terça-feira, 19 de junho de 2018

Peter Greenaway – “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista” / A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist”



Peter Greenaway – “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista” / A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist” 
(Grã-Bretanha – 1979) – (41 min./Cor) 
Colin Cantlie, Jean Williams. 

Em “A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist” / “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista”, estamos perante um dos filmes mais pessoais de Peter Greenaway, porque se por um lado os quadros que iremos ver na exposição são de sua autoria, por outro lado o seu pai foi um apaixonado ornitologista, sendo este pequeno filme uma espécie de homenagem à sua memória. 

Ao acompanharmos a câmara que entra na sala do Museu onde se encontra a exposição, iremos acompanhar a história que o narrador (Colin Cantlie) nos irá contar, ao mesmo tempo que iremos percorrer os diversos mapas, sendo a cartografia outra das famosas paixões do cineasta, para quem os mapas são muitas vezes estranhos ideogramas de informações, que nos conduzem às mais extraordinárias descobertas, como irá suceder quando a câmara mergulha no primeiro quadro e a partir de então iniciamos uma viagem ao longo de 1418 milhas, inseridas em 92 mapas criados por Peter Greenaway, onde não faltam os seus célebres números, embora aqui seja mais a migração dos pássaros, ou aves se preferirem, que irá interessar ao cineasta, à medida que vamos acompanhando em paralelo a vida ou a odisseia, se preferirem o termo, de Tulse Luper, um apaixonado ornitologista que nos irá deixar esse livro intitulado “Some Migratory Birds of the Northern Hemisphere, 92 maps, 1418 Birds in colour”, que a objectiva do cineasta irá focar no final do filme. 

Ao seguirmos Peter Greenaway ao longo de quarenta minutos por esta viagem cartográfica, descobrimos inúmeras referências que irão marcar o seu cinema, bem pessoal, onde a pintura possui uma preponderância bem visível, dada a sua formação em belas-artes e depois, neste filme em particular, ainda temos a música de Michael Nyman, a percorrer na nossa companhia esta viagem bem particular pelo universo deste cineasta incontornável chamado Peter Greenaway. 

Rui Luís Lima

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