quarta-feira, 30 de março de 2016

Mike Oldfield – “Tubular Bells”


Mike Oldfield
"Tubular Bells"
Virgin

Mike Oldfield, quando gravou o imortal álbum “Tubular Bells” em 1973, tinha apenas 19 anos, mas antes disso suceder formara um duo de música folk com a irmã Sally Oldfield (que irá participar em alguns dos seus futuros trabalhos ao mesmo tempo que se irá lançar numa carreira a solo, com o famoso álbum de estreia “Waterbearer”), mas será com o trabalho “Shooting at the Moon” que Mike Oldfield irá dar nas vistas, convém desde já referir que neste álbum tocam com ele Kevin Ayers, Robert Wyatt, Mick Fincher, Lol Coxhill e David Bedford, que irá manter também uma colaboração musical com o guitarrista.


E “Shooting at the Moon” irá terminar por ser a ante-câmara que irá conduzir Mike Oldfield até à criação de Tubular Bells, tocando quase a totalidade dos instrumentos que se podem escutar neste álbum, que viria a fazer história no interior da Música durante a década de setenta do século passado. Mas ao contrario do que se possa pensar, foi bastante árduo e espinhoso o caminho de Mike Oldfield, para chegar ao sucesso.
“Tubular Bells” foi gravado nos Estúdios de Oxforshire de Richard Branson, com um magnifico trabalho de produção da responsabilidade de Tom Newman e Simon Heyworth, que perceberam de imediato que se encontravam perante algo que iria revolucionar a música rock,


Após a conclusão da gravação, tanto Mike Oldfield como Richard Branson partiram em busca de uma editora que lançasse “Tubular Bells” no mercado discográfico, mas todas elas recusaram editá-lo, não percebendo que se encontravam perante um diamante com texturas até então nunca escutadas, onde os instrumentos de cordas e as teclas criavam uma simbiose única no panorama musical da época.
E será então que Richard Branson, cansado de tantas respostas negativas, decide criar a sua própria editora discográfica, baptizando-a com o nome “Virgin”, que se tornaria famoso em todo o mundo pelas mais variadas razões, ao mesmo tempo que “Tubular Bells” se tornava o álbum de estreia da editora, ostentando uma das mais belas capas de sempre da indústria discográfica.


É assim que um álbum de estreia de um músico desconhecido, que escolheu o período nocturno do Estúdio para gravar “Tubular Bells”, irá surpreender o mundo com sonoridades até então nunca escutadas, onde o rock e a folk mais tradicional andam de mãos dadas, criando paisagens “pastorais”, como sucede na abertura da segunda parte de “Tubuar Bells” e onde se respira o então pouco conhecido minimalismo no lado 1 do álbum que foi, aliás, gravado numa semana, ao contrário do que sucedeu com o lado 2, que levou um período de tempo muito mais longo a ser concluído, mas que se saldou com 16 milhões de exemplares vendidos.


Ao escutarmos nos dias de hoje “Tubular Bells” de Mike Oldfield continuamos a sentir na pele, com a mesma intensidade, esses maravilhosos acordes de piano que abrem o álbum e que levaram o cineasta William Friedkin a usá-los como banda sonora do filme “O Exorcista”.
Muita água correu sobre as pontes do universo musical de Mike Oldfield ao longo dos anos, tendo levado o músico a criar duas novas versões intituladas “Tubular Bells II” e “Tubular Bells III”, mas será sempre o magnifico “Tubular Bells” surgido em 1973 que continuará na memória de todos aqueles que o descobriram nessa época.

 “Tubular Bells” de Mike Oldfield permanece uma obra incontornável da música contemporânea.

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