segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Francis Ford Coppola – “Cotton Club” / “The Cotton Club”


Francis Ford Coppola – "Cotton Club" / "The Cotton Club"
(EUA – 1984) – (127 min. / Cor)
Richard Gere, Gregory Hines, Diane Lane, Bob Hoskins, Nicolas Cage, Tom Waits.

Depois da viagem pela estrada fora, que daria origem a “Os Marginais” / “The Outsiders” e “Rumble Fish”, Francis Ford Coppola regressa à grande produção juntamente com Robert Evans, o dinheiro era de Evans, evidentemente e da Paramount. E se “Cotton Club” é um dos filmes mais caros de sempre, deve-se isso em grande parte ao longo período que levou a sua gestação.
Tudo começou no ano de 1977, através de Charles Childs e terminou em Março de 1984, rondando os custos em cerca de 48 milhões de dollars. Mas o que é “Cotton Club” para valer tanto?



“Cotton Club” foi o grande clube de jazz de Harlem onde, inicialmente, só podiam entrar brancos para verem os negros tocarem e dançarem, tendo por lá passado nomes como Duke Ellington e Cab Calloway. Mas é também a história do trompetista Dixie Dwyer (Richard Gere) e do seu grande amor, Vera (Diane Lane), rodando tudo à volta do ambiente então vivido já que jazz, gangsters, amizade, apostas e mortes, convivem juntos.

No entanto o amor ainda resistia, não havendo nada melhor para o provar do que a montagem vertiginosa dos últimos dez minutos da película, onde o real e o imaginário se jogam de uma forma fabulosa, nascendo um dos mais belos "happy-end" do cinema.


Durante as filmagens, a relação entre Richard Gere e Diane Lane deteriorou-se, sobretudo após a sequência em que ele a esbofeteia por diversas vezes, tendo o actor não simulado o gesto, mas sim usando toda a sua energia, perante a surpresa da actriz e um Francis Coppola que só gritava não deixem de filmar, continuem! Diane Lane jurou na época nunca mais trabalhar com o actor, mas muitos anos depois deu o dito, pelo não dito e assim voltámos a tê-los juntos no grande écran. 


“Cotton Club” é, na verdade, um filme para se amar do primeiro ao último fotograma. Francis Ford Coppola regressava assim à Indústria, comprovando ser um dos Grandes Mestres de uma Arte chamada Cinema, que ficou para sempre designada como a Sétima Arte!

4 comentários:

  1. Um filme que gostei muito de ver e rever ( e não me importaria nada de rever novamente) e com dois actores que gosto muito (dela mais que dele e dele especialmente no Chicago).

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    1. A reconstituição da época está perfeita, depois temos a banda sonora inesquecível, com momentos sublimes e os últimos dez minutos revelam-nos toda a magia do cinema, num crescendo que nos indica as razões de ele ser denominado como a Sétima Arte!
      No que diz respeito ao "Chicago" lamento imenso terem recusado darem o papel masculino ao John Travolta. Um filme cuja crónica já está agendada:)
      Boa Tarde!

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