sexta-feira, 3 de junho de 2016

Alfred Hitchcock – “Pobre Pete” / “The Manxman”

Alfred Hitchcock – "Pobre Pete" / "Manxman"
(ING – 1929) – (77 min. / Mudo)
Carl Brisson, Malcolm Keen, Anny Ondra, Randle Ayrtom.


Para muitos “The Manxman” é o último filme mudo de Hitchcock, para outros será “Blackmail” / “Chantagem”, que possui duas versões: a muda (a primeira a ser rodada) e a sonora (a segunda versão, surgida devido ao aparecimento do sonoro), que levou Alfred Hitchcock a refazer o filme, tendo até a voz da protagonista Anny Ondra (a primeira actriz checa do cinema mudo) sido dobrada. Polémicas à parte, “The Manxman” é uma das obras-primas do cineasta do período mudo, a par de “O Inquilino Misterioso” / “The Lodger”.


Logo no início do filme parece que vivemos no melhor dos mundos, na famosa Ilha de Man, onde dois amigos de infância Pete e Philip, de condições sociais diferentes (um é advogado e o outro pescador), são como irmãos e será isso mesmo que iremos descobrir no cais. Depois vamos acompanhá-los até ao “pub”, onde é assinada uma petição por causa das quotas do pescado e aí iremos encontrar pela primeira vez a filha do dono do bar, a bela Kate (Anny Ondra) e de imediato somos obrigados a reparar que aqueles dois homens nutrem um profundo amor por ela. Se Pete (Carl Brisson) é expansivo, já Philip (Malcolm Keen) é introvertido. E durante a assinatura da petição iremos descobrir o célebre humor hitchcockiano, depois Pete já sozinho com o amigo decide declarar o seu amor por Kate, mas o pai dela é na verdade uma montanha inacessível e será Philip, devido à sua condição social, que irá transmitir os sentimentos do amigo à família de Kate, sendo a reacção do pai dela a pior.


Nessa mesma noite, Pete irá encontrar-se com Kate, informando-a que irá partir para África em busca do sucesso, para depois a pedir em casamento e ela decide esperar por ele.
Durante a ausência de Pete, os laços de amizade de Kate e Philip transformam-se em amor, repare-se na forma como Alfred Hitchcock nos informa da transformação dos sentimentos dela, através das páginas da sua agenda/diário (a célebre economia de meios), amor esse quase proibido devido à promessa dada por Kate a Pete. Quando a notícia da morte de Pete é conhecida, a reacção de Kate surpreende Philip, “estamos livres” diz-lhe ela e assim o seu romance começa a ter pernas para andar. Mas o destino também prega as suas partidas e o falecimento de Pete não passa de um erro, ele estava bem de saúde e rico e ia regressar para os braços da sua amada.


Alfred Hitchcock começa então a explorar, com mão de mestre, o sentimento de culpa e traição que invade Kate e Philip, basta reparar em toda a sequência na praia, quando Kate sabe do regresso do Pete, ao mesmo tempo que vamos vendo o aproximar do navio que transporta o pescador. E se esse sentimento de culpa é maravilhosamente trabalhado, já o suspense começa a invadir o espectador quando Kate se encontra com Pete: todos pensamos que ela lhe está a confessar os seus novos sentimentos para, só no final do diálogo, sabermos pelos inter títulos que ela aceitou casar com Pete.


Começa assim uma verdadeira via-sacra para Philip e quando Kate fica grávida já todos sabemos que a criança não é do marido. Nunca é demais recordar que esta película é de 1929 e só de pensar nas reacções dos espectadores de então, temos a noção perfeita de como este filme estava à frente do seu tempo, uma verdadeira pedrada no charco. Iremos assim encontrar mais tarde os dois homens em casa à espera da notícia do nascimento da criança, dois pais esperando pelo nascimento da filha, descobrindo-se nessa espera o contentamento de Pete, ao mesmo tempo que vemos a angústia de Philip.


