quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Robert Zemeckis – “Regresso ao Futuro” / “Back to the Future”


Robert Zemeckis – “Regresso ao Futuro” / “Back to the Future”
(EUA - 1985) - (111 min. / Cor)
Michael J. Fox, Christopher Lloyd, Lea Thompson, Crispin Glover.

O que irá encontrar Marty McFly quando chegar ao futuro para interferir na vida dos filhos? A resposta foi dada nos dois filmes seguintes, realizados por Bob Zemeckis. Mas as suas aventuras no passado a fim de alterar o dia a dia dos pais e provocar o encontro daqueles que o irão conceber é simplesmente aliciante.


Os artífices desta história em imagens, já que nesta película existe tudo, desde a banda desenhada ao rock and roll, passando por referências mundanas “Made in USA”: Calvin Klein, Coca-Cola, Devo, Star Wars, E.T.... são o realizador Robert Zemeckis e o produtor Steven Spielberg.
Martin McFly é um aluno normal e óptimo “heavy-metal”, evidentemente que anda ligado por laços de amizade, pouco convenientes, a um professor lunático que pretende construir uma máquina para viajar no tempo, o que consegue, embora seja morto por perigosos terroristas, acabando por ser Marty (Michael J. Fox)que, na fuga, parte para o passado, já que a célebre “machine” estava programada para ir ao ano de 1955.



O seu encontro com o universo dos pais é extremamente divertido, tendo em conta que ele está na cidade natal, indo encontrar os vizinhos e os pais trinta anos antes, numa época em que ele nem sequer tinha sido pensado para vir ao mundo. Envergando o seu colete habitual, passa por marinheiro e Coca-Cola é coisa desconhecida, mas o pior ainda está para vir, porque ao encontrar o seu futuro pai, compreende a sua história no tempo presente. Mas a mãe é muito diferente e apaixona-se logo por ele.
A sua integração na comunidade é um autêntico tormento e nela só tem como amigo o professor construtor do célebre DeLorean, o bólide voador, que ficará deveras surpreendido ao saber que o nome do Presidente dos Estados Unidos da América em 1985 é um péssimo actor que vê na TV chamado Ronald Reagan.


O regresso ao futuro acaba por se concretizar, mas Marty não resiste no último baile, a dar uma prova das suas qualidades de guitarrista, criando primeiro o “rock and rol” (o primo de Chuck Berry fazia parte da banda) e dando depois uma “lição de arte” de heavy-metal, a uma assistência completamente muda e estupefacta...uma atitude idêntica à de muitos espectadores dos concertos de “soundscapes” de Robert Fripp... mas isto já é outra história...
Quando Marty já se encontra no presente e vê os pais, compreende que tinha inevitavelmente interferido na vida da família de forma positiva.

Robert Zemeckis durante a rodagem do filme.

Rever hoje esta obra do consagrado Robert Zemeckis é (re)descobrir a inocência do cinema, tão distante do cineasta tecnológico que encontramos em “Polar Express”.
Curiosamente “Roger Rabbitt” conseguiu escapar à fobia tecnológica do cineasta, servindo-se dela apenas como complementaridade, tal como cineastas clássicos de origens diferentes, como Walt Disney e Stanley Donen fizeram. Esperemos que Robert Zemeckis deixe por agora a tecnologia e regresse a esse cinema onde o actor é o corpo e a alma do cinema ou seja a essência da Sétima Arte!

2 comentários:

  1. Um filme que me faz sonhar com a possibilidade de visitar outras épocas, mas sem alterar nada na linha espácio-temporal ;-)

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    1. Regressar ao passado ou partir rumo ao futuro?
      Uma equação cujos resultados serão sempre uma incógnita!
      Boa noite!

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