quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ralph Towner – “Diary”


Ralph Towner
"Diary"
ECM Records

Ralph Towner foi um dos músicos escolhidos, desde muito cedo, por Manfred Eicher para dar rosto ao catálogo ECM Records, a mais importante editora de jazz europeia e o álbum “Diary” foi o primeiro trabalho a solo de Ralph Towner para a editora em 1973.

Este músico, que elegeu a guitarra acústica como o seu principal companheiro de viagem, iniciou os estudos de piano com apenas três anos e quando completou cinco anos de idade aventurou-se no trompete. Estudou guitarra clássica em Viena e tocou com Jeremy Steig, Jimmy Garrison e Paul Winter. Mais tarde fundou o grupo “Oregon”, que fazia uma espécie de fusão entre o jazz e a música folk, deixando sempre espaço para a improvisação. Na editora ECM Jan Garbarek, Gary Burton, Gary Peacock  e Eberhard Weber são alguns dos músicos que têm colaborado com Ralph Towner.


“Diary”, o seu trabalho a solo na editora ECM, oferece-nos um Ralph Towner a tocar guitarra de 12 cordas, um dos instrumentos em que tem dado cartas, criando sonoridades bem personalizadas, guitarra clássica, piano e gongs.
“Entry in a Diary” e “Mon Enfant” (um tema tradicional com releitura própria) oferecem-nos Ralph Towner a solo na guitarra já no último tema do álbum, “The Silence of a Candle”, ele surge-nos em piano solo, convidando-nos a mergulhar num dos temas mais belos do disco, a par de “Mon Enfant”. 
Por outro lado os temas “Dark Spirit”, Icarus” e Ogden Road” revelam-se duetos entre piano e guitarra, onde mais uma vez o célebre silêncio vagueia entre os dois instrumentos, maravilhando o ouvinte. Em "Images Unseen” e “Erg”, Ralph Towner usa a precursão (gongs) para pontuar as intervenções da sua guitarra, chegando a utilizá-la como elemento de precursão.

O excelente disco “Diary” de Ralph Towner, produzido por Manfred Eicher, é bem demonstrativo dessa frase evocadora dos trabalhos nascidos com o selo ECM: o mais belo som depois do silêncio.

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