sexta-feira, 22 de junho de 2018

Robert Redford - (1936)


Robert Redford - (1936)

Robert Redford – “A Conspiradora” / “The Conspirator”


Robert Redford – “A Conspiradora” / “The Conspirator” 
(EUA – 2010) – (122 min./Cor) 
Robin Wright, James McAvoy, Tom Wilkinson, Kevin Kline, Evan Rachel Wood.

Mais uma vez Robert Redford fiel aos princípios que tem marcado a sua carreira como cineasta, mas também como actor, surge aqui a realizar um drama histórico, que aborda o julgamento de Mary Surratt (Robin Wright), acusada de pertencer ao grupo que planeou o atentado que viria matar o Presidente Lincoln. Mas Mary Surratt, esconde um segredo, que a irá ilibar, mas que lhe é impossível confessar… 

Tal como já sucedia com o fabuloso “Peões em Jogo” / “Lions for Lambs”, o seu filme anterior, Robert Redford volta a interrogar a História, preferindo, mais uma vez, permanecer por detrás da câmara. A reconstituição histórica e a direcção de actores, são memoráveis, num filme, que infelizmente teve pouca visibilidade aquando da sua estreia.

Rui Luís Lima

Peter Greenaway – “Wrackets Aquático” / “Water Wrackets”


Peter Greenaway – “Wrackets Aquático” / “Water Wrackets” 
(Grã-Bretanha – 1975) – (12 min./Cor) 
Collin Cantlie 

“A película “Water Wrackets” / “Wrackets Aquático” está intimamente ligada ao seu filme anterior, intitulado “Water” e que foi rodado nos cinco lagos que existem entre Salisbury e Shaftesbury, mas desta feita Peter Greenaway decidiu filmar a água que corre, pára e transborda as margens, arrastando diversos microorganismos com ela, em 155 planos fixos, onde o movimento é contínuo através do lento murmurar dessa “aqua”, que nos irá conduzir à narração de Collin Canthie, que nos envia para um texto histórico, mas de ficção, onde se nota a influência da escrita de Tolkien e da sua famosa obra “O Senhor dos Anéis”.

Rui Luís Lima

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Robert Redford – “A Lenda de Bagger Vance” / “The Legend of Bagger Vance”


Robert Redford – “A Lenda de Bagger Vance” / “The Legend of Bagger Vance” 
(EUA – 2000) – (126 min./Cor) 
Matt Damon, Will Smith, Charlize Theron, Bruce McGill.

Dois anos depois do genial “O Encantador de Cavalos”, o cineasta Robert Redford regressa para detrás da câmara para “apenas” dirigir, com mão de Mestre, este inesquecível filme Mágico, porque “A Lenda de Bagger Vance” / “The Legend of Bagger Vance” é precisamente isso mesmo ao narrar-nos a história do veterano de guerra Rannulph Junuh (Matt Damon), que perante o horror que viu na guerra decide viver num mundo à parte, até acontecer o seu encontro com Bagger Vance (Will Smith, na sua melhor “performance” de sempre), que ao assumir as funções de “caddy” irá transformar-se na voz interior que irá conduzir Rannulp de regresso à vida, que o diga a bela Adele (Charlize Theron) e os seus adversários no campo de golf, nesse Sul romântico, que nos é oferecido pelo cineasta Robert Redford!

RLL

Peter Greenaway – “Janelas” / “Windows”


Peter Greenaway – “Janelas” / “Windows” 
(Gr-a.Bretanha – 1975) – (4 min./Cor) 
Peter Greenaway 

Numa pequena curta-metragem de quatro minutos, Peter Greenaway regressa a Wardour para rodar “Windows” / “Janelas”, onde se irá debruçar sobre esse tema, sempre tão presente na sua filmografia, que é a morte. 

Terão sido as diversas mortes ocorridas na África do Sul, entre os presos políticos, que “caíam acidentalmente das janelas”, a fonte para o nascimento desta ficção nascida sobre as razões da morte de 37 pessoas que caíram, ao longo de um ano, na região de Wardour. 

