segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Carla Bley - “Tropic Appetites”


Carla Bley
“Tropic Appetites”
WATT Records

O álbum “Tropic Appetites” tem música de Carla Bley e letra de Paul Haines e foi catalogado como a primeira edição da WATT WORKS MUSIC, criada por Carla Bley e Michael Manter para divulgação dos seus trabalhos discográficos, cujos álbuns serão fabricados, distribuídos e comercializados pela ECM Records de Manfred Eicher.


Carla Bley – Voice, Recorders, Piano, Electric Piano, Clavinet, Organ, Marimba, Celeste, Percussion.
Julie Tippets – Voice.
Gato Barbieri – Tenor Saxophone, Percussion.
Howard Johnson – Voice, Clarinet, Bass Clarinet, Soprano Saxophone, Baritone Saxophone, Bass Saxophone, Tuba.
David Holland – Cello, Acoustic Bass, Bass Guitar.
Michael Mantler – Trumpet, Valve Trombone.
Toni Marcus – Violin, Viola.
Paul Motian – Drums, Percussion.


1 – What Will Be Left Between Us and The Moon Tonight?  (for Japan)– 11:04
2 – In India (to Irene) – 1:10
3 – Enormous Tots (to People´s  Music Works) – 6:00
4 – Caucasian Bird Riffle (for Sheila) – 5:06
5 – Funnybird Song (to Swallow) – 1:18
6 – Indonesian Dock Sucking Supreme (to Peking Widow) – 8:54
7 – Song of The Jungle Stream (to Besha and to Tadd Dameron) – 10:15
8 – Nothing (for WATT) – 3:34

Duração: 47:38
Ano: 1974
Edição: LP/CD

Gravado entre Setembro de 1973 e Fevereiro de 1974, no Blue Rock Studio, New York, por Eddie Karvin. As gravações com Julie Tippetts foram efectuadas em Novembro de 1973 no Island Studios, London, por Frank Owen assistido por Richard Elen. Mixed em Fevereiro e Março de 1974, por Eddie Karvin, no Blue Rock Studio, New York. Fotografia  de Gregory Reeve. Album Design de  Paul McDonough. As fotografias usadas na colagem no interior do álbum “Tropic Appetites” foram tiradas por Paul Haines durante uma estadia no Bali no ano de 1972. Produção de Carla Bley e Michael Mantler.

Terje Rypdal - "Odyssey"


Terje Rypdal
“Odyssey”
ECM Records

O duplo álbum “Odyssey” oferece-nos um Terje Rypdal a navegar nas margens do rock, mas "surfando numa prancha emprestada" por Miles Davis, obtendo um excelente resultado final com o tema “Rolling Stone”, que ocupa precisamente a totalidade do lado B do segundo LP.

Mas, quando foi feita a edição em cd, o editor optou por excluir esse tema com a duração mágica de quase 24 minutos, para fazer uma edição em cd simples e não duplo como deveria ter acontecido e assim, durante muitos anos, ficámos sem a possibilidade de escutar o célebre tema “Rolling Stone”.

Será graças às novas plataformas de divulgação musical que muitos conseguiram descobrir e escutar a totalidade do álbum “Odyssey”, até que o editor decidiu, muitos anos depois, lançar no mercado uma box set intitulada “Terje Rypdal- Odyssey – In Studio & In Concert”, constituída por três cds, que inclui a totalidade do duplo álbum, tal como foi originalmente gravado, juntando-lhe no terceiro cd uma gravação ao vivo do grupo liderado por Terje Rypdal.


Terje Rypdal – Electric Guitar, Synthesizer, Soprano Saxophone.
Torbjorn Sunde – Trombone.
Brynjulf Blix – Organ.
Sveinung Hovensjo – Bass Guitar.
Svein Christiansen – Drums.

1 –Darkness Falls – 3:34
2 – Midnite – 16:42
3 – Adagio – 13:12
4 – Better Off Without You – 7:37
5 – Over Birkerot – 4:48
6 – Fare Well – 11:28
7 – Ballade – 6:00
8 – Rolling Stone – 23:29

Duração: 87:13
Ano: 1975
Edição: LP/CD

Gravado em Agosto de 1975 no Arne Bendiksen Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Design de Barbara Wojirsch. Fotografi de Giuseppe Pino. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Terje Rypdal.

