quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Curtis Hanson – “Los Angeles Confidencial” / “L. A. Confidential”


Curtis Hanson – "Los Angeles Confidencial" / "L.A. Confidential"
(EUA – 1997) – (138 min. / Cor)
Kevin Spacey, Russell Crowe, Guy Pearce, Kim Basinger, Danny DeVito, James Cromwell.

Curtis Hanson deu nas vistas ao realizar “Janela de Quarto de Cama” / “Bedroom Window”, onde cita o inevitável “Janela Indiscreta” / “Rear Window” de Alfred Hitchcock, de forma contida. Cinco anos depois todos lhe fixamos o nome quando realiza “A Mão Que Embala o Berço” / “The Hand That Rocks the Cradle”, oferecendo a Rebecca de Mornay a sua melhor interpretação de sempre.


“Los Angeles Confidencial” / “L. A. Confidential” envia-nos directamente para esse famoso território do “film noir”, ao situar a acção nesses conturbados anos cinquenta, em que os gangsters tentavam dominar a capital do cinema.
Partindo o argumento, assinado pelo próprio cineasta, do famoso livro de James Ellroy, iremos assistir a uma investigação policial após um tiroteio registado num restaurante, investigação essa levada a cabo por três detectives da polícia, com métodos bem distintos e com objectivos bem diferentes. Iremos assim conhecer Ed Exley (Guy Pearce), o menino bonito das forças policiais, Bud White (Russell Crowe) que gosta de furar as regras usando a violência para chegar à verdade dos factos e Jack Vincennes (Kevin Spacey), cujo principal objectivo é conquistar a fama.


Como não podia deixar de ser, Curtis Hanson não se esqueceu de introduzir em “L. A. Confidential” / “Los Angeles Confidencial” a habitual figura feminina do “film noir”, conhecida por “Femme Fatale”, onde iremos conhecer uma enigmática e sedutora Lynn Bracken (Kim Basinger), cujo desempenho na película lhe ofereceu a conquista do tão desejado Oscar, enquanto Curtis Hanson recebia a estatueta para o Melhor Argumento Adaptado.
“Los Angeles Confidencial” de Curtis Hanson, um policial perfeito, oferece-nos uma complexa intriga, envolvendo como não podia deixar de ser o famoso poder, revelando-se assim uma bela homenagem ao denominado “film noir”,


Curtis Hanson partiu esta terça-feira aos 71 anos, mas deixou-nos uma obra cinematográfica brilhante e por isso mesmo nunca iremos esquecer o seu nome e os seus filmes.

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