quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Godfrey Reggio – "Koyaanisqatsi", "Powaqqatsi", “Naqoyqatsi”

Godfrey Reggio -  "Koyaanisqatsi" - (EUA - 1982) - (86 min/Cor)
Godfrey Reggio -  "Powaqqatsi" -     (EUA - 1988) - (99 min/Cor)
Godfrey Reggio –  "Naqoyqatsi" -     (EUA – 2002) – (89 min/Cor)

 

Godfrey Reggio é um nome incontornável do cinema documental contemporâneo, mas infelizmente muito pouco conhecido entre nós, em virtude dos seus filmes não terem tido exibição no circuito comercial, embora sejam dos mais vistos no denominado circuito paralelo e bastante copiados, já que foi através deles que surgiu uma nova linguagem cinematográfica fazendo a fusão entre as imagens trabalhadas e a banda sonora, numa montagem mais que perfeita.


A sua trilogia Qatsi - O Mundo em Transformação, que foi criada partindo da simbiose entre música e imagem, sendo a banda sonora dos três filmes da autoria do compositor minimalista norte-americano Philip Glass. Como alguns devem estar recordados, os dois primeiros filmes intitulados “Koyaanisqatsi” e “Powaqqatsi”, realizados no início da década de oitenta, séc.xx, foram exibidos pela primeira vez em Portugal no Ciclo de Cinema promovido pela Fundação Gulbenkian no âmbito de “A Música e o Cinema”, em que a banda sonora foi tocada ao vivo no Grande Auditório pelo Ensemble de Philip Glass e tenho que confessar que foi um concerto inesquecível.


Estes dois filmes de Godrey Reggio, que marcaram decididamente o documentarismo, tiveram que esperar 16 anos para a conclusão da tão desejada trilogia Qatsi, devido às enormes dificuldades para a angariação de fundos para a feitura de “Naqoyqatsi”, o tão desejado capítulo final. E se os dois primeiros filmes tiveram em George Lucas e Francis Ford Coppola, um apoio precioso, já “Naqoyqatsi” só será realizado graças ao financiamento de Steven Soderbergh. Estas três películas “Koyaanisqatsi – A Vida em Desequilíbrio”, “Powaqqatsi – A Vida em Transformação” e “Naqoyqatsi – A Guerra Como Forma de Vida”, convidam o espectador a reflectir sobre o mundo que nos rodeia, utilizando apenas imagens em perfeita harmonia com a música, mas nunca impondo uma vontade, sendo pouco provável que alguém fique indiferente perante estas obras-primas do cinema contemporâneo e afirme: Penso, logo desisto!



Nota: A edição em dvd desta trilogia surgiu no mercado nacional através de uma caixa que possui as películas “Koyaanisqatsi” e “Powaqqatsi”, cada uma delas acompanhada de um excelente extra sobre a rodagem das películas e respectivo trailer, dois dvds oriundos do mercado de importação e zona 2 (a do nosso país), sendo os dvds de uma camada como mandam as regras neste caso específico. Já no caso de “Naqoyqatsi” teve edição nacional sem qualquer extra, o que se lamenta profundamente e inicialmente o filme surgiu em dvd de duas camadas originando um salto na transição entre camadas e só mais tarde foi lançada uma edição numa única camada, portanto convém sempre estar atento às especificações dos dvds.

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