terça-feira, 30 de agosto de 2016

William Hurt – O Homem Tranquilo – Parte 2 – The End


"The Accidental Tourist" / "O Turista Acidental"

Lawrence Kasdan irá convidar William Hurt para mais dois filmes, a comédia negra “Amar-te-ei Até Te Matar” / “I Love You to Death” e esse filme da minha vida “O Turista Acidental” / “The Accidental Tourist”,  não me perguntem quantas vezes li o livro, a edição portuguesa está em “farrapos”, de forma que me socorri nos últimos anos de uma edição americana que leio e releio nas férias com um prazer infinito, depois há o filme e aqueles personagens desamparados à beira do abismo que amamos profundamente.


"I Love You to Death" / Amar-te-ei Até te Matar"

E continuando nos livros com o William Hurt, vamos encontrá-lo nesse verdadeiro “movie” sobre fumo e cigarros realizado e escrito por esse nome único das letras americanas que se chama Paul Auster e ali, na famosa Brooklin, descobrimos o Bill fumando a interpretar em “Smoke” um personagem chamado Paul Benjamin, precisamente o pseudónimo com que Paul Auster assinou o seu primeiro policial intitulado “O Jogo dos Enganos”/”Squeeze Play”.


"Smoke" / "Fumo"

Depois, nunca será demais chamar a atenção sobre  essa obra-prima do James Brooks sobre os “jogos” do audiovisual, informação televisiva (que tão maltratada anda por esse mundo fora, quase sempre ao lado do grande poder económico), intitulado “Edição Especial” / “Broadcast News”, com Holly Hunter e Albert Brooks a acompanharem William Hurt nas sua ascensão meteórica na cadeia de televisão, na qual muitas vezes um sorriso substitui melhor uma palavra e na qual a encenação das notícias  e reportagens termina muitas vezes com os laços que ligam amizades de longa data.


"Broadcast News" / "Edição Especial"

Este magnifico filme bem merece na verdade ser reavaliada por todos nós à luz do que se passa no audiovisual deste século XXI, onde proliferam os canis informativos, nessa caixa que, decididamente, mudou o mundo.


"Un Divan a New York" / "Um Divã em Nova Iorque"

Nesta pequena viagem pelo cinema na companhia de William Hurt, nunca nos poderemos esquecer de duas personagens tão distantes como as que encontramos em “Alice” de Woody Allen e o psicanalista de “Um Divã em Nova Iorque”/”Un Divan a New York” de Chantal Akerman, e cujo duelo entre ele e Juliette Binoche é uma verdadeira comédia de enganos, que nos deixa à beira de um maravilhoso ataque de lágrimas de tanto sorrir ao acompanhar o desenrolar da história. Senão conhecem aqui vos deixo um breve resumo: um psicanalista e uma bailarina “desempregada” trocam de casa durante um período de férias (algo que hoje em dia está muito na moda), ele acaba por não se adaptar a Paris... My God, como é possível!!!! E ela começa a escutar os pacientes que a procuram, julgando que ela é a psicanalista que o substitui nas férias e os resultados revelam-se um sucesso para os diversos doentes, após ela seguir o conselho generoso de uma amiga. Assim basta ter um ar sério perante o paciente deitado no divã e dizer... hum, hum... e depois estender a mão para receber o respectivo pagamento, mas depois o romance surge, porque o Dr. Henry Harriston (William Hurt) decide descobrir o que se passa e faz-se passar por doente, mas isso  já é outra história, que não vos conto, procurem o filme da Chantal Akerman e divirtam-se!!!


"Dark City"

Muitos ainda se recordam da figura do cientista interpretado William Hurt em “AI: Artificial Intelligence” do Kubrick/Spielberg,  mas poucos se lembram do inspector Frank Busmtead de “Dark City”, esse extraordinário filme de ficção-científica, assinado pelo Alex Proyas, que está a passar nos canais de cabo da nossa televisão e que já foi editado em DVD, revelando-se uma das maiores surpresas no género, ao mesmo tempo que se transforma num verdadeiro cult-movie.

No  ano de 2006 , William Hurt na película de David Cronenberg “A History of Violence”, volta a ser nomeado para o Oscar do Melhor Actor Secundário, anteriormente  tinha também sido nomeado para o Oscar de Melhor Actor com as películas “Filhos de Um Deus Menor” e “Edição Especial”.


"Robin Hood"

Com a explosão dos canais televisivos e o sucesso das séries, que tantos actores de cinema têm cativado, William Hurt, também se deixou seduzir e nunca é demais referir a sua participação em “Damages” / “Sem Escrúpulos”, uma das nossas séries favoritas do pequeno écran e se ele tanto surge em pequenas aparições no cinema como sucede em “Syriana”, "Robin Hood" ou em “O Bom Pastor” / “The Good Sheppard” realizado por Robert de Niro, também gostamos de o ver em “Mr. Brooks” onde nos surge com o “alter-ego” ou a má consciência, no verdadeiro sentido da palavra, de Kevin Costner.

Ao finalizar esta pequena viagem pela carreira deste extraordinário actor chamado William Hurt, aqui vos deixo o convite para descobrirem os seus filmes, especialmente aqueles a que nos referimos, pois como perceberam falámos dos nossos favoritos.

The End

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