SMS Galáxia - Filme do Dia: Canal ARTE - "Eva" / "All About Eva" - Joseph L. Mankiewicz


Filme do Dia: "Eva" / "All About Eve"
Bette Davis, Anne Baxter, George Sanders, Celeste Holm, Gary Merril, Hugh Marlowe, Thelma Ritter, Marilyn Monroe.
(EUA - 1950) - (138 min - P/B)
Joseph L. Mankiewicz
Canal ARTE - 19h50 - 18/12/2017

Pode ver aqui o trailer desta obra-prima da Sétima Arte!

Pode ler aqui o que escrevemos sobre o filme.

Enrico Rava - “The Pilgrim and The Stars”


Enrico Rava
“The Pilgrim and The Stars”
ECM Records

Quando o italiano Enrico Rava se iniciou no meio musical, o instrumento escolhido foi o trombone, mas após ter escutado esse gigante do jazz chamado Miles Davis, trocou o trombone pelo trompete e será nesse instrumento que a sua música calorosa se irá tornar célebre, rompendo as fronteiras nacionais, indo o músico viver para a Big Apple.

A aventura do jazz de Enrico Rava iniciou-se na companhia do célebre saxofonista Gato Barbieri e após ter trocado o seu país pela América, irá entrar nas famosas correntes da Avant-Garde, quando conhece a inevitável Carla Bley, ao mesmo tempo que iniciava a sua própria construção musical e será com este álbum, intitulado “The Pilgrim and The Stars”, que muitos vão começar a conhecer o seu nome e talento.

Num quarteto em que o piano é substituído pela guitarra do genial John Abercombie e com uma secção rítmica constituída por Palle Danielsson e Jon Christensen, cuja empatia é por demais célebre, criaram-se os famosos espaços para que o trompete de Rava brilhasse ao longo deste magnifico álbum intitulado “The Pilgrim and the Stars”.


Enrico Rava – Trumpet.
John Abercrombie – Guitar.
Palle Danielsson – Double-Bass.
Jon Christensen – Drums.

1 – The Pilgrim and The Stars – 9:43
2 – Parks – 7:45
3 –Bella – 9:17
4 – Pesce Naufrago – 5:12
5 – Surprise Hotel – 1:51
6 – By The Sea – 4:46
7 – Blancasnow – 6:48

Duração: 39:42
Ano: 1975
Edição: LP/CD

Gravado em Junho de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg por Martin Wieland. Design e fotografia da capa doálbum de Giuseppe Pino. Layout de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Enrico Rava excepto o tema “By The Sea” assinado por Enrico Rava e Graciela Rava.

Collin Walcott - “Cloud Dance”


Collin Walcott
“Cloud Dance”
ECM Records

O Mestre da cítara e tabla norte-americano surge aqui a liderar um quarteto de eleição, oferecendo-nos sonoridades oriundas de um certo multiculturalismo, provando, mais uma vez, como através da música é possível o encontro entre ocidente e oriente e norte e sul, cabendo ao genial Collin Walcott a função de conduzir até à ilha do tesouro este belo trabalho discográfico intitulado “Cloud Dance” que permanece, nos dias de hoje, como uma obra incontornável na sua discografia.


Collin Walcott – Sitar, Tabla.
John Abercrombie – Guitar.
Dave Holland – Double-Bass.
Jack DeJohnette – Drums.

1 – Margueritte (Collin Walcott) – 8:25
2 – Prancing (Collin Walcott)  – 3:23
3 – Night Glider (Collin Walcott) – 6:35
4 – Scimitar – (. Walcott / J. Abercrombie)2:42
5 – Vadana (Dave Holland) – 6:59
6 – Eastern Song –(Collin Walcott) 2:32
7 – Padma (C. Walcott / J. Abercrombie) – 2:43
8 – Cloud Dance (Collin Walcott) – 5:48

Duração: 39:07
Ano: 1976
Edição: LP/CD

Gravado em Março de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg por Martin Wielend. Fotografia da capa do álbum de Tadayuki Naito. Fotografia de Andreas Reggenbass. Design de Dieter Bonhorst. Produção de Manfred Eicher.

A Memória da Fotografia - Nicolas Tikhomiroff - "Jeanne Moreau e Orson Welles"


"Jeanne Moreau e Orson Welles"
(durante as filmagens de "The Deep")
Nicolas Tikhomiroff, 1967.

