sábado, 19 de novembro de 2016

Andrzej Zulawski – “A Mulher Publica” / “La Femme Públique”


Andrzej Zulawski - "A Mulher Pública" / "La Femme Publique"
(FRA – 1984) – (113 min. / Cor)
Valérie Kaprisky, Francis Huster, Lambert Wilson.

Andrzej Zulawski, cineasta polaco, estudou cinema em França e em 1960 iniciou-se na Sétima Arte, na Polónia, como assistente de Andrzej Wajda (“O Homem de Ferro”).
O seu primeiro filme “Trzecia czesc nocy” de 1971, baseava-se num romance escrito pelo próprio pai, já o seu segundo filme “The Devil”, rodado em 1972, foi proibido pelas autoridades polacas, o que motivou a sua partida para França para prosseguir a sua carreira cinematográfica, porque compreendeu que, no seu país, as condições políticas não lhe possibilitavam a liberdade de rodagem que tanto desejava.


“L’important c’est d’aimer” / “O Importante é Amar”, com Romy Schneider e Jacques Dutronc nos protagonistas, obteve de imediato um enorme sucesso.
Após o êxito obtido com a sua primeira película em território francês, Andrzej Zulawski afirmou-se como alguém que gostava de (re)descobrir actrizes, principal "leitmotiv" dos seus filmes, como veremos e com ele trabalharam nomes como Sophie Marceau (que mais tarde se irá casar com ele, tendo ido viver com ele para a Polónia, para anos depois se separarem), Isabelle Adjani e Romy Schneider.
E em 1981 ao surgir “Possession” / “Possessão” com Isabelle Adjani e Francis Huster no elenco, o cineasta cimentava decididamente o seu estatuto de autor.


Três anos depois Andrzej Zulawski decidiu convidar a novíssima estrela do filme de Jim McBride, “O Último Fôlego” / “Breathless”, Valerie Kapriski, que de imediato aceitou a proposta do cineasta polaco, para ser a protagonista de “A Mulher Pública” / “La Femme Publique”.
Iremos assim acompanhar o percurso de uma jovem inexperiente como actriz, que após conhecer um realizador checo emigrado em Paris, que a manipula a seu belo prazer, a convida para participar no seu filme baseado no célebre romance “Os Possessos” de Dostoiévsky. Ao longo da rodagem da película, Ethel (Valérie Kaprisly) vê-se envolvida numa trama política em que se prepara um assassinato político, terminando a jovem por confundir a realidade com a ficção, ao mesmo tempo iremos acompanhar como um argumento que tinha tanto para oferecer se envolve numa teia narrativa de tal forma complexa que desbarata todos os trunfos do filme.


Se deseja conhecer o cinema deste cineasta polaco, chamado Andrzej Zulawski, que infelizmente nos deixou recentemente, nada melhor do que ver “L’important c’est d’aimer” / “O Importante é Amar”, com Romy Schneider e Jacques Dutronc nos protagonistas.

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