sábado, 6 de agosto de 2016

Michelle Pfeiffer – Parte 1


Michelle Pfeiffer é possuidora de um rosto e uma figura verdadeiramente cativantes. No entanto não é a beleza que dizem possuir (e possui na realidade), que a conduz na sua profissão, mas sim o seu amor pela Sétima Arte.


"Grease 2"

Ela é a primeira a dizer que a sua tão falada beleza não é tão interessante “como falam”. O género de beleza que verdadeiramente admira é o de Meryl Streep. Ao fazer esta afirmação, Michelle Pfeiffer demonstra bem que o seu comportamento, ao longo do tempo, está ligado à sua personalidade e não é a “sexy girl” que dela alguns pretenderam fazer. “Charlie Chan” foi um dos seus primeiros filmes e seria com a película de Allan Carr, “Grease 2”, explorando o sucesso do primeiro filme com John Travolta, que a bela Michelle começou a ser notada. Ela, que antes tinha participado num modesto concurso denominado “Miss Orange County” para conseguir entrar em pequenos papéis na TV, assim como em alguns anúncios, incluindo o de um célebre Shampoo, começou a ser notada nas séries para o pequeno écran.


Michelle Pfeiffer com Al Pacino em "Scarface"
realizado por Brian De Palma

Quando Brian de Palma realizou “Scarface”, o seu filme mais ambicioso na época e ao mesmo tempo o seu maior desastre financeiro, a actriz convidada para contracenar com Al Pacino foi Michelle Pfeiffer. O seu olhar gelado e o seu rosto constantemente pálido marcam profundamente a personagem que interpreta, tornando a sequência de “Rush Rush” um dos momentos mais marcantes da película.
Em “Scarface” a beleza é doentia e actriz ganha a aposta da sua carreira: o seu valor artístico ultrapassa e anula, se necessário, as linhas sinuosas do corpo.
“Ladyhawke”/”A Mulher Falcão”, do veterano Richard Donner, é o seu filme seguinte, ao lado de Matthew Broderick e Rutger Hauer. Entramos assim no território da Idade Média com as suas histórias de cavalaria, recheadas de lendas e magias, onde o amor e os códigos de honra são os símbolos supremos dos heróis.


 Michelle Pfeiffer e David Bowie em "Into the Night" /
"Pela Noite Dentro" de John Landis

“Pela Noite Dentro”/”Into the Night” de John Landis oferece-nos de novo o rosto de Michelle Pfeiffer ao lado de Jeff Goldblum, transformando-os em filhos da noite, perdidos nocturnamente na voragem da escuridão. Mas se até aqui ela permaneceu numa espécie de “terra de ninguém” no interior da produção de Hollywood, ou seja fora do famoso “top ten” das estrelas, ao rodar “As Bruxas de Eastwick”/”The Witches of Eastwick” ao lado de Cher e Susan Sarandon e na companhia desse “diabo ” fabuloso chamado Jack Nicholson, a sua figura tornou-se inesquecível e o seu rosto conhecido de milhões. Depois seguiu-se a comédia “Married to the Mob” / "Viúva mas não Muito" de Jonathan Demme, uma sátira à Máfia profundamente hilariante, até que “Antes do Anoitecer”/”Tequila Sunrise” de Robert Towne, a lançou para o primeiro escalão das estrelas de Hollywood, não nos esqueçamos que a presença de Mel Gibson e Raul Júlia são fundamentais para o desenvolvimento da película.


Michelle Pfeiffer e John Malkovich em "Ligações Perigosas" /
"Dangerous liaisons" realizado por Stephen Frears.

Se até aqui a figura de Michelle Pfeiffer ainda não tinha obtido o sucesso da crítica, com a sua interpretação em “Dangerous Liaisons” / “Ligações Perigosas”de Stephen Frears, ao dar corpo e rosto à famosa Madame de Tourvel, conseguiu arrancar lágrimas aos corações mais empedernidos, ao mesmo tempo que o argumento de Christopher Hampton se revelava perfeito de contenção, assim como a excelente realização de Stephen Frears.


"Os Fabulosos Irmãos Baker" / "The Fabulous Baker Boys", realizado
por Steve Kloves, o argumentista dos filmes da saga Harry Potter.

Estava assim alcançado, com a feitura deste filme, um dos grandes objectivos da actriz, mas na película seguinte ela iria surpreender tudo e todos, mais uma vez, não só pela sua sensualidade, mas também pela sua encantadora voz ao cantar nesse extraordinário filme que é “Os Fabuloso Irmãos Baker” / “The Fabulous Baker Boys” (nunca é demais recordar, para aqueles que não sabem, que o papel foi oferecido a Madonna, mas a cantora recusou), os manos neste caso concreto são os Bridges: Jeff e Beau. Para quem viu o filme tornou-se Inesquecível a sequência em que ela canta de forma escaldante, estabelecendo uma relação perfeitamente erótica com o piano.

(continua)

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