segunda-feira, 31 de julho de 2017

George Lucas – “A Vingança dos Sith” / “Revenge of the Sith”


George Lucas – “A Vingança dos Sith” / “Revenge of the Sith”
(EUA -  2005) – (140 min. / Cor)
Ewan McGregor, Natalie Portman, Hayden Christensen.

George Lucas nasceu durante a 2ª Grande Guerra, mais concretamente a 14 de Maio de 1944, na Califórnia, fazendo parte do que se viria a chamar "new way of life". Talvez por isso, durante a adolescência, começou a interessar-se por automóveis, chegando até a participar como mecânico em diversas provas, mas seria o cinema que acabaria por falar mais alto.


Matriculou-se na escola de cinema e antes de se iniciar como realizador, começou como assistente na célebre UCLA, tendo feito uma curta-metragem com os alunos intitulada THX 1138, que mais tarde se iria transformar na sua primeira longa-metragem, graças aos bons ofícios de Francis Ford Coppola, oriundo de uma outra escola, “mais prática", a de Roger Corman.


“THX 1138”, como não podia deixar de ser, aborda o território da ficção científica, numa sociedade profundamente tecnológica em que a vida humana é uma simples partícula sem importância. Esse século xxv filmado em "scope" e onde a luz natural quase é uma miragem, oferece-nos, de “mão beijada”, o futuro que o cineasta irá delinear para a sua obra cinematográfica.


“American Graffith” é o retrato de uma geração, essa mesma geração a que George Lucas pertenceu e na qual o "rock and roll" teve no interior da música uma importância fundamental, sendo natural que neste retrato de uma geração, ela seja possuidora de uma influência enorme. Curiosamente, nesta película, poderemos encontrar como actor Ron Howard, que mais tarde faria aqueles filmes que todos sabemos!!!


A espera para a chegada da obra mítica de toda a ficção científica, intitulada “Star Wars” foram quatro longos anos, desde a conclusão de “American Graffith”, ou seja 1977. Para aqueles que não sabem, a sua feitura foi recheada de percalços, com os prazos a não serem cumpridos e o Estúdio a ameaçar abandonar o projecto, aliás foi por uma “unha negra” que não se ficou com uma obra-prima perdida no tempo e todos sabemos como são muitas as "perdições" na História do Cinema. Mas, desta vez, tal não sucedeu e George Lucas criou um verdadeiro "Império", ao longo dos anos, com a Saga de “A Guerra das Estrelas”.

Na ficção científica não é possível escolher o melhor, entre os episódios IV, V e VI de “Star Wars / Guerra das Estrelas”, porque na verdade todos são obras-primas do Cinema. Quanto ao Episódio III – “A Vingança dos Sith”,  George Lucas conseguiu superar o pouco entusiasmo que nos oferecera com os I e II episódios, já que o cinema não se pode transformar num jogo de computador, porque os actores são parte essencial na sua feitura.


George Lucas, para concluir a sua Saga, foi buscar alguns dos originais dos episódios IV, V e VI, como sejam Peter Mayhew como Chewbacca (o amigo de Han Solo, personagem representado por Harrison Ford), Kenny Baker e Anthony Daniels, respectivamente R2-D2 e C-3PO, os eternos robots companheiros de aventuras de Luke, Leia e Han, bem como de Anakin, Padmé e Obi-Wan Kenobi; ainda Ian McDiarmid no papel de Palpatine, Chanceler Supremo nos episódios I, II e III e o temível Imperador nos IV, V e VI e Frank Oz como voz de Ioda. Mas quem pode esquecer que Darth Vader tem como voz James Earl Jones?


Nos Episódios I e II há demasiados efeitos especiais e superficialidade no argumento para ter uma continuidade lógica e coerente. Destaco, no entanto, como não podia deixar de ser: Liam Neeson no papel de Qui-Gon Jinn (que morre no final do Episódio I), o mestre de Ewan McGregor aka Obi-Wan Kenobi, mais tarde nos episódios IV, V e VI interpretado por Sir Alec Guinness.

No Episódio III, “A Vingança dos Sith”/”The Revenge of the Sith” mantém-se a superficialidade quanto a Natalie Portman (Padmé), não conseguindo convencer num papel que é determinante para a história. Constata-se que Hayden Christensen, no perturbado Anakin Skywalker, consegue tornar o seu desempenho credível (nota-se que o rapaz cresceu e bem).


Quanto a George Lucas, finalmente, consegue arrumar a casa e dar seguimento à história para os Episódios IV, V e VI, embora não nos agarre ao écran. Eu sei, eu sei, sequelas são sempre difíceis. Pelos vistos as prequelas ainda são mais.

Paula Nunes Lima

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