quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Sylvester Stallone – “Os Mercenários” / “The Expendables”


Sylvester Stallone – “Os Mercenários” / “The Expendables”
(EUA – 2010) – (103 min. / Cor)
Sylvester Stallone, Jason Stathan, Jet li, Dolph Lundgren, Eric Roberts, Mickey Rourke, Bruce Willis, Arnold Schwarzenegger.

Longe vão os tempos em que Sylvester Stallone entrou no escritório de Woody Allen em busca de um papel, para surgir num dos filmes do então famoso cineasta nova-iorquino, e é assim que o iremos descobrir em “Annie Hall”, na famosa sequência do metropolitano, tentando roubar o actor-cineasta. Anos depois nasceria o famoso Rocky Balboa, que faria a fama do actor, seguindo-se esse inadaptado do pós-guerra chamado John Rambo. E apesar de todas as críticas surgidas em redor do actor, ele lá foi subindo as escadas da glória.


Numa época em que se pretendem reinventar os filmes de acção, o actor-realizador Sylvester Stallone decidiu convocar os mais famoso rostos deste género de películas nos anos 80/90 para refazer a história, oferecendo-nos nomes bem conhecidos de todos, só faltando à chamada Jean-Claude Van Damme e Steven Seagal, que na altura não puderam dar o seu contributo, em virtude de estarem a trabalhar noutros projectos, nascendo assim “The Expendables”, surgindo o próprio título original como um verdadeiro retrato do que iremos encontrar, já que o título em português “Os Mercenários”, infelizmente, não consegue transmitir toda a essência deste projecto.


Estamos perante um filme de acção, feito no século XXI, mas com a memória dos anos oitenta a pairar sobre ele, revelando-se a própria acção como um verdadeiro protagonista. E será na Somália, no famoso Golfo de Aden, onde a pirataria contemporânea vive dos resgates pedidos pelos navios apreendidos e respectivas tripulações, que iremos conhecer este grupo de mercenários comandado por Barney Ross (Sylvester Stallone), percebendo-se de imediato, como o humor se irá infiltrar de forma perfeita no interior da acção, pontuando a violência das sequências.


Após o sucesso deste empreendimento, o resgate dos prisioneiros, iremos conhecendo um pouco da vida de cada um deles, descobrindo até como um ex-membro chamado Tool (Mickey Rourke) trocou as armas pela arte da tatuagem, abrindo o seu próprio negócio. Mas quando um desconhecido de nome Mr. Church (Bruce Willis), tudo levando a crer que se trata de um agente da CIA, se reúne com Barney (Sylvester Stallone) e Trench (Arnold Schwarzenegger), outro elemento carismático do meio, serão oferecidos ao espectador os mais deliciosos diálogos da película, repletos de humor e irreverência e onde iremos perceber que Trench desiste do projecto porque aspira um dia ser Presidente dos Estados Unidos da América, não querendo manchar o seu novo percurso político ao regressar à sua antiga actividade de “exterminador implacável”. Encontramos assim o conhecido ex-Governador da Califórnia a dar o seu contributo perfeito a este filme, no qual os heróis estão já um pouco velhos para a acção, mas continuam a lutar contra as ditaduras, vestindo a pele do bem contra o mal.


Vilena, uma pequena ilha no golfo do México, é o seu destino onde o ex-agente da CIA James Munroe (Eric Roberts) controla a Junta Militar no poder, criando nesse território o seu império da droga, que exporta depois para território americano.
Iremos assim acompanhar os preparativos da acção e a chegada à ilha do grupo de mercenários, cuja missão é destruir o negócio ali montado, ao mesmo tempo que irá recuperar das garras dos “mafiosos” a filha do general, ou não existisse uma mulher nisto tudo, que se opõe às actividades ilícitas do pai, tendo sido aprisionada pelo diabólico e charmoso James Munroe (Eric Roberts), entrando-se assim pela porta grande do cinema de acção, com as inevitáveis explosões e metralha, que todos irá ceifar, até à inevitável vitória final do bem sobre o mal.


“Os Mercenários” / “The Expendables” conduz o espectador do século XXI até ao interior do filme de acção dos anos 80/90, do século passado, sem ter vergonha do seu passado, ao mesmo tempo que nos oferece uma certa memória desses tempos, gozando os protagonistas com o seu próprio estatuto, aliás o humor é a sua principal arma, contribuindo desta forma para o enorme sucesso que a película obteve originando novos filmes com os mesmos protagonistas e outros “velhos conhecidos” dos filmes de acção, que também decidiram entrar neste projecto.

2 comentários:

  1. Respostas
    1. Já são três filmes com estes heróis de acção, permanecendo em alta, pelo humor, pela acção e pela franqueza de quem os faz. Eles não querem enganar ninguém, são apenas os actores dos heróis dos filmes de acção do século passado e recomenda-se!
      Boa noite!

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