James Foley – “Sucesso a Qualquer Preço” / “Glengarry Glen Ross”


James Foley – “Sucesso a Qualquer Preço” / “Glengarry Glen Ross”
(EUA – 1992) – (100 min. / Cor)
Al Pacino, Kevin Spacey, Alex Baldwin, Alain Arkin, Ed Harris, Jonathan Price, Jack Lemmon.

James Foley é um daqueles cineastas que desde sempre nos ofereceu nos seus trabalhos as linhas que definem um autor, bastando recordar “At Close Range” / “Homens à Queima-Roupa”, com Sean Penn e Christopher Walken, para percebermos como ele adora trabalhar com os actores, obtendo deles os melhores resultados, sempre a filmar à flor da pele, sem contemplações sentimentais e usando uma linguagem dura e pura.
“The Corruptor”/ “Corruptor” , outra das suas obras que juntou o então pouco conhecido Mark Wahlberg a Yun-Fat Chow, numa história de corrupção policial, transporta-nos até esses limites onde gosta de navegar. Em “Confidence” / “Confiança”, onde Edward Burns brilha ao lado desse actor espantoso chamado Dustin Hoffman, vamos conhecer o famoso jogo do gato e do rato, tão célebre no universo dos vigaristas. Mas o maior duelo de actores na obra de James Foley surgiu em “Glengarry Glen Ross”, baseado numa das peças mais conhecidas de David Mamet, que o próprio adaptou ao grande écran.


E neste “Sucesso a Qualquer Preço” / “Glengarry Glen Ross” (o nome das famosas fichas tão ambicionadas pelos vendedores), ele reúne um naipe de actores que nadam no filme como peixes na água, revelando todo o seu saber.
Vamos assim entrar nesse escritório de venda de terrenos e casas, num scope admirável, para descobrirmos que naquele lugar já nada é como dantes, as vendas correm mal e as fichas oferecidas pelo responsável do escritório, o metódico John Williamson (Kevin Spacey), já deram tudo o que tinham a dar, porque aqueles contactos estão todos “fora de prazo” e Shelley Levine (Jack Lemmon, numa interpretação memorável), já não é o famoso “Machine”, que todas as semanas tinha o seu nome no top de melhor vendedor da empresa. E será pela ineficácia das vendas naquele lugar que um dia surge, vindo da downtown, Blake (Alec Baldwin), que vai dar uma lição de vendas àqueles homens que outrora conheceram o sucesso e hoje se arrastam no telefone em busca de um comprador. A lição é muito mal recebida, mas o prémio que ele oferece, um caddilac, irá fazer com que todos se lancem num acto desesperado em busca de compradores e, claro, como Blake é cínico e mesquinho, o segundo prémio é um faqueiro.


Shelley (Jack Lemmon) está à beira do desespero, com um familiar doente no hospital e sem ter hipóteses de pagar as contas dos tratamentos e como todos sabemos os seguros de saúde nos Estados Unidos são implacáveis, já George (Alain Arkin) e Dave (Ed Harris) tal como Shelley só desejam deitar as mãos às fichas Glengarry Glenn Ross, porque ali existem nomes de compradores potenciais mas o manager do escritório, um Kevin Spacey sem contemplações, nega-lhes o acesso. Mas há um homem que não vira a cara à luta e esse homem chama-se Ricky Roma (Al Pacino), que ao saber que o prémio é um cadillac tenta convencer James Lingk (Jonathan Price), que ele conhece num bar, a comprar o terreno que ele precisa tanto de vender, percebendo desde o início que naquele homem casado e com uma boa situação financeira, existem desejos subterrâneos que ele tenta explorar, embora não saiba que quem controla a conta no banco é a esposa deste.


Se George e Dave só encontram como hipótese de sucesso o roubo das famosas fichas, já Shelley Levine decide entrar numa última batalha pelas vendas e aqui iremos descobrir um Jack Lemmon que veste a pele do vendedor com uma mestria espantosa. Por outro lado James Foley conduz o filme num crescendo de tensão até chegar esse dia em que se descobre que as famosas fichas foram roubadas e aqui entra a polícia que começa a interrogar todos os vendedores, porque todos são potenciais suspeitos. E será uma palavra, uma simples palavra que irá denunciar o autor, num dos momentos mais dramáticos da película.



