sexta-feira, 24 de maio de 2019

Jean-Luc Godard - "Adeus à Linguagem" / "Adieu au langage"


Jean-Luc Godard - "Adeus à Linguagem" / "Adieu au langage"
(Suíça / França - 2014) - (70 min./Cor)
Héloise Godet, Kamel Abdelli, Richard Chevalier.

O cinema de Godard ao longo das décadas sempre privilegiou o uso de citações no interior do contexto das imagens, mas chegado aqui é a própria linguagem que se vai extinguindo numa montagem em que a banda imagem e a banda som percorrem faixas diferentes da auto-estrada Godardiana. 

Nota: Um filme que se deve ver sem legendagem, veja a película e irá perceber a razão.

Jean-Luc Godard - "O Acossado" / "A bout de souffle"


Jean-Luc Godard - "O Acossado" / "A bout de souffle"
(França - 1960) - (90 min. - P/B)
Jean-Paul Belmondo, Jean Seberg, Daniel Boulanger.

"O Acossado" de Jean-Luc Godard é um dos filmes mais emblemáticos da Nouvelle Vague e  quando se fala em Jean Seberg, a imagem que nos vem de imediato à memória é ela nos Campos Elísios a vender o Herald Tribune e Jean-Paul Belmondo a fumar cigarro atrás de cigarro, mas o que muitos se esquecem é que o seu argumentista se chamava François Truffaut!

Enrico Rava

Enrico Rava

Enrico Rava - “The Plot”



Enrico Rava 
“The Plot” 
ECM Records 
1977 

Enrico Rava – Trumpet. 
John Abercrombie – Electric Guitar, Acustic Guitar. 
Palle Danielssen – Bass. 
Jon Christensen – Drums. 

1 – Tribe – 6:51 
2 – On The Red Side Of The Street – 5:22 
3 – Amici – 9:04 
4 – Dr. Ra and Mr. Va – 6:40 
5 – Foto Di Famiglia – 2:22 
6 – The Plot – 15:00 

Depois do enorme sucesso obtido, dois anos antes, com o álbum "The Pilgrim and the Stars", o trompetista italiano Enrico Rava, regressa à boa companhia do guitarrista John Abercrombie e dessa secção rítmica fabulosa composta por Palle Danielsson e Jon Christensen, para nos oferecer este belo "The Plot", que segue o caminho traçado dois anos antes por este quarteto, oferecendo-nos, no tema que dá título ao álbum, uma das mais belas viagens musicais da sua longa carreira musical. 

Gravado em Agosto de 1976 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Capa do álbum de Beatrize Vidal. Fotografia de Giuseppe Pino. Produzido por Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Enrico Rava excepto o tema 2, pertencente a Enrico Rava e Graciela Rava e o tema 5, assinado por Enrico Rava e John Abercrombie.

Lee Unkrich - "Toy Story 3"


Lee Unkrich - "Toy Story 3"
(EUA - 2010) - (103 min./Cor) 
Vozes: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack.

Embora a realização de "Toy Story 3" pertença a Lee Unkrisch, o genial John Lasseter continua a supervisionar, como produtor,  uma das mais brilhantes séries de animação de todos os tempos, ao ponto de a poderosa Disney ter decidido adquiri a produtora Pixar, mas mantendo-lhe essa independência tão querida dos seus criativos.

John Lasseter - "Toy Story 2: Em Busca do Woody" / "Toy Story 2"


John Lasseter - "Toy Story 2: Em Busca do Woody" / "Toy Story 2"
(EUA - 1999) - (92 min./Cor)
Vozes: Tom Hanks, Tim Allen, Joan Cusack.

Quando surgiu "Toy Story 2" a produtora Pixar de John Lasseter já se revelaava como a mais fascinante produtora de animação e este filme é a prova disso mesmo. Genial!

John Lasseter - "Toy Story: Os Rivais" / "Toy Story"


John Lasseter - "Toy Story: Os Rivais" / "Toy Story"
(EUA - 1995) - (81 min./Cor)
Vozes: Tom Hanks, Tim Allen, Don Rickles.

Foi com este maravilhoso "Toy Story" que nos reenvia para a nossa infância, que diversas gerações fixaram o nome de John Lesseter e da sua Pixar!

Klaus Schulze - “Dune”


Klaus Schulze
“Dune”
Brain
1979


Klaus Schulze – Keyboards.
Wolfgamg Tiepold – Cello.
Arthur Brown – Vocals.

