segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Wes Anderson – “Os Tenenbaums” / “The Royal Tenenbaums”


Wes Anderson – “Os Tenenbaums” / “The Royal Tenenbaums”
(EUA – 2001) – (110 min. / Cor)
Gene Hackman, Anjelica Huston, Ben Stiller, Gwyneth Paltrow, Owen Wilson, Bill Murray, Danny Glover, Luke Wilson.

“The Royal Tenenbaums” surge na filmografia de Wes Anderson como a sua terceira película, sendo as anteriores “Bottle Rocket” (1996) e “Rushmore” (1998). Ao chegarmos a este terceiro capítulo podemos dizer, sem qualquer dúvida, que estamos perante um autor no verdadeiro sentido da palavra. O argumento é assinado a duas mãos pelo cineasta e pelo actor Owen Wilson, cuja amizade vem dos tempos em que ambos se conheceram na universidade do Texas, sendo a escrita do mesmo verdadeiramente mágica e surreal, ao narrar a vida conflituosa de uma família nova-iorquina, onde habita a genialidade.


Royal Tenenbaum (Gene Hackman), o patriarca da família, é um advogado expulso da Ordem, que abandonou a família há longos anos e que vai simular uma doença para regressar a casa e reencontrar os respectivos filhos e netos, mas pela frente terá que ludibriar a sua esperta esposa Etheline (Anjelica Huston) que, melhor do que ninguém, conhece as artimanhas do marido, embora os seus filhos Chas (Ben Stiller) um génio financeiro, Margot (Gwyneth Paltrow) uma escritora, com os inevitáveis problemas da profissão ou seja os célebres bloqueios criativos e Richie (Luke Wilson) um antigo campeão de ténis, não se esqueçam do egoísmo do pai, que partiu para ir viver num hotel.


Os herdeiros do carismático Royal Tenenbaum habitam uma existência muito fora do comum, verdadeiramente excêntrica ou politicamente incorrecta, basta ver a forma como eles se vestem ou a sua maneira de estar na sociedade, revelando-se a casa que partilham um perfeito microcosmos de uma certa cultura nova-iorquina.
Wes Anderson utiliza, desde o primeiro fotograma, um “nonsense” perfeito acerca desta família disfuncional, convidando o espectador a repensar o mundo em que vivemos. Por outro lado temos sempre esse narrador chamado Alec Baldwin, que nos vai contando, de uma forma mordaz e ácida, a vida atribulada dos Tenenbaums.


Wes Anderson oferece-nos assim uma narrativa que não deixa ninguém indiferente, sendo a sua direcção de actores mais-que-perfeita ou não contasse ele com vários pesos pesados do firmamento de Hollywood, na área da interpretação: Gene Hackman, Anjelica Huston e Bill Murray.

“The Royal Tenenbaums” marcou decididamente um virar de página na carreira do cineasta, transformando-o num verdadeiro autor de culto, detentor de um universo próprio, que virá a ser confirmado pelos seus filmes seguintes.

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