Este naipe espantoso de actores oferece-nos uma das maiores lições de representação da Sétima Arte e rever este filme é, na verdade, entrar pela porta grande do cinema, porque embora parta de uma peça de teatro, James Foley oferece-nos de forma bem clara a linguagem do cinema numa obra que, vista na sala de cinema, nos prende desde o primeiro minuto (veja-se a entrada de Alec Baldwin logo no início), até chegar o famoso The End e o mesmo sucede quando revemos a película em dvd..
“Sucesso a Qualquer Preço” deixa-nos perfeitamente atordoados pelos socos que levamos no estômago ao longo do filme, sinónimo da genialidade de David Mamet que, em conjunto com James Foley e os protagonistas do filme, nos oferecem uma das obras mais espantosas do cinema contemporâneo norte-americano.

domingo, 17 de dezembro de 2017

Carla Bley & Paul Haines – “Escalator Over The Hill” – JCOA Records – WATT Records


Carla Bley & Paul Haines
“Escalator Over The Hill”
JCOA Records
WATT Records

“Escalator Over The Hill” de Carla Bley & Paul Haines foi gravado ao longo de três anos, 1968-1971, e a edição em vinil, composta por 3 LPs e um livro, teve o selo da JCOA Records e quando surgiu a edição em 2 CDs passou a ter o selo da WATT Records, fundada por Michael Mantler e Carla Bley, à qual se juntou mais tarde Steve Swallow, que como sabemos tem na ECM Records, de Manfred Eicher, o fabricante, distribuidor e grande divulgador dos seus trabalhos discográficos, desde o seu nascimento no universo discográfico.
A Ópera de Jazz “Escalator Over The Hill” tem letra de Paul Haines e música de Carla Bley, tendo sido produzida por Michael Mantler e interpretada pelo Jazz Composer’s Orchestra.



Carla Bley – Organ, Celesta, Organ Calliope, Voice.
Michael Mantler – Trumpet, Voice.
Sam Brown – Acustic Guitar.
Dewey Redman – Alto Saxophone.
Jimmy Lions – Alto Saxophone.
Chris Woods – Baritone Saxophone.
Charlie Haden – Bass, Voice.
Jack Bruce – Bass, Voice.
Richard Youngstein – Bass.
Ron McClue – Bass.
Jack Jeffers – Bass Trombone, Voice.
Bill Morimando – Bells, Celesta.
Calo Scott – Cello.
Perry Robinson – Clarinet.
Souren Baronian – Clarinet.
Peggy Imig – Clarinet, Tenor Saxophone.
Roger Dawson – Congas.
Paul Motian – Drums.
Bob Carlisle – French Horn.
Sharon Freeman – French Horn.
John McLaughlin – Guitar.
Don Preston – Synthesizer, Voice.
Gato Barbieri – Tenor Saxophone.
Jimmy Knepper – Trombone.
Roswell Rudd – Trombone, Voice.
Sam Burtis – Trombone, Voice.
Don Cherry – Trumpet, Voice.
Enrico Rava – Trumpet.
John Buckingham – Tuba.
Karl Berger – Vibraphone.
Nancy Newton – Viola, Voice.
Leroy Jenkins – Violin.
Linda Ronstadt – Vocals.
Sheila Jordan – Voice.
Jeanne Lee – Voice.
Karen Mantler – Voice.
Bob Stewart – Voice.
Rosalind Hupp – Voice.
Tod Papageorge – Voice.
Viva – Voice.
Jane Blackstone – Voice.
Paul Jones – Voice.
Timothy Marquand – Voice.
Bill Leonard – Voice.
Steve Ferguson – Voice.
Eileen Hale – Voice.
Howard Johnson – Voice.
Jonathan Cott – Voice.
Pat Stewart – Voice.
Sharon Freeman – Voice.
Steve Gabhardt – Voice.
Tyrus Gerlach – Voice.
Perry Robinson – Voice.