 Anny Ondra a primeira loura de Hitchcock

Alfred Hitchcock sempre teve uma predilecção por louras, como todos sabemos, e Anny Ondra é na realidade a primeira loura hitchcockiana, de uma beleza absoluta, sendo filmada com a mesma intensidade que Grace Kelly em “Chamada para a Morte” / “Dial M for Murder”.


Grace Kelly a mais célebre loura de Hitchcock

Com o nascimento da criança, o remorso começa a invadir Kate, terminando por fugir de casa, refugiando-se no escritório de Philip. E a mulher que encontramos está no limite das suas forças, a forma como Hitchcock a filma diz tudo e as suas roupas são uma espécie de luto por um amor que nunca chegara a nascer.
Mas a carreira de Philip está no auge, tinha acabado de ser nomeado juiz da Ilha de Man e a indecisão apodera-se dele. Kate acaba por se suicidar lançando-se às águas do mar. E aqui temos um dos mais perfeitos “raccords” da obra de Alfred Hitchcock, quando as águas do mar ficam confinadas ao tinteiro do juiz Philip no seu primeiro dia de trabalho no tribunal.


A culpa surge assim como o protagonista do filme, essa mesma culpa que muitos anos depois irá perseguir Cary Grant em “Notorious” / “Difamação”, depois de ter enviado Ingrid Bergman, a mulher amada, para os braços de Claude Rains, para ela espiar as actividades secretas do marido com quem se casou contra vontade.
Será essa expiação da culpa que iremos encontrar no tribunal, quando uma mulher é levada ao juiz para este julgar. Ela tinha-se tentado suicidar e depois de ter sido salva por um polícia recusava revelar a sua identidade.
Quando Philip reconhece Kate, o mundo cai-lhe literalmente aos pés e a sua tortura tem início, aumentando quando Pete entra no tribunal com a família para recuperar a esposa. Porém, esta nega-se a voltar para os braços do marido e mais uma vez o suspense instala-se na sala(s) (a do tribunal e a do espectador), até ao momento em que o pai de Kate aponta o dedo acusador ao juiz, como o principal responsável dos acontecimentos. Philip, que entretanto de juiz se transformara em réu, vê-se de repente como condenado, decidindo abandonar o lugar pelo qual tanto tinha lutado e parte com a mulher e a filha rumo ao desconhecido, debaixo dos olhares odiosos de toda a população da aldeia. Pete, o Pobre Pete, regressa à faina da pesca, olhando com tristeza as águas do mar.


Mais uma vez recordamos que este filme é datado de 1929 e embora não seja um dos favoritos do Mestre do Suspense, ele é uma obra-prima do cinema do período mudo, uma daquelas pérolas que merece ser descoberta, já está editado em dvd numa cópia deslumbrante. Por outro lado, toda a realização de Alfred Hitchcock possui todas as coordenadas da sua futura obra cinematográfica, não só através dos planos perfeitamente elaborados, como a magia com que ele trabalha o “raccord”, depois temos sempre a forma como ele filma os sentimentos dos três protagonistas, oferendo-nos uma lição dessa arte que foi o cinema mudo.


“The Manxman” / “Pobre Pete” merece ser descoberto por todos os Hitchcockianos e pelo público amante do cinema, porque só olhando o passado poderemos compreender melhor o presente, cinematograficamente falando.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Sergei M. Eisenstein – “O Couraçado Potemkine” / “ Bronenosets Potemkine”


Sergei M. Eisenstein – "O Couraçado Potemkine" / "Bronenosets Potemkine"
(RUSSIA – 1925) – (73 min. / Mudo)
Aleksandr. Antonov, Grigori Alexandrov, Mikhail. Gomorov, ivan Brobov.