1 – Dune – 30:06
2 . Shadow of Ignorance – 26:15

Uma viagem musical pela conhecida obra de Frank Herbert!

Sidney Lumet - "O Veredicto" / "The Verdict"


Sidney Lumet - "O Veredicto" / "The Verdict"
(EUA - 1982) - (125 min./Cor)
Paul Newman, Charlotte Rampling, Jack Warden.

Paul Newman oferece nos neste filme uma das maiores interpretações da sua carreira cinematográfica na figura de um brilhante advogado destruído pelo sistema, mas que não irá deixar de desistir de lutar pelos mais fracos. O cineasta de "12 Homens em Fúria" regressa assim a esse território da justiça para nos recordar que os invisíveis ainda respiram. 

Stuart Baird - "Star Trek: Nemesis"


Stuart Baird - "Star Trek: Nemesis"
(EUA - 2002) - (116 mi./Cor)
Patrick Stewart, Jonathan Frakes, Brent Spiner.

Ralph Towner - “Old Friends, New Friends”



Ralph Towner 
“Old Friends, New Friends” 
ECM Records 
1979

Ralph Towner – 12-String Guitar, Classical Guitar, Piano, French Horn. 
Kenny Wheeler – Trumpet, Fluegelhorn. 
Eddie Gomez – Bass. 
Michael DiPasqua – Drums, Percussion. 
David Darling – Cello. 

1 – New Moon – 7:22 
2 – Yesterday and Long Ago – 7:46 
3 – Celeste – 4:48 
4 – Special Delivery – 6:58 
5 – Kupala – 7:59 
6 - Beneath an Evening Sky – 7:00 

Neste álbum intitulado “Old Friends, New Friends”, Ralph Towner, que também assina todas as composições do disco, oferece-nos uma música repleta de colorido, fruto da participação de Kenny Wheeler nos instrumentos de sopro, como também pelas intervenções do próprio guitarrista a tocar o French Horn, dando depois lugar a essa serenidade que David Darling nos transmite com o seu violoncelo, ao invadir o espaço abrindo caminho para o piano e as guitarras acústicas de Ralph Towner, sempre bem acompanhadas pelo contrabaixo de Eddie Gomez e pela bateria de Michel DiPasqua, habitual colaborador de Eberhard Weber. “Old Friends, New Friends” revela-se um belo meteorito no interior da discografia de Ralph Towner. 

Gravado em Julho de 1979 no Talent Studio, Oslo, por Jan Erik Kongshaug. Fotografia da capa de Laurence D’Amico. Design de Barbara Wojirsch. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas são da autoria de Ralph Towner.

Frédéric Anatole Hubron - "La Port Saint-Martin"



"La Port Saint-Martin", 1898 
Óleo sobre tela 
Fréderic Anatole Hubron

Bertolt Brecht - “O Processo do Filme «A Ópera de Três Vinténs» Uma Experiência Sociológica” / "Der Dreigroschenprozess"


Bertolt Brecht 
"O Processo do Filme «A Ópera dos Três Vinténs» Uma Experiência Sociológica" 
Campo de Letras - Pag. 160 

“O Processo do Filme «A Ópera de Três Vinténs» Uma Experiência Sociológica” da autoria de Bertolt Brecht, possui uma magnífica introdução de João Barrento (que também assina a tradução), ao mesmo tempo que nas suas notas contextualiza o livro de Brecht nessa Alemanha dos anos vinte, do século passado, assim como a questão da autoria de uma obra. 

Como é do domínio público, “A Ópera dos Três Vintens” é da autoria de Bertolt Brecht e Kurt Weil, tendo mais tarde sido transposta para o cinema através de G. W. Pabst que realizou o filme, sendo o argumento da responsabilidade de Bela Balazs, mas Brecht não gostou nada da adaptação cinematográfica que foi feita da peça e por isso mesmo decidiu processar a produtora Nero, ao mesmo tempo que pretendeu impedir a exibição do filme, que se irá transformar num dos grandes sucessos de Georg Wilhelm Pabst. 

Este livro relata-nos todo esse processo, ao mesmo tempo que nos oferece um jovem Brecht profundamente radical, recusando uma quantia elevada oferecida pela produtora da película para retirar a queixa da justiça e esquecer tudo, tendo o dramaturgo seguido em frente com a acção, terminando por perder em tribunal. 