CD.1

1 – Hotel Overture – 13:11
2 – This Is Here – 5:56
3 – Like Animals – 1:21
4 – Escalator Over The Hill – 4:52
5 – Stay Awake – 1:31
6 – Ginger and David – 1:39
7 – Song To Anything That Moves – 2:20
8 – Eoth Theme . 0:35
9 – Businessmen – 5:38
10 – Ginger and David Theme – 0:57
11 – Why – 2:19
12 – It’s Not What You Do – 0:15
13 – Detective Winter Daughter – 3:16
14 – Doctor Why – 1:28
15 – Slow Dance – 1:50
16 – Smalltown Agonest – 5:24

CD.2

1 – End Of Head – 0:38
2 – Over Her Head – 2:38
3 – Little Pony Soldier – 4:36
4 – Oh Say Can You Do? – 1:08
5 – Holiday In Risk – 3:09
6 – Holiday in Risk Theme – 0:47
7 – A.I.R. (All India Radio) – 3:55
8 – Rawalpindi Blues – 12:41
9 – End Of Rawalpindi – 9:35
10 – End Of Animals – 1:26
11- …And It’s Again – 27:17

Duração: 2:00:22
Ano: 1971
Edição: LP-3 / CD – 2

As gravações do triplo álbum “Escalator Over The Hill” de Carla Bley e Paul Haines tiveram lugar em Novembro de 1968 no RCA Recording Studio, New York, por Paul Goodman; em Novembro de 1970 e Junho de 1971 no RCA Recording Studio New York, por Dick Baxter, Gus Mossler, Jim Crotty, Pat Martin, Ray Hall e Tom Brown; em Marco de 1971 no Empirical Sound at Cinematheque, New York, por Dave Jones; em Junho de 1971 no Batterfly Mobil Sound Van at The Public Theater, New York, por Karl Sjodahl, Nelson Weber, Bob Fries e Wes Wickemeyer. Misturado por Karl Sjodahl e Ray Hall. Layout de Paul McDonough. Fotografiasde Gary Winogrand e Tod Papageorge.

Keith Jarrett - “Staircase”


Keith Jarrett
“Staircase”
ECM Records

A história de como nasceu este duplo álbum de piano solo de Keith Jarrett é bem curiosa, porque tudo partiu de um convite do produtor Manfred Eicher ao pianista norte-americano para gravarem um disco e quando Jarrett chegou ao Estúdio, o alemão disse-lhe que o Estúdio era dele, podia gravar o que desejasse e assim iria surgir o duplo álbum “Staircase”, que  surge um pouco como se tratasse de quatro sonatas do pianista a navegarem pelas habituais paisagens criadas por Keith Jarrett, mas no meio da serenidade que se respira em cada faixa, há um tema que se destaca pela sua beleza transcendental: “Hourglass” - Part 2.

Tentem escutar este belíssimo tema de Keith Jarrett e certamente irão descobrir que estamos perante uma das mais belas peças para piano criadas nesse distante século XX.


Keith Jarrett – Piano

1 – Staircase – Part 1 – 6:52
2 – Staircase – Part 2 – 7:53
3 – Staircase – Part 3 – 1:18

4 – Hourglass – Part 1 – 4:39
5 – Hourglass – Part 2 – 13:51

6 – Sundial – Part 1 – 8:55
7 – Sundial – Part 2 – 4:52
8 – Sundial – Part 3 – 6:20

9 – Sand – Part 1 – 6:50
10 – Sand – Part 2 – 8:46
11 – Sand . Part 3 – 3:21

Duração: 74:27
Ano: 1977
Edição: LP/CD

Gravado em Maio de 1976 no Davout Studio, Paris, por Roger Roche. Masterizado por Robert C. Ludwig. Fotografias de Franco Fontana. Design de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Keith Jarrett.

Eberhard Weber - “Yellow Fields”


Eberhard Weber
“Yellow Fields”
ECM Records

Eberhard Weber e o seu quarteto “Colours” prosseguem a sua aventura musical com a edição deste magnifico “Yellow Fields”, sendo de referir a saída do ex-membro dos Soft Machine, John Marshall, da banda entrando para o seu lugar o baterista Jon Christensen. Por outro lado, será sempre de referir em “Yellow Fields” a magia que o shenai e o nagaswaran introduzem nos temas em que surgem tocados por Charlie Mariano, oferecendo-nos paisagens sonoras de uma enorme beleza.


Eberhard Weber – Bass.
Charlie Mariano – Soprano Saxophone, Shenai, Nagaswaram.
Rainer Bruninghaus – Keyboards.
Jon Christensen – Drums.

