domingo, 4 de dezembro de 2016

Jon Avnet – “Íntimo & Pessoal” / “Up Close & Personal”


Jon Avnet – "Íntimo & Pessoal" / "Up Close & Personal"
(EUA – 1996) – (124 min. / Cor)
Robert Redford, Michelle Pfeiffer, Stockard Channing, Joe Mantegna, Kate Nelligan.

Michelle Pfeiffer atingiu o estatuto de estrela no verdadeiro sentido da palavra, durante a década de noventa e foi com enorme curiosidade que a fomos encontrar ao lado desse astro chamada Robert Redford, falamos desse filme extraordinário, mas pouco conhecido, “Up Close & Personal” / “Íntimo & Pessoal”, realizado por Jon Avnet, cuja acção se desenrola nos meios do pequeno écran e que infelizmente passou perfeitamente despercebido no nosso país.


Ao longo da película iremos acompanhar a história de uma jornalista oriunda da América profunda, que parte para a grande Metrópole para trabalhar num dos principais canais de televisão, descobrindo nele a pessoa certa para a ajudar a subir na carreira, ao mesmo tempo que lhe faz o retrato perfeito de todos os que trabalham na estação de televisão, nunca se esquecendo dessas elementares regras sagradas do jornalismo americano, tantas vezes incómodas para o poder, como todos sabemos.


Mais uma vez o cinema aborda os bastidores do meio televisivo de forma acutilante, como já tinha sucedido anteriormente com “Edição Especial” / “Broadcast News” da autoria do cineasta James L. Brooks, exímio conhecedor dos Media.
Enquanto a película de Brooks trata da ascensão, com pouco escrúpulos, de um “pivot” de Telejornal (personagem interpretada por William Hurt), já o filme de Jon Avnet, com Robert Redford no protagonista teria, como não poderia deixar de ser, de transmitir a conhecida mensagem liberal (*), que o actor sempre defendeu ao longo da sua carreira, tanto como intérprete, como realizador e produtor, não sendo por acaso que a personagem interpretada por Robert Redford se chama Warren Justice. No entanto, como todos iremos presenciar, a verdade dos factos acabará por chegar demasiado tarde ao conhecimento de Sally Atwater (Michelle Pfeiffer). Ao vivermos num mundo globalizado em que a informação está, cada vez mais, formatada, será curioso (re)descobrir este magnifico filme! 

(*) Recorde-se que o termo liberal nos Estados Unidos da América, possui uma conotação política e ideológica bem diferente da que tem na Europa.

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