Quando o filme “O Couraçado Potemkine” foi recebido em apoteose pelas autoridades do Kremlin, Sergei Eisenstein nunca pensou que, muitos anos depois, se iria tornar numa “persona non grata” do regime, ao realizar a segunda parte de “Ivan O Terrível”, recorde-se que Estaline achou que o filme não retratava o czar de todas as Rússias, mas sim ele próprio, decidindo pôr ponto final na carreira do cineasta. Mas regressando àquele que é porventura o mais famoso filme de Sergei M. Eisenstein, iremos descobrir nele uma das maiores obras-primas de sempre e nunca nos poderemos esquecer a influência que este filme teve na história do cinema.


Sergei M. Eisenstein

Sergei M. Eisenstein irá em “O Couraçado Potemkine” aplicar a mais perfeita simbiose entre música e imagens, através da música de Edmund Meisel (existem mais duas bandas sonoras), construindo uma verdadeira sinfonia de uma complexidade até então nunca vista e a forma como ele nos oferece o quotidiano dos marinheiros a bordo do navio é fruto de uma montagem mais-que-perfeita. Tudo neste filme respira cinema e ao (re)vermos a película neste século xxi, só podemos comprovar o génio do seu criador.


Esta obra, que foi uma encomenda do então Estado Soviético, para ser estreada nas comemorações do aniversário da revolução de Outubro, revelou-se um dos maiores veículos de agitação e propaganda da história do cinema influenciando gerações de cineastas, sendo proibido em diversos países incluindo Portugal que só o viu pela primeira vez nessa catedral do cinema que foi o Cinema Império em 2 de Maio de 1974.


“O Couraçado Potemkine” relata-nos a revolta dos marinheiros do navio devido às condições miseráveis da comida, peças de carne em que eram bem visíveis os vermes. De imediato um grupo de marinheiros revolta-se e o comandante do couraçado decide colocá-los perante um pelotão de fuzilamento, ao mesmo tempo que lhes colocava uma lona por cima deles para não verem a morte a chegar ao interior dos seus corpos. Mas, quando a ordem é dada, o pelotão de fuzilamento  recusa-se a disparar e nasce o célebre motim. Os superiores são enviados borda fora e o couraçado cai nas mãos dos marinheiros. Porém, durante a luta, o seu líder é morto e decidem rumar para o porto de Odessa para o sepultarem em terra. Iremos então assistir a esse movimento de gentes das mais variadas condições sociais que, em terra, lhe irá prestar uma última homenagem, construindo aqui Eisenstein uma das mais soberbas movimentações de massas que o cinema nos ofereceu.


A célebre sequência com o carrinho de bébé nas escadas do porto de Odessa em "O Couraçado Potemkine de "Sergei M. Eisenstein"será recriada numa bela homenagem por Brian de Palma na Grand Central Station, em "Os Intocáveis"


Fundeado no porto de Odessa, o couraçado e os seus tripulantes irão de súbito assistir a uma carga dos cossacos sobre a multidão, espalhando a morte e o terror, numa sequência que se tornou mais que famosa, tantas vezes citada, ao longo de décadas na História do Cinema: os grandes planos dos rostos; o carrinho com o bebé que cai pelas escadas; a marcha dos cossacos com as espingardas a cuspir fogo; a multidão em fuga desordenada e arrepiante.


O cineasta conta-nos nas suas memórias que, ao chegar a Odessa para preparar as filmagens, percebeu que aquelas escadas iriam ter uma importância enorme no seu filme e de imediato tratou de encenar a famosa sequência, chegando ao ponto de atar câmaras ao corpo de equilibristas para assim obter ângulos até então nunca imaginados. E a forma sincopada com que nos é oferecida a montagem das mesmas, transforma este momento num dos mais espantosos da sua filmografia.


Ao verem o massacre que se desenrola em Odessa, os marinheiros viram os canhões do Couraçado Potemkine para a cidade e tratam de destruir o local onde se situa o quartel-general das forças que esmagam a multidão, partindo de seguida ao encontro inevitável da esquadra russa, que os persegue e quando se espera o confronto naval, a mensagem enviada pelos revoltosos, lembrando que são todos irmãos, faz com que os seus companheiros de armas não abram fogo.
Curiosamente, na época, algumas potências ao verem as imagens da esquadra russa ficaram perplexas, desconhecendo que essas mesmas imagens eram retiradas de um jornal de actualidades e pertencentes a uma nação ocidental, mas a forma como Serguei Eisenstein as montou, conseguiu ludibriar tudo e todos.


