sábado, 30 de abril de 2016

Ernest B. Schoedsack / Merian C. Cooper - "King Kong"


Ernest B. Schoedsack / Merian C. Cooper – "King Kong"
(EUA – 1933) - (99 min. - P/B)
Fay Wray, Robert Armstrong, Bruce Cabot.

Quando comparamos o filme “King Kong” de 1933 com o “remake” levado a cabo por Peter Jackson, percebemos de imediato a grandeza da película realizada por Ernest B, Schoedsack e Merian C. Cooper. E se Naomi Watts é bela e espantosa, a sensualidade de Fray Wray, que veste a pele da actriz desempregada Ann Darrow no filme de 1933, bate-a aos pontos. Depois temos essa luz e sombra que habita o filme e subjuga o espectador de forma perfeita, sempre com o perigo a rondar os participantes da perigosa expedição. E quando Fray Way é levada por King Kong percebemos que estamos perante o velho mito da bela e do monstro. Mas o monstro, esse enorme gorila, também possui os seus sentimentos, protegendo a bela dos perigos que espreitam a cada momento nessa selva inóspita e perigosa, que lhe serve de refúgio.


Usando maquetes e um boneco articulado, Willis O’Brien oferece-nos em todo o seu esplendor a magia do cinema.
E quando encontramos King Kong, esse rei dos reis, aprisionado em New York a servir de espectáculo a um público incrédulo e sedento de sangue, percebemos que ele só se poderá revoltar, procurando no alto do Empire State Building a salvação impossível, levando com ele não uma presa, mas sim a mulher que admira pela sua beleza, terminando abatido pela esquadrilha de aviões que o irá defrontar, numa das mais espectaculares sequências do filme.


“King Kong”, que na época custou cerca de 750.000 dollars, uma quantia astronómica e fora do habitual, continua nos dias de hoje a fazer as delícias dos cinéfilos e de todos os amantes do cinema, demonstrando mais uma vez que a História do Cinema esconde maravilhosas pérolas cinematográficas que bem merecem ser redescobertas e reavaliadas pelas gerações mais novas.

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