domingo, 17 de abril de 2016

F. W. Murnau - “Aurora” / “Sunrise”


F. W. Murnau – "Aurora" / "Sunrise"
(EUA – 1927) - (117 min. - P/B - Mudo)
George O’Brien, Janet Gaynor, Margareth Livingstone.

Quando F. W. Murnau chegou aos Estados Unidos, a convite da Fox, foi-lhe de imediato dada carta branca para filmar e assim nasceria “Sunrise” / “Aurora”, uma das mais admiráveis histórias de amor do cinema.
Estamos mais uma vez  perante a história da célebre tentação, personificada aqui pela vamp (Margaret Livingstone), que tudo irá fazer para seduzir George O’Brien, esse fiel esposo que um dia decide assassinar a mulher angélica que vive com ele.


 Mais uma vez F. W. Murnau usa o travelling e a luz como só ele sabia fazer. Mas ao chegar a esse momento capital em que a vida e a morte se confrontam o marido, enfeitiçado pela vamp, desiste do seu objectivo e mais uma vez será Deus, segundo a visão do cineasta alemão, que irá escrever o destino por portas e travessas, quando ele pensa que a mulher morreu.

F. W. Murnau

A forma “celestial” como nos é oferecido o rosto de Janet Gaynor, essa esposa angélica, ao longo do filme é surpreendente, em contraste com o rosto da vamp e quando o cineasta parte do campo para essa cidade cheia de luz e movimento, retratada de forma sublime, percebemos como o destino daquele par será escrito pelo amor que nutrem um pelo o outro.


“Aurora” / “Sunrise” recebeu, na época da sua estreia, o Óscar para a melhor produção de qualidade artística, o equivalente nos dias de hoje ao Óscar para Melhor Filme, na verdade uma das obras-primas do Cinema, que bem merece ser (re)descoberta pelas novas gerações de amantes da Sétima Arte.

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