domingo, 28 de maio de 2017

Lawrence Kasdan – “Amar-te-ei Até Te Matar” / “I Love You To Death”


Lawrence Kasdan – “Amar-te-ei Até Te Matar” / “I Love You To Death”
(EUA – 1990) – (97 min. / Cor)
Kevin Kline, Tracey Ullman, Joan Plowright, River Phoenix, William Hurt, Keanu Reeves.

A comédia era um género que Lawrence Kasdan, na sua passagem para trás da câmara, ainda não tinha ensaiado ao chegarmos à década de noventa do século passado, tendo o cineasta decidido abordar este género tão difícil convidando o multifacetado Kevin Kline para ser a figura principal da comédia “Amar-te-ei Até Te Matar” / “I Love You To Death”.


Joey Boca (Kevin Kline) mais a mulher Rosalie Boca (Tracey Ullman) são donos de uma pizzaria e enquanto ela pensa que o marido está a trabalhar, nas inúmeras entregas de pizzas, ele lá se vai encontrando com as diversas amantes que vai coleccionando, até chegar esse dia em que a verdade bate à porta e a bela Rosalie Boca, uma católica fervorosa, descobre a infidelidade do marido.


Como não podia deixar de ser, Rosalie Boca (Tracey Ullman) na companhia da sua mãe Nadja (Joan Plowright) decide arquitectar a morte de Joey Boca, recorrendo ao inevitável assassínio. Devo Nod (River Phoenix), o empregado sempre prestável da Pizzaria, decide apoiá-la e contrata os perigosos irmãos James, dois “passados”, interpretados pela dupla William Hurt e Keanu Reeves, mas o nosso heróico Joey Boca (Kevin Kline) lá vai sobrevivendo aos atentados de que é vitima e teima em não morrer.


Se Lawrence Kasdan pretendia entrar bem no interior da comédia, ao realizar esta película, não o conseguiu, em virtude de uma certa colagem à comédia britânica, ao mesmo tempo que a personagem de Kevin Kline (usando bigode, como sempre sucede quando é interprete de comédias) está muito próxima da loucura da personagem criada pelo actor em “Um Peixe Chamado Wanda” / “A Fish Called Wanda”. Por outro lado, o famoso “nonsense” nem sempre funciona, porque na verdade nem todos se podem chamar Ernst Lubitsch ou Billy Wilder


Mas Lawrence Kasdan, alguns anos após a feitura de “Amar-te-ei Até Te Matar”, irá finalmente construir a sua grande comédia, ao oferecer-nos “French Kiss” / “O Beijo”, corrigindo os erros cometidos em “I Love You To Death”, contando novamente com o extraordinário Kevin Kline e a maravilhosa Meg Ryan, um filme sobre o qual já aqui escrevemos.

4 comentários:

  1. Gostei deste filme, mas eu gosto de humor negro... Bom dia!

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    1. Ainda bem que gostou, aqui em casa as opiniões dividem-se:)
      Obrigado pea visita e comentário.
      Desejo um bom domingo!

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  2. Lawrence Kasdan será sempre The Big Chill.
    Aquele abraço, boa semana

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    1. "The Big Chill" é um filme incontornávek, um dos mais belos e comoventes retratos de uma geração!
      Um abraço e uma boa semana!

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