Ao lermos este livro em que Bertolt Brecht nos surge como um verdadeiro radical (reparem bem na linguagem usada por ele para se exprimir), bem diferente do dramaturgo que anos mais tarde virá a ser, especialmente depois dessa experiência, quase traumatizante, que foi a sua passagem pela América, essa terra de liberdade, onde escreveu argumentos para cinema, sempre recusados pelos grandes Estúdios, que como todos sabemos sempre trataram bastante mal os argumentistas, basta recordar o que se passou ao longo dos anos com Francis Scott Fitzgerald, ou mesmo Ernest Hemingway e William Faulkner, só para citar três escritores americanos incontornáveis no Panorama da Literatura Mundial, para estar tudo dito. 

E Brecht, que combateu com todas as armas ao seu dispor o argumento cinematográfico que Bela Balaz escreveu para Pabst, será obrigado a reconhecer anos mais tarde a importância que este irá ter na formulação da Teoria do Cinema e na própria História do Cinema, ainda hoje estudado nas escolas de cinema de todo o mundo e quando nos Estados Unidos da América, no início da atroz “caça às bruxas” Bertolt Brecht foi convocado para depor sobre as suas ideias políticas, optou por partir da América, na véspera de ir a tribunal perante a temível Comissão do Senador McCarthy, que como sabemos destruiu inúmeras vidas. 

Na verdade Bertold Brecht, com o passar dos anos, torna-se um homem diferente que lentamente vai abandonando o radicalismo de outros tempos, tornando-se mais moderado. Já os seus dois colegas” deste atribulado processo da adaptação cinematográfica de “A Ópera dos Três Vinténs”, Bela Balalz e G. W. Pabst, tiveram também dois destinos bem diferentes, já que enquanto Brecht com a chegada dos nazis ao poder fugiu para a Dinamarca e depois para a América como já referimos, ligando-se aos círculos socialistas norte-americanos, para mais tarde abandonar o Novo Mundo e regressar à Europa, Bela Balaz irá refugiar-se na então União Soviética, só a abandonando depois de terminado o conflito, já G. W. Pabst, um dos nomes mais importantes do cinema alemão, que realizou filmes como Rua sem Sol”/”Die Freudlose Gasse”, “O Amor de Jeanne Ney””/”Die Liebe der Jeanne Ney” ou “A Boceta de Pandora”/”Die Buchse der Pandora”, irá partir para França. 

Mas ao contrário de Bertolt Brecht e Bela Balazs, o cineasta alemão Georg Wilhelm Pabst, que tinha realizado um dos grandes manifestos socialistas, intitulado “A Tragédia da Mina”/”Die Dreigroschenger Kameradschaft, antes dos Nazis chegarem ao poder, onde defendia os ideais socialistas, irá regressar à Alemanha em 1940 perante a surpresa de todos, oferecendo os seus serviços a Goebbels e terminando os seus dias a retratar-se da atitude tomada, nunca conseguindo convencer ninguém das razões do seu comportamento. 

Após a leitura “O Processo do Filme «A Ópera dos Três Vinténs» - Uma Experiência Sociológica” ficamos a conhecer um pouco mais do pensamento de Bertolt Brecht, como homem do cinema e a sua visão de autor, assim como descobrimos, graças à magnífica introdução e notas de João Barrento, o oceano cinematográfico onde se movimentava a Alemanha dessa época, em que o ovo da serpente estava à beira de dar à luz essa noite tenebrosa em que foi mergulhado o continente europeu.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Jacques Demy - "Um Quarto na Cidade" / "Une Chambre en Ville"


Jacques Demy - "Um Quarto na Cidade" / "Une Chambre en Ville"
(França - 1982) - (90 min./Cor)
Dominique Sanda, Danielle Darrieux, Richard Berry, Michel Piccoli.

A luta de classes segundo o olhar musical de Jacques Demy, com uma bela e inesquecível Dominique Sanda.

Jacques Demy - "Os Chapéus de Chuva de Cherburgo" / "Les parapluies de Cherburg"


Jacques Demy - "Os Chapéus de Chuva de Cherburgo" / "Les parapluies de Cherburg"
(França/Alemanha - 1964) - (91 min./Cor)
Catherine Deneuve, Nino Castelnuovo, Anne Vernon.

