sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Larry Wachowsky e Andy Wachowsky – “Matrix” / “The Matrix”


Larry Wachowsky e Andy Wachowsky – “Matrix” / “The Matrix”
(EUA – 1999) – (136 min. / Cor)
Keanu Reeves, Laurence Fishburne, Carrie-Anne Moss, Hugo Weaving.



Como sabemos, há duplas que se formam para sempre no interior da sétima arte, muitas vezes constituídas por laços familiares, como sucede com os irmãos Wachowsky. Estes iniciaram o seu trabalho de escrita no interior da banda desenhada, passando depois para o cinema e seria o ano de 1996 a marcar a estreia desta dupla, através de “Bound”, um filme que possuía duas mulheres como protagonistas: Jennifer Tilly e a bela Gina Gershon, numa obra que revisitava o “film noir” de forma original.


Três anos depois, eles irão surpreender as audiências com “Matrix”, sendo também autores do argumento. E se olharmos precisamente para esse mesmo argumento, percebemos que eles são conhecedores da obra de William Gibson, escritor que nos ofereceu livros como “Neuromante” e “Idoru”, que marcaram decididamente o território da ficção-cientifíca contemporânea, influenciando muitos autores do género.


“The Matrix” conta-nos a história/aventuras de Neo (Keanu Reeves), um programador de software que se transforma em Hacker quando a noite chega e que um dia irá conhecer a bela e enigmática Trinity (Carrie-Anne Moss), que irá apresentá-lo a um outro Hacker célebre, o famoso Morpheus (Laurence Fishburne), que lhe irá dar a conhecer uma realidade desconhecida até então: o mundo que habitamos não passa de um programa de realidade virtual, controlado por máquinas, em tempos criadas pela raça humana e que controlam a seu belo prazer o mundo em que vivemos.
No entanto existe um pequeno grupo de rebeldes, refugiados numa cidade subterrânea, que mantém uma luta feroz contra esta inteligência artificial, aguardando há longos anos a chegada de uma espécie de Messias, que os conduzirá à vitória.


Neo (Keanu Reeves) é precisamente esse homem tão esperado e ao longo da película iremos assistir à sua luta com essa inteligência artificial, que domina a raça a humana.
Se as coreografias dos combates, da responsabilidade do Mestre Woo-Ping Yuen, nos oferecem momentos únicos e espectaculares, usando como não podia deixar de ser o “slow-motion”, já as dissertações filosóficas de Morpheus (Laurence Fishburne), acerca do destino da humanidade e da sua luta, são sempre demasiado extensas no filme, revelando-se como o ponto fraco da película.
Por outro lado, ao vermos “Matrix”, é inevitável uma comparação com “Dark City” de Alex Proyas, que navega nas mesmas águas, mas tem um argumento mais bem delineado, reservando-nos a surpresa para o final.


“The Matrix”, que deu mais tarde origem a mais duas películas “The Matrix Reloaded” e “The Matrix Revolution”, tem a marca do seu produtor Joel Silver, responsável por muitos dos filmes de Walter Hill, tendo demonstrado sempre um conhecimento perfeito de como gerir a máquina produtiva de Hollywood. Já os irmãos Wachowsky conseguiram, devido à intensidade dos combates que vão beber directamente a sua magia ao cinema oriundo de Hong-Kong, cativar as audiências para um filme onde o cinema de acção ultrapassa pela direita a génese da ficção-cientifíca. Por esta mesma razão, quando comparamos “Matrix” com “Dark City”, preferimos a película de Alex Proyas.

2 comentários:

  1. Gosto muito deste filme e gostava de o rever. Bom sábado!

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    1. Obrigado pela visita e comentário. Tendo em conta a larga oferta de filmes na televisão será muito natural que "Matrix" seja programado um dia destes.
      Bom fim-de-semana!

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