O célebre universo estatístico de Peter Greenaway surge aqui antecipando futuros trabalhos cinematográficos, onde os números estarão bem presentes, mesmo na ficção, como irá suceder com o célebre filme “Maridos à Água” / “Drowning by Numbers”! 

Rui Luís Lima

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Robert Redford – “O Encantador de Cavalos” / “The Horse Whisperer”



Robert Redford – “O Encantador de Cavalos” / “The Horse Whisperer” 
(EUA – 1998) – (170 min./Cor) 
Robert Redford, Kristin Scott Thomas, Scarlett Johansson, Sam Neill, Chris Cooper, Dianne Wiest. 

Num filme bem pessoal e onde encontramos pela primeira vez o cineasta também em frente da câmara, nesse território das grandes paisagens do Oeste, que tanto ama, Robert Redford e este belo "The Horse Whisperer / "O Encantador de Cavalos", conta-nos a história de um cavalo e da sua dona, ao mesmo tempo que nos convida a percorrer esse belo e por vezes estranho território do amor. 
Este foi o primeiro filme que vi nas salas do Saldanha Residence, com o centro comercial ainda em obras. 

RLL

Peter Greenaway – “Querido Telefone” / “Dear Phone”


Peter Greenaway – “Querido Telefone” / “Dear Phone” 
(Grã-Bretanha – 1976) – (17 min./Cor) 
Peter Greenaway 

Nesta curta-metragem, o cineasta Peter Greenaway conta-nos diversas histórias, cujo protagonista é o telefone e os diversos personagens das histórias narradas pelo realizador têm a particularidade de os intervenientes possuírem as iniciais HC nos nomes: Harold Constance; Hiro Contenti; Harry Contents. 

Por outro lado, o texto que escutamos vai surgindo também no écran em folhas manuscritas e por vezes rasuradas, encontrando-se o último dactilografado, demonstrando mais uma vez o interesse do cineasta pela escrita como Arte. 

Mais uma vez as 13 imagens de Peter Greenaway que vamos descobrindo ao longo destes 17 minutos, sempre em planos fixos e captadas ao longo das estações do ano e em diversos locais da Grã-Bretanha, surgem como suporte das histórias que nos conta. Segundo Peter Greenaway, “Querido Telefone” / “Dear Phone” aborda esse território onde termina a literatura e se inicia o cinema! 

Rui Luís LIma

terça-feira, 19 de junho de 2018

Robert Redford – “Quiz Show”



Robert Redford – “Quiz Show” 
(EUA – 1994) – (133 min./Cor) 
Ralph Fiennes, John Turturro, Rob Morrow. 

Um olhar sobre os concursos e as audiências e patrocinadores, numa história verídica ocorrida nos Estados Unidos da América e com interpretações magnificas e uma realização inesquecível! 

RLL

Peter Greenaway – “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista” / A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist”



Peter Greenaway – “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista” / A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist” 
(Grã-Bretanha – 1979) – (41 min./Cor) 
Colin Cantlie, Jean Williams. 

Em “A Walk Through H: The Reincarnation of an Ornithologist” / “Um Passeio por H: A Reincarnação de um Ornitologista”, estamos perante um dos filmes mais pessoais de Peter Greenaway, porque se por um lado os quadros que iremos ver na exposição são de sua autoria, por outro lado o seu pai foi um apaixonado ornitologista, sendo este pequeno filme uma espécie de homenagem à sua memória. 

Ao acompanharmos a câmara que entra na sala do Museu onde se encontra a exposição, iremos acompanhar a história que o narrador (Colin Cantlie) nos irá contar, ao mesmo tempo que iremos percorrer os diversos mapas, sendo a cartografia outra das famosas paixões do cineasta, para quem os mapas são muitas vezes estranhos ideogramas de informações, que nos conduzem às mais extraordinárias descobertas, como irá suceder quando a câmara mergulha no primeiro quadro e a partir de então iniciamos uma viagem ao longo de 1418 milhas, inseridas em 92 mapas criados por Peter Greenaway, onde não faltam os seus célebres números, embora aqui seja mais a migração dos pássaros, ou aves se preferirem, que irá interessar ao cineasta, à medida que vamos acompanhando em paralelo a vida ou a odisseia, se preferirem o termo, de Tulse Luper, um apaixonado ornitologista que nos irá deixar esse livro intitulado “Some Migratory Birds of the Northern Hemisphere, 92 maps, 1418 Birds in colour”, que a objectiva do cineasta irá focar no final do filme. 

