sitting Bull”, descobrimos Paul Motian em dois duetos bem diferentes com Keith Jarrett, já que no primeiro Jarrett apenas toca flauta, invadindo as raízes da música popular, enquanto no segundo o encontramos no piano, onde o diálogo piano versus bateria é soberbo e repleto de melancolia, antecedendo de certa forma os duetos que ambos os músicos irão desenvolver nos espectáculos ao vivo do quarteto americano liderado por Keith Jarrett. 

A fechar o álbum, descobrimos “Inspiration From a Vietnamese Lullaby”, onde a então desconhecida World Music encontra o jazz, através da flauta de Becky Friend e o violino de Leroy Jenkins, acompanhados pela pontuação do contrabaixo de Charlie Haden e a bateria de Paul Motian, que usa como ninguém a percussão e as suas célebres vassouras, sendo de uma beleza absoluta o diálogo entre a flauta e o violino. “Conception Vessel”, o primeiro trabalho de Paul Motian como líder, convida-nos a visitar as raízes da música popular e o seu estimável encontro com o jazz, em mais um excelente trabalho de produção do alemão Manfred Eicher.

Gravado a 25 e 26 de Novembro de 1972 no Butterfly and Sound Ideas Studios, New York City, por George Klabin, misturado por Martin Wieland e Produzido por Manfred Eicher. Design de B & B Wojirsch e Fotografias de Paul Motian e A. Raggenbass. Todos os temas do álbum “Conception Vessell” são da autoria de Paul Motian. O álbum “Conception Vessell” irá também ser editado na colecção discográfica da editora alemã intitulada “ECM Touchstones Series” de baixo custo, , assim como irá surgir na box set da série “Old and New Masters”, ECM 2260/65, que foi editada após o falecimento do músico e que reúne seis dos seus trabalhos como líder.. Keith Jarrett toca nos temas 4 (piano) e 5 (flute); Charlie Haden surge nos temas 1,3 e 6; Sam Brown toca nos temas 1 e 3; Leroy Jenkins e Becky Friend colaboram no tema 6.

Pode escutar aqui o dueto "Conception Vessell" entre Paul Motian e Keith Jarrett.

Raymond Depardon - "Catherine Deneuve"


A História do Cinema está repleta de Divas, a maior parte delas já partiram, mas permanecem bem vivas quando as encontramos no écran de cinema, ou nesse aparelho doméstico que é a televisão, ou nessa maravilha que é a net. Mas há uma estrela francesa que acompanho desde que me conheço, chamada Catherine Deneuve a primeira vez que a vi foi em "Belle de Jour" e desde então sempre que a encontro, gosto sempre de a rever, o anos vão passando, mas a sua beleza e talento permanecem de mãos dadas nos filmes, tornando-a numa das estrelas eternas da Sétima Arte!.

Shari Springer Berman / Robert Pulcini – “A Minha Vida Dava Um Filme” / “Girl Most Likely”


Shari Springer Berman / Robert Pulcini – “A Minha Vida Dava Um Filme” / “Girl Most Likely”
(EUA – 2012) – (103 min./Cor)
Kristen Wig, Annette Bening, Matt Dillon.

Este casal de realizadores assinou em tempos o interessante “American Splendor”, mas este “Girl Most Likely” é demasiado medíocre e previsível, com um humor inenarrável, onde uma actriz com o talento de Annette Bening não consegue salvar-se do naufrágio colectivo desta película. A evitar!

Spirou e Fantásio - “A Máscara Misteriosa” / “La Mauvaise Têtet” - Franquin



Spirou e Fantásio
“A Máscara Misteriosa” / “La Mauvaise Têtet”
Franquin 
Asa / Público – Pág. 59 / Pranchas 55 

Esta maravilhosa aventura de Spirou e Fantásio foi publicada na revista Spirou, nos nºs. 840 a 869 (em continuação, como era norma na época de ouro da banda desenhada), de 24 de Maio de 1954 a 9 de Dezembro de 1954.

John Sturges – “O Sexto Homem” / “Backlash”


John Sturges – “O Sexto Homem” / “Backlash”
(EUA – 1956) – ((84 min./Cor)
Richard Widmark, Donna Reed, John McIntire.

Quando a Psicanálise chega ao “western” nasce este bem interessante “Backlash”!

Em exibição na Fox Movies.