O cinema (en)cantado de Jacques Demy possui aqui a sua obra-prima mais-que-perfeita!

Keith Jarrett - "Hymn of Remembrance"



Keith Jarret
Tema: "Hymn of Remembrance" 
Álbum: Hymns / Spheres"

Keith Jarrett - (1945)


Keith Jarrett 
(no ano da gravação 
do álbum "Hymns/Spheres")

Keith Jarrett - “Hymns / Spheres”




Keith Jarrett 
“Hymns / Spheres” 
ECM Records 
1976 

Keith Jarrett – Organ. 

1 – Hymn Of Remembrance – 4:10 
2 – Spheres (1st Movement) – 7:12 
3 – Spheres (2nd Movement) – 13:04 
4 – Spheres (3rd Movement) – 10:15 
5 – Spheres (4th Movement) – 12:25 
6 – Spheres (5th Movement) – 4:40 
7 – Spheres (6th Movement) – 11:25 
8 – Spheres (7th Movement) – 8:19 
9 – Spheres (8th Movement) – 5:20 
10 – Spheres (9 th Movement) – 12:05 
11 – Hyms Of Release – 4:10 

O duplo álbum “Hymns / Spheres” de Keith Jarrett, quatro décadas após a sua gravação, permanece com uma das mais surpreendentes aventuras musicais do pianista, que aqui troca o piano pelo Orgão Barroco, sendo por demais conhecida a sua afeição pela música barroca, assim como a sua busca incessante de criação de novas sonoridades, seja qual for o instrumento que esteja ao seu dispor. Isso aliás também sucedeu também quando ele gravou o duplo álbum “Book of the Ways”, onde o clavicórdio se revelava o instrumento de eleição. 

A gravação de “Hymns / Spheres” realizou-se na Abadia Beneditina de Ottobeuren, Alemanha, sendo escolhido para o efeito o maior órgão existente nesse local (existem dois), construído por Joseph Riepp ((1719 – 1775) e numa tentativa de perseverar o som que se escuta na Abadia, quando se toca o órgão, não foram utilizados na pós gravação qualquer remistura ou os célebres “overdubs”, preferindo-se por transmitir apenas o som puro que nos é oferecido pelo instrumento referido, embora utilizando-o em todas as suas potencialidades, algumas delas até então nunca exploradas. 

Keith Jarrett oferece-nos, a abrir e a fechar este fabuloso duplo álbum, dois temas que nos remetem de imediato para a música barroca, na sua forma mais tradicional, os quais denominou de “Hymn of Remembrance” e “Hymn of Release”. Já nos nove temas que constituem a sequência de “Spheres”, optou por explorar todas as potencialidades deste órgão barroco, nas suas mais diversas vertentes, incluindo um certo experimentalismo, que levou a própria etiqueta a editar em separado um álbum com apenas esses temas mais de vanguarda, que são os movimentos 1, 4, 7 e 9 de “Spheres”. Mas para descobrir a genialidade que navega neste “Hymns / Spheres”, recomendamos que feche os olhos e escute a envolvência sonora que o vai cercar, conduzindo até ao Olímpio dos Deuses! 

Gravado em Setembro de 1976 no Karl Joseph Riepp Baroque Organ na Benedictine Abbey, Ottobeuren, por Martin Wieland (Tonstudio Bauer, Ludwigsburg). Fotografia de Robert Masotti. Design da capa do álbum de Barbara Wijirsch. Produção de Manfred Eicher. Todas as composições são da autoria de Keith Jarrett.


Carlos Saldanha - "Rio 2"


Carlos Saldanha - "Rio 2"
(EUA - 2014) - (101 min./Cor)
Vozes: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, Jemaine Clement.

Depois do enorme sucesso com as personagens criadas para a série de filmes "A Idade do Gelo" / "Ice Age", o mago do cinema de animação Carlos Saldanha repetiu a fórmula de sucesso com "Rio", onde a memória das coreografias de Busby Berkeley se encontra bem presente.

Carlos Saldanha - "Rio"


Carlos Saldanha - "Rio"
/EUA/Brasil - 2011) - (96 min./Cor)
Vozes: Jesse Eisenberg, Anne Hathaway, George Lopez.

A magia desse génio da animação chamado Carlos Saldanha permanece em "Rio" e apresenta-se cada vez mais como um dos nomes incontornáveis neste género cinematográfico.

