domingo, 5 de fevereiro de 2017

Russell Mulcahy – “Highlander – Duelo Imortal” / “Highlander”


Russell Mulcahy – “Highlander – Duelo Imortal” / “Highlander”
(EUA/GB – 1986) – (116 min/Cor)
Christopher Lambert, Roxanne Hart, Sean Connery, Clancy Brown.

Russell Mulcahy nasceu em Melbourne, Austrália e desde cedo se revelou um dos mais brilhantes realizadores de “video-clips”, sendo responsável pelos famosos telediscos “A Kind of Magic” e “Princes of the Universe” do grupo rock Queen, os quais participam na banda sonora de “Highlander – Duelo Imortal”, surgindo neste último “clip” interpretado por Freddy Mercury diversas imagens da película referida. Admirador confesso dos Queen e de Freddy Mercury, o cineasta australiano irá também ser o responsável por ”video-clips” para os grupos Duran Duran e The Bangles e também para intérpretes como Elton John e Bonnie Tyler, sendo por isso mesmo natural a influência deste género musical em “Highlander”.


“Derek and Clive Get The Horn”, uma comédia com Dudley Moore e Peter Cook, marca a estreia de Russell Mulcahy no cinema em 1979, tendo dirigido em 1984 o “horror-movie” “Razorback” para, dois anos, depois se tornar num nome aclamado pelas plateias de todo o mundo ao realizar “Highlander – Duelo Imortal”, cujo sucesso levou a que ele próprio fizesse uma sequela em 1991, surgindo mais tarde uma série para televisão, capitalizando assim, no pequeno écran, o sucesso obtido pelos dois filmes.


“Highlander – Duelo Imortal” começa com um desses espectáculos de wrestling, hoje em dia tão em voga em algumas partes do mundo, onde iremos encontrar Russell Nash (Christopher Lambert) que, no meio da multidão, assiste impávido e sereno ao violento espectáculo, até que as imagens do passado tomam conta da sua mente e do filme, para nos contarem a história do clã MacLeod, muitos séculos antes.
Ao sair da sala Russell Nash, cuja verdadeira identidade é o escocês Connor MacLeod, um guerreiro amaldiçoado pela imortalidade, que terá que combater todos os outros como ele, até atingir o direito a viver como um ser humano na terra. Mas se ele só pretende a paz, já o seu grande adversário Victor Kruger (Clancy Brown), que o persegue ao longo dos séculos, tem por objectivo mergulhar o mundo no terror das trevas após eliminar todos os imortais ainda vivos, já que o desejado prémio lhe proporciona controlar o universo a seu belo prazer.


Como iremos descobrir na película, para se eliminar um guerreiro imortal é necessário cortar a sua cabeça e será nesses momentos que Russell Mulcahy irá empregar todo o seu engenho, na área dos efeitos visuais e sonoros, conseguindo resultados surpreendentes.
Mas no meio destes homens amaldiçoados a combater até à morte pela conquista do prémio, encontra-se o espanhol Juan Sanchez Villa-Lobos Ramirez (um inesquecível Sean Connery), que decide procurar Connor MacLeod (Christopher Lambert), para lhe transmitir a arte e o engenho do ataque e da defesa, nesses perigosos e mortais combates.
Sempre que Sean Connery surge no écran, de imediato o filme adquire um outro tom, por um lado graças ao humor inerente da personagem, por outro devido ao magnetismo que o ex-James Bond sempre emanou para as plateias.


Ao longo do filme iremos assistir a diversos duelos desde a Idade Média até a uma Nova Iorque nocturna e perigosa, por onde se movimentam as personagens.
Connor MacLeod (Christopher Lambert), que vai mudando de identidade através dos tempos e durante o período da Segunda Grande Guerra decide cuidar de uma criança que salvou dos nazis e será essa mesma mulher a única a conhecer o seu passado, até surgir a técnica forense Brenda Wyatt (Roxanne Hart) que, após investigar um dos casos em que surgiu um homem morto sem cabeça, começa a seguir Russell Nash, até acabar por saber a sua trágica história.

Nunca como em “Highlander – Duelo Imortal” a técnica dos “video-clips” foi tão visível e incorporado ao longo de um filme, não só pela sua estrutura fragmentária, como também pelos próprios movimentos das câmaras, ao mesmo tempo que a banda sonora vai pontuando a acção.

Embora seja um filme hoje em dia um pouco datado, pelo avanço das tecnologias no interior da Sétima Arte, “Highlander” de Russell Mulcahy continua a oferecer-nos toda a sua magia.

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