terça-feira, 9 de agosto de 2016

Steven Spielberg – O Vendedor de Sonhos – Parte 3


"E.T. go home!"

O ano de 1982 assiste ao nascimento de “E.T. – O Extra-Terrestre” / “E.T. – The Extra-Terrestrial”, a mais bela das criaturas feias, e a criança que vive em nós acorda maravilhada. Quem não a amou esqueceu-se certamente do coração no bolso da vida.
“E.T.” foi uma daquelas personagens que nos “informava” da bondade dos “aliens”, mas curiosamente as suas aventuras não tiveram continuação, apesar de ainda ter sido escrito um segundo livro narrando as novas aventuras do famoso extra-terrestre no seu planeta “natal”. 


“Poltergeist”, uma nova produção de Steven Spielberg realizada por Tobe Hooper, transporta consigo o confronto da autoria. Se a marca de Spielberg é evidente, a imagem de Hooper permanece nesta película. Mas se a colaboração com o cineasta texano não foi das melhores ao longo da produção do filme, já a existente com George Lucas é perfeita, dando-se assim o nascimento do segundo filme com esse novo herói protagonizado por Harrison Ford, intitulado “Indiana Jones e o Templo Perdido” / “Indiana Jones and the Temple of Doom”, com a fabulosa sequência de abertura, verdadeiramente inesquecível e onde iremos descobrir a futura Mrs. Spielberg, a actriz Kate Capshaw.



O regresso de Indiana Jones junta novamente 
Steven Spielberg e George Lucas.

Como todos sabemos o “remake”, nos dias de hoje, é uma das fontes de alimentação do cinema contemporâneo (para o melhor e para o pior, na maioria das vezes infelizmente) e a dupla Steve Spielberg/ John Landis decidiu homenagear a célebre série de televisão “Twilight Zone”, que nos anos cinquenta fascinara as audiências do pequeno écran e por onde passaram alguns dos nomes mais importantes dessa década.
Curiosamente, dos quatro episódios que nos são oferecidos, apenas o episódio assinado por Steven Spielberg se trata de um “remake” de um dos episódios mais amados pelos espectadores dessa idade de ouro da televisão norte-americana, ao contrário dos três restantes que possuíam argumentos até então inéditos, realizados por John Landis, Joe Dante e o australiano George Miller, responsável pela conhecida saga Mad Max.


Steven Spielberg, em "Twilight Zone", opta por fazer um "remake"
de um dos episódios mais célebres da série de televisão-

Joe Dante foi um dos cineastas de “Twilight Zone: The Movie”/”No Limiar da Realidade” e Steven Spielberg acabaria por se juntar a ele para nos oferecer essa deliciosa e perturbante fantasia intitulada “Gremlins”, onde iremos descobrir a fusão da série-B com o universo de Walt Disney, ou as aventuras de Gizmo no mundo dos adulto, se preferirem, uma película repleta de referências cinéfilas.

O trabalho de produtor do “wonder-boy” tem continuação nesse ano de 1985, verdadeiramente inesquecível para Steven Spielberg, que marca também na sua vida familiar o nascimento do seu primeiro filho.


Marty McFly (Michael J, Fox) em "Regresso ao Futuro"/
"Back to the Future", não quer acreditar
no que os seus olhos estão a ver: a cidade mudou!!!

Nesse mesmo ano o universo de Jules Verne irá ser revisto numa maravilhosa caça ao tesouro com “Regresso ao Futuro” de Robert Zemeckis, onde iremos acompanhar a fabulosa viagem no tempo do jovem Marty McFly (Michael J. Fox), ao mesmo tempo que conhecemos a sua tumultuosa família e esse mago da ciência o Dr. Emmett Brown, uma inesquecível criação do actor Christopher Lloyd e esse magnifico DeLorean, que irá levar o herói numa viagem ao passado (são só três décadas), para descobrir como viviam e se conheceram os seus progenitores.


O surpreendente e comovente 
"The Colour Purple"/"A Cor Púrpura"!

Mas neste ano de grande sucesso e trabalho, Steven Spielberg ainda há-de ter tempo para produzir para o pequeno écran a série “Amazing Stories” / “Contos Assombrosos”  e realizar “The Colour Purple”/”A Cor Púrpura”, um dos maiores desafios da sua carreira, que nos ofereceu a então estreante Whoopie Goldberg, numa das mais belas histórias de amor escritas para o grande écran.
No entanto, ao contário do que tudo indicava,  a hora dos Oscars ainda não tinha chegado para Steven Spielberg, apesar da “National Board of Review of Motion Pictures” ter considerado “A Cor Púrpura” / “The Colour Purple” o filme do ano e de Whoopi Goldberg ter sido eleita a melhor actriz do ano. Os Oscars um dia teriam de ir ter às mãos de Steven Spielberg mas, infelizmente, a Academia de Hollywood achava que ainda era demasiado cedo

(continua)

2 comentários:

  1. Ora aqui estão filmes enormes reunidos num único post!

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    1. Quando olhamos para a filmografia de Steven Spielberg é inevitável ficarmos fascinados por esses filmes que nos ficaram na memória para sempre.
      Obrigado pela visita e comentário.

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