sábado, 6 de agosto de 2016

Michelle Pfeiffer – Parte 2


Com o nome já perfeitamente cimentado e o estatuto de estrela a brilhar no firmamento de Hollywood, Michelle Pfeifer decide alterar o registo, no desejo de mostrar a capacidade das suas performances, aceitando participar ao lado de Sean Connery em “A Casa da Rússia” / “The Russia House”, baseado no famoso romance de John Le Carré. Não nos esqueçamos que algumas sequências do filme foram rodadas no nosso país.


Michelle Pfeiffer e Al Pacino de novo juntos,
no comovente "Frankie e Johnny"!

No ano de 1991 volta a encontrar-se no grande écran com Al Pacino em “Frankie and Johnny”, o outro lado da moeda de “Pretty Woman”, como muitas vezes se referiu o filme de Garry Marshall e na verdade a interpretação de ambos é soberba. Estamos em “Frankie e Johnny” perante dois seres à beira do abismo, com as suas vidas solitárias perfeitamente bloqueadas, que após se conhecerem no local de trabalho (o restaurante), irão criar uma relação apaixonante onde o medo luta com o desejo, ultrapassando de forma perfeita tudo aquilo que nos foi oferecido até então pelo cinema contemporâneo.


Uma surpreendente "Cat Woman" chamada Michelle Pfeiffer!

Quando Tim Burton foi convidado a prosseguir as aventuras de Batman, convidou Annette Bening para protagonizar essa personagem felina da banda desenhada intitulada “Cat Woman”, mas Annette ficou entretanto grávida e foi obrigada a recusar o papel. O que se passou a seguir foi a descoberta de um outro tipo de sensualidade, ao depararmos com Michelle Pfeiffer a protagonizar uma “Cat Woman” profundamente sensual e perigosa. Como todos sabemos o filme foi um sucesso e apesar desse ambiente muito negro que caracterizou o segundo Batman de Tim Burton, a “Cat Woman” de Michelle Pfeiffer ficou para a História.


Revisitando Luchino Visconti pela mão de Martin Scorsese,
Michelle Pfeiffer e Daniel Day Lewis, 
oferecem-nos interpretações inesquecíveis!

Com um curriculum tão diversificado e uma carreira construída a pulso, foi com enorme curiosidade que todos nós fomos descobrir o filme de época de Martin Scorsese “The Age of Innocence”/”A Idade da Inocência” baseado no romance de Edith Wharton, no qual Scorsese faz a sua homenagem ao cinema Viscontiano, como é bem perceptível ao longo da película, revelando para quem desconhecia (e espero que sejam poucos) a sua faceta de cinéfilo, já que escutar o cineasta a falar da história do Cinema é uma verdadeira delicia, tal é a paixão e velocidade com que fala da Sétima Arte.
Mas voltando a Michelle Pfeifer e à sua Ellen Olenska, somos obrigados a fazer como Daniel Day Lewis (o protagonista masculino do filme), tirar o chapéu e beijar a mão de tão formosa dama, de tal forma a sua interpretação nos comove.
Nesse mesmo ano (1993) Michelle Pfeiffer casa-se a 13 de Novembro com David E. Kelley, criador das séries “Picket Fences”, "Ally McBeal" e “Chicago Hope”.


Michellle Pfeifer e Jack Nicholson
em "Lobo" / "Wolf" de Mike Nichols

Todos sabemos como Mike Nichols é um excelente cineasta e quando ele decidiu juntar Jack Nicholson e Michelle Pfeiffer em “Wolf” / ”Lobo”, percebemos de imediato que a película de Mike Nichols iria ser um verdadeiro achado, não só devido à forma como retrata o mundo editorial americano, mas também pela sua eficaz direcção de actores ou não fosse ele um cineasta oriundo dos palcos da Broadway. Pena foi que Mia Farrow não tenha podido dar o seu contributo ao filme, interpretando a esposa de Jack Nicholson, mas as atribuladas sessões de tribunal em que se via envolvida nessa época (separação de Woody Allen e não só) impediram-na de dar o seu contributo. Não nos esqueçamos também que a presença de Christopher Plummer e de James Spader representam uma mais valia para o filme, como não podia deixar de ser. E a forma como Mike Nichols termina a história é perfeitamente aliciante, originando uma “love story” bastante diferente do habitual.

(continua)

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