quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Sting e o Cinema


Meryl Streep e Sting
em "Plenty - Uma História de Mulher"

Gordon Summers, mais conhecido como Sting, começou a notabilizar-se com a banda new-wave “The Police”, fazendo a fusão da música nascida com esta corrente e o reggae oriundo da Jamaica, um  género então muito em voga.
Após quatro álbuns de grande sucesso e hoje em dia históricos, novos géneros musicais surgiram e a Pop saiu vencedora. Quanto aos Police, estes dissolveram-se e, como confessou Stewart Copeland numa famosa entrevista, no último período da banda nem Andy Summers nem Sting falavam com ele, até mesmo no estúdio de gravação, mas isso são outras histórias.


"Quadrophenia"

Em 1974 os Who lançaram o álbum “Quadrophenia”, uma das obras-primas da banda (a outra é o famoso “Tommy”) que, ao ser adaptada ao cinema, contou com Sting a protagonizar o Ace da história. Por outro lado, quantos se lembram dele nessa estranha obra intitulada “O Homem Que Fazia Milagres” / “Brimstone & Treacle” de Richard Loincraine? Mas se falarmos dele no célebre “Dune“, a memória de muitos fica de imediato activada, recorde-se que na época, o próprio David Lynch afirmou que tinha encontrado um grande actor.

Os produtores, essas máquinas de contabilidade, decidiram rentabilizar o ex-vocalista dos Police, então já com uma brilhante carreira a solo, depois de um certo interregno, nascendo “A Noiva de Frankenstein”/”The Bride” com Sting e a bela Jennifer Beals (a descoberta de Adrian Lyne para “Flashdance”) a serem as estrelas da película e, desta forma, a conquista da Sétima Arte estava concluída. Sting passava a ser um dos muitos actores com que se podia contar na indústria cinematográfica e nova chamada foi feita, desta vez para participar ao lado de Meryl Streep em “Plenty – Uma História de Mulher””, criando o jovem actor a sua melhor interpretação de sempre, na figura de um homem apaixonado, libertário e patético, neste magnifico filme dirigido pelo australiano Fred Schepisi.


"Dune" de David Lynch

No respeitante à sua obra videográfica, ela já é tão extensa e possuidora de várias pérolas, mas nunca é demais destacar o célebre “Russians”, realizado pelo mago Jean-Baptiste Mondino.

Como o cinema e a música andam de mãos dadas, graças em certa medida ao surgimento do video-clip no interior das películas, assim como a sua introdução em certa estética cinematográfica, o realizador Michael Apted e o produtor David Manson decidiram registar um dos concertos do Mr. Gordon Summer, mais conhecido por Sting.

Nasce assim o hoje célebre “Bring on the Night”, no qual a então banda de Sting pratica sonoridades próximas do jazz rock, tendo o cineasta Michael Apted ficado extremamente satisfeito com o trabalho final, porque conseguiu elaborar um trabalho que era mais do que o vulgar registo do concerto, transmitindo simultaneamente o ponto de vista da audiência e do músico.


Sting e Kathleen Turner em "Giulia e Giulia"

O apelo do cinema continuou nesse drama freudiano intitulado “Giulia e Giulia”/”Julia e Julia” de Peter del Monte, ao lado de uma excelente Kathleen Turner. Depois foi a película de Mike Figgis (um cineasta oriundo do universo musical norte-americano), intitulada “Stormy Monday” / “Dia de Tempestade” no qual Melanie Griffith e Tommy Lee Jones  surgem ao lado de Sting. Seguiu-se um papel secundário na comédia barroca de Terry Gilliam “The Adventures of Baron Munchausen” .

Mas, como não podia deixar de ser, o músico compositor tomou conta do actor e apesar de serem inúmeras as canções de sua autoria em bandas sonoras, após a película de Terry Gilliam em 1988, Sting só irá regressar ao grande écran para protagonizar um dos papéis principais de “Grotesco” / “The Grotesque” de John Paul Davidson, ao lado da sempre bela Theresa Russell (que anda tão esquecida) e desse nome inesquecível do cinema que é o Alan Bates. Sting é o enigmático mas sociável mordomo Fledge, que irá preencher o universo de Lady Harriet, “abandonada” pelo marido, até que outras personagens entram em cena nesta “dramática comédia negra”.


Theresa Russell e Sting em "Grotesco"

Após este filme, datado de meados de noventa, Sting teve um cameo num filme de Guy Ritchie, para depois regressar em força ao musical, seguindo o caminho iniciado com o inesquecível “Bring on the Night”, desta vez o nome não engana (do que se trata) “Sting: Inside The Songs of Sacred Love” e assim chegávamos ao novo milénio e ao ano de 2003.

Enquanto o actor permanece adormecido, apesar de uma estonteante aparição na famosa série britânica “A Vigária de Dibley” / “The Vicar of Dibley”; ser uma das vozes do filme de animação “A História de Uma Abelha” / “Bee Movie” e ter um “cameo” em Zoolander 2” , sugerimos que façam uma viagem pela sua filmografia, que aqui foi abordada e não se esqueçam de continuar a escutar a sua fabulosa música!!!

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