domingo, 25 de junho de 2017

David Fincher – “Sete Pecados Mortas” / “Seven”


David Fincher – “Sete Pecados Mortas” / “Seven”
(EUA – 1995) – (127 min. / Cor)
Morgan Freeman, Brad Pitt, Kevin Spacey, Gwyneth Paltrow.

Quando David Fincher surgiu nos nossos écrans a realizar o terceiro capítulo da série “Alien”, muitos ficaram espantados pela forma claustrofóbica como ele dirigia a película, revelando um saber pouco usual num estreante nas longas-metragens de ficção, mas este cineasta que anteriormente tinha trabalho com John Korty na Industrial Light and Magic era dono de um saber cinematográfica que se irá expandir nas suas obras seguintes, como todos puderam comprovar. Após deixar a Industrial Light and Magic, David Fincher dedicou-se à publicidade e à realização de video-clips, sendo Madonna, Sting e George Michael alguns dos que conheceram o seu brilhantismo no género.


Ao realizar “Seven” / “Sete Pecados Mortais”, David Fincher mergulhou no género policial explorando a psicologia do assassino, um “serial killer” que irá basear os seus assassinatos hediondos nos famosos sete pecados mortais de que fala a Bíblia, demonstrando um sadismo insuportável para o espectador, veja-se aliás a forma como nos é retratada a gula, logo no início da película, verdadeiramente macabro.
Iremos assim seguir o trabalho de dois detectives dos homicídios, os tenentes William Somerset (Morgan Freeman), um homem bem conhecedor dos terrenos que pisa e o novato David Mills (Brad Pitt), que assim formam a habitual dupla policial constituída pelo veterano e o novato.


Para tornar o filme mais negro, David Fincher oferece-nos um clima terrível numa cidade em que a chuva é impiedosa e constante e onde o “serial killer” continua a sua missão assassina sem ser apanhado, até chegar esse momento em que se entrega na esquadra e os detectives descobrem que seria impossível identificá-lo através das impressões digitais, porque ele tinha cortado a ponta dos dedos, para não ser identificado. E quando o “serial killer” os conduz para fora da cidade para lhes revelar o último dos seus crimes, iremos descobrir de forma atroz que o alvo foi Tracy Mills (Gwyneth Paltrow), a mulher grávida do detective David Mills (Brad Pitt).


Ao longo de toda a película a violência impera de forma atroz, sendo os assassínios de John Doe (Kevin Spacey) verdadeiramente macabros e arrepiantes, contagiando desta forma a atenção do espectador, ao mesmo tempo que vamos acompanhando o desenrolar das investigações, escondendo David Fincher o rosto do “serial killer”, para assim aguçar ainda mais o interesse na descoberta da sua identidade.
A forma como nos é oferecido “Seven” / “Os Sete Pecados Mortais” é memorável, espalhando o terror em todas as suas vertentes, perante a impotência dos detectives. E quando terminamos de ver a película só nos apetece respirar um pouco de ar puro, porque o clima em que vivemos as duas horas de filme tornou quase irrespirável o oxigénio que consumimos.

David Fincher durante a rodagen de "Seven"

“Seven” / “Os Sete Pecados Mortais” terminou por nos revelar um cineasta que controla com todo o seu saber o material cinematográfico que tem em mãos, explorando até ao limite o horror perpetrado por esse assassino chamado John Doe (Kevin Spacey), um “serial-killer” que após ter terminado a sua “missão divina” só deseja ser morto, como vemos no final da película.

4 comentários:

  1. Gostei deste filme e já não me lembrava que o "mau" era o Kevin Spacey. Agora gostava de voltar a ver o filme. Boa tarde!

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    1. Ao longo da película nunca lhe vemos o rosto, escutamos a voz e vimos a personagem sempre encoberta e de chapéu, só quando se decide entregar à polícia é que vimos finalmente o rosto deste grande actor.
      Desejo-lhe um óptimo fim de tarde!

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  2. Respostas
    1. Estamos perante um desses filmes que nos deixam "agarrados à cadeira", do primeiro ao último minuto!
      Beijinhos!

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