Durante largos anos “O Couraçado Potemkine” figurou nas listas dos dez mais importantes filmes de sempre da História do Cinema, ao lado de “Um Nascimento de Uma Nação” de D. W. Griffith, de quem Sergei M. Eisenstein era admirador e de “Citizen Kane” de Orson Welles e ao (re)vermos em DVD esta película, ficamos na verdade deslumbrados pela magia cinematográfica que emana das suas imagens. Uma obra-prima absoluta.


Sergei M. Eisenstein durante as filmagens
de "O Couraçado Potemkine"

Nota: No DVD que visionámos estão disponíveis as três bandas sonoras, sendo a de Meisel a mais perfeita, as outras pertencem a Kriulov e Chostakovich.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Buster Keaton – “Pamplinas Maquinista” / “The General”


Buster Keaton – "Pamplinas Maquinista" / "The General"
(EUA – 1927) – (75 min. - P/B - Mudo)
Buster Keaton, Marion Mack, Glen Cavender, Frank Barnes, Charles Smith, Jim Farley, Frederick Weoon.

Essa difícil Arte da Comédia ou se preferirem Burlesco teve, na época do mudo, dois nomes incontornáveis: Charlie Chaplin e Buster Keaton. E se o primeiro é o mais famoso, o segundo não lhe fica atrás em genialidade e rigor estético. Mas nada melhor do que dar a palavra a um grande cineasta e crítico chamado Eric Rohmer para definir estas duas personalidades: “Vemos Charlot como uma criança insuportável e cujas travessuras nos encantam, o que não nos impede que as suas infelicidades possam comover. O riso crítico é dirigido aos outros. Pelo contrário o riso que suscita Buster Keaton é da mesma natureza que o que provoca uma jovem criança que leva a sério uma tarefa aparentemente inadequada à sua idade e às suas capacidades. Uma certa condescendência, mas também uma verdadeira admiração misturam-se com esse riso. Buster só executa os movimentos exigidos pela acção e cuja eficácia é comprovada a qualquer momento.” E na verdade basta reparar nesse rosto sempre (in)expressivo que transporta consigo para ficar tudo dito, o sorriso nunca aflorou ao seu rosto, ao longo da sua extraordinária carreira no cinema.


Quando nos falam nos filmes de Buster Keaton, de imediato nos vem à memória essa obra impar intitulada “Sherlock Jr”, do qual já falei aqui, onde Woody Allen foi beber toda a magia para criar a sua “Rosa Púrpura do Cairo”, recorde-se que em “Sherlock Jr.” Keaton é um projeccionista numa sala de cinema que um dia mergulha literalmente no interior do écran, navegando de filme para filme, numa viagem perfeitamente louca e genial. Mas a obra de Buster Keaton possui outras preciosidades ou melhor obras-primas absolutas, que nunca deverão cair no esquecimento. É o caso de “Pamplinas Maquinista” (nome dado à personagem criada por ele, em terras lusas, da mesma forma que durante algum tempo se chamou Carlitos a Charlot).


“The General”, título original da película, não trata de uma individualidade militar, mas sim de uma famosa locomotiva que fez história durante a sangrenta guerra civil norte-americana que opôs o Norte ao Sul. E aqui temos o relato verídico de um acontecimento e não de ficção, já que o filme nos conta o roubo/assalto que um grupo de militares nortistas faz de uma célebre locomotiva sulista estacionada na Geórgia, acontecimento esse mais tarde narrado no livro “The Great Locomotive Chase”, por um dos intervenientes no desvio, William Pittenger, precisamente o capitão que chefiava o grupo de espiões que tentou o roubo da locomotiva, partindo depois com ela ao encontro das tropas nortistas que avançavam no terreno, enquanto ia destruindo as pontes por onde passavam. Mas o que não estava previsto, no engenhoso plano militar, era que o condutor da locomotiva decidisse persegui-los numa outra locomotiva para recuperar a poderosa “The General” e resgatar a sua amada Annabelle (Marion Mack) que, infelizmente, se encontrava a bordo do comboio quando este foi desviado, sendo também ela raptada.


