quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Robert Wise / Jerome Robbins / Leonard Bernstein - “Amor Sem Bareiras” / “West Side Story”


Robert Wise / Jerome Robbins / Leonard Bernstein - “Amor Sem Bareiras” / “West Side Story”
(EUA-1961) – (155 min. / Cor)
Natalie Wood, Richard Beymer, George Chakiris, Rita Moreno.


No interior do denominado musical norte-americano é impossível eleger o melhor filme, porque no horizonte existem três musicais sublimes: “Singing in the Rain” / “Serenata à Chuva”, “An American in Paris” / “Um Americano em Paris” e “West Side Story” / “Amor Sem Barreiras”, que hoje iremos abordar.


Tudo começou quando, em 1956, a peça da autoria de R. E. Griffith e H. S. Prince foi estreada nos palcos, sobre uma juventude em luta pela sua identidade e correspondente posse do seu território, no West Side de Nova Iorque, zona pobre da grande metrópole onde as lutas entre gangs juvenis traziam em constante alerta as autoridades e onde os confrontos entre brancos e porto-riquenhos estavam na ordem do dia. Será aliás curioso referir que o argumentista Ernest Lehmann (colaborador de Alfred Hitchcock), inicialmente, pensara em duas comunidades bastante diferentes: judeus e irlandeses. Mas como a realidade era um pouco diferente, as regras do filme foram alteradas e nunca nos poderemos esquecer que este “Amor Sem Barreiras” / “West Side Story” irá beber a sua genialidade à obra imortal de Shakespeare “Romeu e Julieta”, bem conhecida de todos.


A responsabilidade da realização foi dividida entre Robert Wise (experiente realizador, que fizera a tarimba nos Estúdios) e Jerome Robbins (coreografo célebre) e se referimos estes dois nomes como autores, também nunca nos poderemos esquecer da magia da banda sonora como elemento preponderante da película, da autoria do grande Leonard Bernstein, cujas composições se tornariam imortais.


Em West Side lutam dois bandos, os Jets (anglo-saxões) e os Sharks (porto-riquenhos), pelo controlo do território, sendo os seus confrontos frequentes, ao mesmo tempo que o ódio entre eles impede que os membros de ambas as comunidades possam conviver entre si, porque a “guerra” é total. Por essa mesma razão, as autoridades decidem promover um baile entre as duas comunidades, a fim de apaziguar os ânimos e que acabará por despertar a chama da paixão entre dois seres que só pretendem ter um pouco de paz no bairro onde vivem, a bela Maria (Natalie Wood) e Tony (Richard Beymer), que de imediato irão enfrentar a oposição das diversas famílias e amigos, nascendo assim uma bela e irremediável luta pela conquista do amor, contra os preconceitos raciais.


Apesar de os jovens actores terem sido dobrados nas partes musicais, a sua prestação é memorável e Robert Wise e Jerome Robbins oferecem-nos um musical onde as coreografias com os célebres movimentos de grua estão repletas de modernidade, continuando ainda hoje a fascinar o espectador de “West Side Story”.
A luta dos dois jovens de comunidades diferentes para encontrarem a tranquilidade dos dias, irá revelar-se fatal para ambos, já que Tony (Richard Beymer) irá encontrar a morte e por seu lado Maria (Natalie Wood) irá perder o seu irmão Bernardo (espantoso George Chakiris), enquanto Anita (Rita Moreno, essa maravilhosa actriz que nos deixa a todos fascinados) também perderá o homem que ama, porque a tragédia respira desde o início de “Amor Sem Barreiras” sendo uma verdadeira bola de neve, atirada do cimo dessa montanha gelada dos preconceitos humanos.


“West Side Story” permanece, mais de quarenta anos depois, um dos mais fascinantes musicais de sempre, tendo na época recebido diversos Oscars mais que merecidos: melhor realização, fotografia, banda sonora e actores secundários (George Chakiris e Rita Moreno). Vale a pena recordar este maravilhoso musical!

2 comentários:

  1. É dificil escolher entre os três citados, mas este é magnífico!

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    1. Concordo em absoluto, são todos obras-primas da Sétima Arte!
      Boa tarde!

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