1 – Touch – 4:59
2 – Sand-Glass . 15:31
3 – Yellow Fields – 10:04
4 – Left Lane – 13:37

Duração: 43:19
Ano: 1976
Edição: LP/CD

Gravado em Setembro de 1975 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Capa do álbum de Maja Weber. Layout de Dieter Bonhorst. Fotografia de Gabi Winter. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Eberhard Weber.

SMS Galáxia - Filme do Dia: RTP-1 - "A Dactilógrafa" / "Populaire" - Regis Roinsard


Filme do dia: "A Dactilógrafa" / "Populaire"
Romain Duris, Féodor Atkine, Déborah François.
(França . 2012) - (111 min./Cor)
Régis Roinsard
RTP - 1 - 23h59

Não perca hoje na RTP-1 às 23h59 esta divertida comédia de Régis Roinsard, com uma inesquecível Déborah François e um Romain Duris, que mantêm a boa forma conquistada nos filmes de Cédric Klapisch e recorde-se dessa época em que a dactilografia era uma Arte!

Pode ver aqui o trailer do filme!

Steve Kuhn - “Ecstasy”


Steve Kuhn
“Ecstasy”
ECM Records

O álbum “Ectasy” oferece-nos a magia do pianista Steve Kuhn em piano solo, revisitando alguns temas bem conhecido do seu reportório, mas convidando-nos a escutar novas leituras desses mesmos temas.
Curiosamente, algumas décadas depois, Steve Kuhn, que sempre desejou gravar um álbum com uma orquestra de cordas, irá concretizar esse sonho com o trabalho discográfico Steve Kuhn with Strings - “Promises Kept”, que já aqui foi abordado. Fica assim o convite para escutarem estes dois trabalhos discográficos de Steve Kuhn, bem demonstrativos da sua Arte e saber.


Steve Kuhn – Piano.

1 – Silver – 8:49
2 – Prelude in G – 4:26
3 – Ulla – 7:23
4 – Thoughts of a Gentleman – The Saga of Harrison Crabfeathers – 12:16
5 – Life’s Backward Glance – 4:45

Duração: 37:39
Ano: 1975
Edição: LP/CD

Gravado em Novembro de 1974 no Arne Bendiksen Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Layout de Max Franosch. Pintura da capa do álbum de Maja Weber. Fotografia de Roberto Masotti. Produção der Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Steve Kuhn.

A Memória da Fotografia - Edith-Claire Gérin - "Le passant, Pont des Artes"


"Le passant, Pont des Artes, Paris"
Edith-Claire Gérin, 1953.

Joel Coen e Ethan Coen – “Indomável” / “True Grit”


Joel Coen e Ethan Coen – “Indomável” / “True Grit”
(EUA – 2010) – (110 min. / Cor)
Jeff Bridges, Hailee Steinfeld, Matt Damon, Josh Brolin.

Joel e Ethan Coen decidiram pela primeira vez, na sua carreira, abordar o território do “western”, revisitando a memória do género, em “Indomável” / “True Grit”, contando com um excelente trio de actores, Jeff Bridges, Matt Damon e Josh Brolin, que não pára de nos surpreender com as suas composições, ao mesmo tempo que nos oferece a estreante e magnifica Haileen Steinfield, numa brilhante interpretação, na figura de Mattie Ross, uma jovem de 14 anos, sem papas na língua, que pretende vingar a morte do pai, decidindo contratar o famoso Marshal Rooster Cogburn (Jeff Bridges), que perante a insistência da jovem aceita o serviço, mas recusa a companhia dela no interior do território índio, onde se refugiou o assassino Tom Chaney (Josh Brolin), que entretanto se juntou a um perigoso grupo de pistoleiros. O truculento Marshal Rooster Cogburn irá ter nessa viagem a companhia de um Ranger do Texas, LaBouef (Matt Demon, muito bem caracterizado).

