sábado, 4 de fevereiro de 2017

Francis Ford Coppola – “Tetro”


Francis Ford Coppola – “Tetro”
(EUA/ITA/ESP/ARG – 2009) – (127 min. – P/B – Cor)
Vincent Gallo, Alden Ehrenreich, Maribel Verdi, Silvia Perez, Klaus Maria Brandauer.

O ano de 1997 marca a feitura de “O Poder da Justiça” / “The Rainmaker” por parte de Francis Ford Coppola, tendo muitos afirmado que nos encontrávamos perante a despedida do cineasta da Sétima Arte, já que nos anos seguintes Coppola dedicou-se a trabalhar a edição em dvd da sua filmografia, como todos sabemos, regressando apenas ao material fílmico para trabalhar na película “Supernova” de Walter Hill, datada de 2000, que teve inúmeros percalços a nível da produção, tendo sido três os cineastas a trabalhar na película, terminando por os créditos finais da realização a serem atribuídos a Walter Hill.


Durante o novo Século XXI, Francis Ford Coppola irá acompanhar o trabalho da sua filha Sofia Coppola no interior da Sétima Arte, até chegar esse dia em que nos irá surpreender ao regressar ao cinema, para nos oferecer “Uma Segunda Juventude” / “Youth Without Youth”, afirmando na altura que nunca se sentiu tão livre no interior da Sétima Arte.
Francis Ford Coppola entretanto decide deixar a América, que o viu crescer, e fixa residência em Buenos Aires, para espanto de muitos, anunciando que se encontra a escrever um novo argumento e quando menos se esperava o cineasta volta a surpreender tudo e todos, com a sua nova película, “Tetro”, ainda mais distante da sua obra anterior e de toda a sua filmografia.


“Tetro” é um filme sem vedetas, contando com Vincent Gallo no protagonista, surgindo este mais uma vez como o filho rebelde que foge da alçada do pai, um maestro dominador (numa possível referência do realizador ao seu próprio pai o maestro e compositor Carmine Coppola, responsável por algumas bandas sonoras dos seus filmes), refugiando-se nos bairros boémios de Buenos Aires.

Muitos viram neste argumento da autoria de Francis Ford Coppola traços biográficos até então desconhecidos de todos mas a película, apesar da habitual genialidade do cineasta, possui um argumento com falta de “carpintaria” e para resolver o problema Francis Coppola recorre mais uma vez à montagem, mas a solução encontrada acabou por se verificar não ser a melhor. A maioria dos fans ficaram perplexos e os resultados de bilheteira foram na verdade demasiado magros, obrigando Francis Ford Coppola a reflectir um pouco no caminho que decidira seguir.

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