Iremos assim assistir a uma das mais genuínas perseguições da história do cinema, pela mão de Buster Keaton, que não olhou a meios para atingir os seus fins. Recorde-se que numa das sequências é destruída uma ponte construída para o efeito e uma das locomotivas, um espectáculo espantoso filmado com seis câmaras e que custou a quantia de 42.000 dollars, transformando-a na mais cara sequência do cinema mudo.


"The General" de Buster Keaton
uma obra-prima do Cinema Mudo

Por outro lado, as filmagens da perseguição (sempre em movimento) foram obtidas através de um comboio que seguia em paralelo à locomotiva do filme, sendo de um rigor absoluto. Aliás nada é descurado, repare-se na planificação de todo o filme, o raccord é simplesmente perfeito e depois temos uma reconstituição de época de uma veracidade que nos deixa a todos espantados. As filmagens foram efectuadas no estado do Oregon embora, inicialmente, Buster Keaton pretendesse usar a região da Geórgia para o efeito.


Buster Keaton, sempre imperturbável, não recorre ao riso fácil optando por nos oferecer as atribulações do seu herói Johnny Gray como fruto do simples acaso, construindo gags destinados inteiramente ao espectador, repare-se na forma como a locomotiva passa pelos dois exércitos, o do norte e do sul, sem ele dar por nada, porque se encontra ocupado a colocar madeira na caldeira. Depois, quando assistimos à famosa batalha de Rock River, descobrimos a forma realista como ela nos é apresentada, com largas centenas de figurantes e onde as cenas de humor surgem como “fruto do acaso”, por exemplo a forma como ele mata o atirador nortista emboscado com a sua espada.


Estamos assim perante uma obra construída com um saber e um rigor absolutos, repare-se que Buster Keaton ou Johnny Gray se preferirem, após recuperar os seus dois amores, The General e Annabelle Lee, irá fugir das forças nortistas usando precisamente os mesmos estratagemas do capitão Andersen (Glenn Cavender), obstruindo a linha com tudo o que possui e encontra pelo caminho, como se estivéssemos perante uma segunda versão da perseguição. No final Johnny Gray irá ser recompensado de duas maneiras, recupera o amor de Annabelle (Marion Mack) que desconhecia que ele tinha sido preterido na guerra devido à importância da sua profissão e vê o seu esforço recompensado, ao ser-lhe finalmente dada a oportunidade de envergar o uniforme sulista e logo graduado em tenente e não nos esqueçamos da sua réplica quando foi recusado na recruta, “ depois não me venham dizer que perderam a guerra”.


O genial Buster Keaton numa pausa 
das filmagens de "The General"

“The General” / “Pamplinas Maquinista” é uma das maiores obras-primas do cinema e um marco incontornável do período mudo, e embora na época da sua estreia nem o público nem a crítica conseguissem descobrir a genialidade que vivia em cada fotograma, felizmente hoje ninguém duvida da Arte e engenho desse grande cineasta chamado Buster Keaton.


Uma última palavra para a cópia restaurada em alta definição, imagem por imagem, que faz do DVD “The General” uma obra indispensável em qualquer dvdteca e onde nunca é demais destacar o contributo dado por Joe Hisaishi, que constrói uma banda sonora de tal forma poderosa que transforma este filme mudo numa obra sonora, fruto de um saber e amor único que aqui é de uma visibilidade maravilhosa.

“Pamplinas Maquinista” / “The General” é uma obra-prima que nos deixa fascinados perante a genialidade desse grande cineasta chamado Buster Keaton.