John Wayne e Jeff Bridges
"True Grit" / "A Velha Raposa" - Henry Hathawway (1969)
"True Grit" / "Indomável" - Joel Coen e Ethan Coen (2010)

Ao vermos a interpretação de Jeff Bridges percebemos de imediato que os irmãos Coen decidiram dar-lhe muitos dos traços da célebre personagem Dude, que ele personificou em “O Grande Lebowski”, por outro lado a forma como nos são apresentadas as personagens no início do filme, surge com pouco ritmo, não só na sequência do tribunal em que Mattie Ross conhece Rooster Cogburn, como no famoso negócio de Mattie em que esta tenta arranjar dinheiro para pagar o trabalho do célebre Marshal. Mas Mattie Ross, uma miúda destemida que não olha a meios para vingar a morte do pai, decide seguir os dois homens no interior do território índio, até que estes são obrigados a aceitar a sua companhia.

Jeff Bridges e Hailee Steinfeld
John Wayne e Kim Darby

“Indomável” / “True Grit” possui momentos únicos, mas esperava-se mais de um “western” realizado pelos irmãos Coen. Talvez por isso mesmo, ao chegar a hora de atribuir os Oscars os membros da Academia tenham-se esquecido deles.
“Indomável” / “True Grit”, apresenta todas as marcas que marcaram ao longo dos anos a filmografia de Joel Coen e Etan Coen, desde o humor até à violência, mas o contributo desse produtor executivo chamado Steven Spielberg, terminou por se revelar negativo, fazendo desta película uma obra com sabor a pouco e dos Coen esperava-se muito mais.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Michael Mantler - “The Jazz Composer’s Orchestra”


Michael Mantler
“The Jazz Composer’s Orchestra”
JCOA Records
WATT Records

The Jazz Composer’s Orchestra foi fundada em 1965 por Michael Mantler e Carla Bley para promover o jazz de vanguarda sem fins lucrativos.
A JCOA Records foi criada para divulgar a música dos seus membros e o editor alemão Manfred Eicher decidiu divulgar os trabalhos discográfico de dois dos seus criadores incontornáveis: Michael Mantler e Carla Bley.
Ao longo dos anos a ECM Records irá editar e comercializar, as obras discográficas de Michael Mantler e Carla Bley, mantendo no entanto, os dois artistas a sua total independência criativa através da sua própria etiqueta Watt Works Music.
Este duplo álbum foi sendo gravado ao longo de seis meses, com Michael Mantler a dirigir esta orquestra de jazz e onde surgem como solistas, nomes bem conhecidos como Cecil Taylor, Don Cherry, Roswell Rudd, Pharoah Sanders, Larry Coryell e Gato Barbieri.


Michael Mantler – Conductor, Producer.
Don Cherry – Cornet, Trumpet.
Randy Brecker – Flugelhorn.
Stephen Furtado – Flugelhorn.
Lloyd Michaels – Flugelhorn.
Bob Northern – French Horn.
Julius Walkins – French Horn.
Jimmy Knepper – Trombone.
Roswell Rudd – Trombone.
Jack Jeffers – Bass Trombone.
Howard Johnson – Tube.
Al Gibbons – Soprano Saxophone.
Steve Lacy – Soprano Saxophone.
Steve Marcus – Soprano Saxophone.
Bob Donovan – Alto Saxophone.
Gene Hull . Alto Saxophone.
Jimmy Lions – Alto Saxophone.
Frank Wess – Alto Saxophone.
George Barrow – Tenor Saxophone.
Garo Barbieri – Tenor Saxophone.
Pharoah Sanders – Tenor Saxophone.
Lew Tabackin – Tenor Saxophone.
Charles Davis – Baritone Saxophone.
Carla Bley – Piano.
Cecil Taylor – Piano.
Larry Coryell – Guitar.
Kent Carter – Bass.
Ron Carter – Bass.
Bob Cunningham – Bass.
Richard Davis – Bass.
Eddie Gomez – Bass.
Charlie Haden – Bass.
Reggie Johnson – Bass.
Alan Silva – Bass.
Steve Swallow – Bass.
Reggie Workman – Bass.
Andrew Cyrille – Drums.
Beaver Harris – Drums.


1 – Communication # 8 – 13:52
2 – Communication # 9 – 8:08
3 – Communication # 10 – 13:26
4 – Preview – 3:23
5 – Communication # 11 – 15:10
6 – Communication “ 12 – 17:47

Gravado em Janeiro, Maio e Junho de 1968 no RCA Victor’s Studio B, New York City, por Paul Goodman. Design da capa e Layout de Paul McDonough. Produção de Michael Mantler. Todas as composições são da autoria de Michael Mantler, que também dirigiu a orquestra.