Ao seguirmos Peter Greenaway ao longo de quarenta minutos por esta viagem cartográfica, descobrimos inúmeras referências que irão marcar o seu cinema, bem pessoal, onde a pintura possui uma preponderância bem visível, dada a sua formação em belas-artes e depois, neste filme em particular, ainda temos a música de Michael Nyman, a percorrer na nossa companhia esta viagem bem particular pelo universo deste cineasta incontornável chamado Peter Greenaway. 

Rui Luís Lima

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Peter Greenaway – “Intervalos” / “Intervals”


Peter Greenaway – “Intervalos” / “Intervals”
(Grã-Bretanha – 1969) – (7 min. – P/B)
Peter Greenaway.

Robert Redford – “Regra de Silêncio” / “The Company You Keep”


Robert Redford – “Regra de Silêncio” / “The Company You Keep” 
(EUA/Canada – 2012) – (125 min./Cor) 
Robert Redford, Shia LaBeouf, Julie Christie, Susan Sarandon, Nick Nolte, Chris Cooper, Stanley Tucci, Richard Jenkins, Sam Elliott, Brendan Gleeson. 

O último filme realizado por Robert Redford, intitulado “Regra de Silêncio” / “The Company You Keep”, é uma verdadeira obra-prima do cinema. O cineasta, que aqui também surge como protagonista, foca a história de um conjunto de pessoas que nos célebres anos 60, formaram um grupo politico que desenvolveu diversas acções de protesto contra a guerra do Vietname, mas que um dia ultrapassou os limites da sua acção, com muitos deles a viverem décadas depois com novas identidades uma outra vida, mas que irão ver o seu passado regressar à ribalta, quando um desses membros decide entregar-se ao FBI, trinta anos depois, porque sente a necessidade de expiar a sua culpa, levando a que a investigação de um jornalista, em início de carreira, termine por abrir uma verdadeira caixa de pandora. 

“Regra de Silêncio” / “The Company You Keep”, de Robert Redford, é também um filme inesquecível pelo número de talentosos actores que reúne, nomes que marcaram gerações e que permanecem nessa constelação de estrelas incontornáveis, na memória da Sétima Arte e de uma legião de cinéfilos, entre os quais me encontro. 

RLL

domingo, 17 de junho de 2018

Leo McCarey – “Ele e Ela” / “Love Affair”


Leo McCarey – “Ele e Ela” / “Love Affair” 
(EUA – 1939) – (88 min. – P/B) 
Irene Dunne, Charles Boyer, Lee Bowman, Astrid Allwyn. 

São muitos os que conhecem “An Affair To Remember” / “O Grande Amor da Minha Vida”, com Cary Grant e Deborah Kerr e o seu posterior “remake” intitulado “Love Affair” / “O Amor da Minha Vida”, com Warren Beatty e Annette Bening, mas o que alguns não sabem é que o célebre melodrama com Cary Grant e Deborah Kerr é um “remake” realizado por Leo McCarey, da película que ele próprio realizou em 1939, com Irene Dunne e Charles Boyer e o célebre Empire State Building (um actor a não esquecer!) e que em Portugal foi baptizado como “Ele e Ela”. 

Mas a particularidade do filme original, magnificamente realizado por Leo McCarey (que vi pela primeira vez na Cinemateca, nessa época em que só haviam duas sessões durante a semana e a programação era bem mais convidativa), tem a ver com o facto de o cineasta ter copiado praticamente todos os planos para o seu segundo filme, com alterações bem ligeiras e que nos levam a comparar as duas películas e se preferimos Cary Grant a Charles Boyer, também preferímos Irene Dunne a Deborah Kerr mas mais interessante, para mim que já vi estes três inúmeras vezes, é continuar a sentir a mesma emoção nesse inesquecível encontro final entre Terry McKay e o grande amor da sua vida. 

