domingo, 9 de julho de 2017

Garry Marshall – “Noiva em Fuga” / “Runaway Bride”


Garry Marshall – “Noiva em Fuga” / “Runaway Bride”
(EUA – 1999) – (116 min. / Cor)
Julia Roberts, Richard Gere, Joan Cusack, Hector Elizondo, Rita Wilson.

Garry Marshall iniciou a sua actividade na televisão em 1967 e até 1983 fez do pequeno écran a sua casa, tendo-se estreado no cinema em 1984 com “The Flamingo Kid”, com Matt Dillon e Hector Elizondo nos protagonistas, especializando-se o realizador ao longo dos anos na chamada comédia romântica. Mas seria só em 1990, quando realizou “Pretty Woman” / “Um Sonho de Mulher”, em que nos revelava Júlia Roberts, ao lado do já bem conhecido Richard Gere, que todos lhe fixámos o nome para sempre. No entanto foi no ano seguinte, que na nossa opinião, o cineasta irá realizar a melhor película de toda a sua filmografia: “Frankie and Johnny” com Al Pacino e Michelle Pfeiffer nos protagonistas.


Nove anos depois, de nos ter oferecido “Pretty Woman” / “Uma Mulher de Sonho”, Garry Marshall tenta repetir a receita, juntando os mesmos actores em “Noiva em Fuga” / “Runaway Bride”, ao mesmo tempo que convocava o inevitável Hector Elizondo para a película, uma presença aliás habitual nos seus filmes ou melhor uma espécie de alter-ego do cineasta. No entanto os resultados de bilheteira, não atingiram os objectivos pretendidos por ele, ao reunir, mais uma vez, este famoso par, no reino da interpretação.

Garry Marshall 

“Noiva em Fuga” / “The Runaway Bride”, conta-nos a história de uma mulher, Maggie Carpenter (Júlia Roberts), que tem por mau hábito, deixar os noivos no altar, no dia do casamento, fugindo da igreja, porque nesse momento solene em que deve dizer sim, percebe que se encontra a cometer um terrível erro, abandonando o seu futuro marido, para escândalo da comunidade onde vive, bem longe da grande metrópole.
Ike Graham (Richard Gere) é um colunista do “USA Today”, que tem por hábito escrever a sua famosa coluna nos bares, tendo uma enorme legião de leitores, que adoram ler as suas crónicas, mas naquele dia, o tema parece que não lhe surge e será nesse bar que ele frequenta diariamente, que vai conhecer um dos ex-futuros maridos de Maggie Carpenter, que lhe conta a história da famosa noiva em fuga, que nesse preciso momento é notícia na televisão. Vendo ali um furo maravilhoso para a sua prosa, Ike Graham não hesita em escrever sobre a jovem, esquecendo-se de confirmar factos e datas junto de outras fontes, como mandam as regras sagradas do jornalismo.


O artigo em questão irá provocar o furor do sexo feminino, ao mesmo tempo que a própria Maggie Carpenter ameaça a publicação com um processo. A editora Ellie Graham (Rita Wilson), não hesita em chamar o seu ex-marido e despede-o sem apelo nem agravo, conseguindo desta forma fugir do processo, que a jovem ameaçava dar entrada na Justiça, apresentando a editora na edição seguinte um pedido de desculpas pelo sucedido.
Desempregado e odiado pelo sexo feminino, as mulheres quando o encontram na rua batem-lhe com um jornal, principalmente as mais idosas, Ike Graham (Richard Gere) após conversa com Fisher (Hector Elizondo), actual marido da sua ex-editora, decide conhecer a jovem Maggie Carpenter partindo para a “little-town” onde ela vive com os pais, terminando também ele, depois de se apaixonar pela jovem, ser deixado no altar, no dia do seu próprio casamento.


Garry Marshall irá focalizar o seu filme no período em que o par se encontra na “little-town”, tentando criar diversas situações, onde por vezes a comédia termina por falhar, devido ao argumento sofrível, em que se baseia o filme.
Tanto Richard Gere como Júlia Roberts tentam “levar o navio a bom porto”, mas as situações são por diversas vezes demasiado plausíveis, percebendo de imediato o espectador, o que irá suceder na sequência seguinte.

“Noiva em Fuga” / “Runaway Bride” termina assim por ser uma película simplesmente agradável, no interior desse género bem difícil, que é a comédia, ficando “uns furos abaixo” do que é habitual nas películas realizadas por  Garry Marshall, um cineasta que nos deixa saudades.

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