New York Jazz Quartet - “Surge”



New York Jazz Quartet 
“Surge” 
Enja Records 
1977 

Frank Weiss – Flute, saxophone. 
Roland Hanna – Piano. 
George Mraz – Bass. 
Richard Pratt – Drums. 

1 – Surge – 5:49 
2 – Placitude – 7:05 
3 – Big Bad Henry – 9: 52 
4 – 87th Street – 6:17 
5 – What Does It Matter? – 4:48 
6 – The Piece – 7:10 

Nessa época em que muitos de nós descobrimos a música da ECM Records, graças ao Jorge Lopes e ao seu programa de radio, já falámos aqui sobre ele, a Dargil era um dos locais onde íamos visitar as edições discográficas de Manfred Eicher e terminámos também por descobrir outras editoras europeias, que raramente encontrávamos noutras discotecas, sendo uma delas precisamente a Enja Records, cujo primeiro álbum que adquiri foi este “Surge” do New York Jazz Quartet, fascinado pela flauta de Frank Weiss. Podem visitar aqui o tema “Placitude” e viajar pela música deste quarteto

Charles Waters - "Alta Sociedade" / "High Society"


Charles Walters - "Alta Sociedade" / "High Society"
(EUA - 1956) - (111 min./Cor)
Bing Crosby, Grace Kelly, Frank Sinatra.

O "remake" musical do célebre filme de George Cukor intitulado "Casamento Escandaloso", em que os protagonistas são Cary Grant, Katherine Hepburn e James Stewart, que no filme de Charles Walters serão "substituídos" respectivamente por Frank Sinatra, Grace Kelly, e Frank Sinatra.

Durante vários anos este filme foi exibido no canal TCM no formato correcto e no canal Hollywood no formato incorrecto (a partir de uma cópia usando o pan and scan). Um dvd à venda em Portugal, com origem em Espanha, está no formato incorrecto, já que o filme é em scope e numa das mais célebre sequências os protagonistas desaparecem do écran, porque se encontram na extremidade da sala, cada um do seu lado e só escutamos a voz. É triste estas situações continuarem a existir, especialmente quando até descobrimos o filme em destaque.

Fritz Lang - "A Casa à Beira do Rio" / "House by The River"


Fritz Lang - "A Casa à Beira do Rio" / "House by The River"
(EUA - 1950) - (83 min. - P/B)
Louis Hayward, Lee Bowman, Jane Wyatt.

Mais uma vez a culpa como protagonista e o romance gótico como suporte ao génio de Fritz Lang.

Kenny Wheeler - “Around 6”



Kenny Wheeler 
“Around 6” 
ECM Records 
1980 

Kenny Wheeler – trumpet, flugelhorn. 
Evan Parker – soprano saxophone, tenor saxophone. 
Eje Thelin – trombone. 
Tom Van Der Geld – vibraphone. 
J. F. Jenny-Clark – bass. 
Edward Vesala – drums. 

1 – Mai We Go Round – 10:32 
2 – Solo One – 3:33 
3 – May Ride – 7:27 
4 – Follow Down – 11:38 
5 . Riverun – 7:36 
6 – Lost Woltz – 5:23 

Após dez anos de gravações, percorrendo as mais diversas estradas, descobrimos o canadiano Kenny Wheeler a obter a síntese perfeita da sua jornada através dessa estrada longa, sobre a qual um dia Walt Whitman escreveu um dos seus mais belos poemas. "Around 6" revela-nos uma formação bem diferente do habitual, composta por músicos oriundos das mais diversas vertentes do universo do jazz, mas que aqui nos oferecem uma unidade perfeita e a uma só voz, desbravando esse enorme território musical que sempre habitou as composições do genial Kenny Wheeler, que infelizmente nos deixou em 2014, abatendo-se um silêncio ensurdecedor sobre este longo espólio musical que nos deixou. Vale a pena descobrirem este fabuloso músico e compositor e depois interrogarem-se porque razão os meios de comunicação social se esquecem de homens desta envergadura. Gravado em Agosto de 1979 no Tonstudio Bauer, Ludwigsburg, por Martin Wieland. Design de Dieter Rehm. Fotografia da capa do álbum de Christian Vogt. Fotografia de Signe Mahler. Produção de Manfred Eicher. Todos os temas foram compostos por Kenny Wheeler.