segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Brian de Palma – “A Dália Negra” / “The Black Dahlia”


Brian De Palma – "A Dália Negra" / "The Black Dahlia"
 (EUA – 2006) – (121 min. / Cor)
Scarlett Johansson, Aaron Eckhart, Hilary Swank, Josh Hartnett.

Em “A Dália Negra” / “The Black Dhalia”, Brian De Palma regressa ao policial, depois desse assombroso “Mulher Fatal” / “Femme Fatal”, na sua máxima forma, levando ao grande écran o mais que célebre romance de James Ellroy “The Black Dhalia”, recorde-se que a mãe do escritor foi assassinada em circunstâncias muito estranhas e nunca devidamente esclarecidas, o que terá levado James Ellroy a escrever o romance que foi best-seller, ele que é um perfeito herdeiro do policial noir de Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Aliás James Ellroy já tinha assinado o argumento dessa pedrada no charco do filme policial que é “L.A. Confidencial” / “L.A. Confidential”.de Curtis Hanson.


Brian De Palma é o cineasta que mais homenageia Alfred Hitchcock nos seus filmes, através não só de citações directas, mas também com os célebres movimentos de câmara perturbadores do nosso olhar fascinado.

Mas quem foi “Betty Ann Short”, a “Dália Negra” cujo assassinato chocou a América? Simplesmente mais uma “power-girl”, que chegou a Los Angeles em busca dos holofotes da fama em Hollywood? Infelizmente as luzes não a iluminaram enquanto esteve viva e só quando o seu corpo foi encontrado literalmente cortado ao meio, com todos os seus órgãos retirados do abdómen, os flashes dos fotógrafos a elevaram ao “estrelato”


Alguns diziam que ela estava grávida de um nome acima de qualquer suspeita em Los Angeles, começando a ser um fardo incómodo para a personagem, a quem tentava chantagear, outros que ela foi simplesmente usada e acabou mal, porque foi vista no local errado à hora errada e já era demasiado tarde para alterar o rumo dos acontecimentos. 
Nesta película de Brian de Palma dá-se mais um contributo para o desenrolar do mistério, não na forma criada por Truman Capote na sua obra-prima “A Sangue Frio”, porque o(s) culpado(s) desaparecera(m), mas sim através do genial romance de James Ellroy que nos oferece um ambiente de asfixia que nos agarra da primeira à última página, tal como sucede no grande écran à velocidade de 24 imagens por segundo.



Ao revermos esta película é inevitável a sua comparação com “Chinatown” de Roman Polanski e “L. A. Confidencial” de Curtis Hanson, porque como diria Sam Spiegel: “cliente morto não paga a conta”.

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