Nos três filmes o nome da protagonista nunca muda, já o galante e playboy futuro pintor apaixonado por ela chama-se Michel Marnet (Charles Boyer) no original, Nickie Ferrante (Cary Grant) no primeiro “remake” e Mike Gambril (Warren Beatty), na película de 1994. 
Outra curiosidade de “Love Affair” é que Charles Boyer vai visitar a avó que vive na Madeira e a fechar as curiosidades de referir que esta película levou os bares a serem invadidos com pedidos de Pink Champagne! Façam uma sessão dupla dos dois filmes de Leo McCarey e comparem os planos, um exercício cinéfilo que me fascinou. 

Rui Luís Lima

sábado, 16 de junho de 2018

James Ivory – “Shakespeare Wallah”



James Ivory – “Shakespeare Wallah” 
(Grã.Bretanha / EUA – 1965) – (120 min.-P/B) 
Shashi Kapoor, Felicity Kendal, Geoffrey Kendal, Madhur Jaffrey. 

Confesso-me desde já como um fan dos filmes de James Ivory e nada melhor para conhecermos a obre de um cineasta, do que descobrir os seus inícios e se já aqui escrevemos sobre o fabuloso “The Householder” (que vimos na Cinemateca), chegou agora a vez do seu segundo filme, o belo “Shakespeare Wallah”, que tem a particularidade de o argumento possuir a assinatura de James Ivory ao lado da magnífica argumentista Ruth Prawer Jhabvala que, com o produtor Ismael Marchant, formaram um dos trios produtivos mais fascinantes da Sétima Arte. 

“Shakespeare Wallah” conta-nos a história de uma companhia teatral inglesa itinerante que, dois anos após a Independência dessa Jóia da Coroa que foi a Índia, permanece a representar Shakespeare, porque como irá confessar o seu fundador, o inesquecível Tony Buckingham (Geofrey Kendal), em Inglaterra não iriam encontrar espaço para representar as suas peças, fosse qual fosse a zona da famosa ilha; assim iremos acompanhar a odisseia desta família teatral, pai, mãe e filha, que irá uma noite cruzar-se com um jovem indiano (Shashi Kapoor), que se estreara a trabalhar como produtor cinematográfico e que se irá apaixonar pela bela Lizzie (Felicity Kendal), mas uma prima (Madhur Jaffrey), que começa a ser conhecida no universo de Bollywood, que então nascia e que se encontra apaixonada por ele, tudo irá fazer para dificultar a união do par. 

Este segundo filme de James Ivory possui a particularidade de os três actores ingleses, da companhia itinerante, serem precisamente pai, mãe e filha na vida real e terem percorrido a Índia como companhia teatral itinerante, divulgando as peças de William Shakespeare, por outro lado a interpretação de Madhur Jaffrey valeu-lhe a conquista do Urso de Prata do Festival de Berlin, para a Melhor actriz. Vale a pena descobrir os primórdios da filmografia de James Ivory, para conhecermos melhor este genial cineasta.

Rui Luís Lima

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Alfred Hitchcock – “Bon Voyage”


Alfred Hitchcock – “Bon Voyage”
(Grã-Bretanha – 1944) – (26 min. – P/B)
John Blythe.



Como é sabido Alfred Hitchcock, ao receber o convite de David O’Selznick, deixou a Inglaterra e partiu para a América, não tendo regressado à ilha quando estalou a guerra. Quando a América entrou na guerra, uma equipa de cineastas chefiada por Frank Capra iniciou uma série de filmes de propaganda, que ficou conhecida com o título “Why We Fight” e em Inglaterra os filmes de Michael Powell e Emeric Pressburger eram olhados de lado pelas autoridades, porque ofereciam demasiado cinema e muito pouca propaganda.


Mas em 1944 Alfred Hitchcock, depois de ter rodado o genial “Lifeboat” / “Um Barco e Nove Destinos”, apresenta-se em Londres para dar o seu contributo ao esforço de guerra e assim é decidido rodar duas média-metragens (o formato usado nestes filmes de propaganda, exibidos antes das longas-metragens nas salas de cinema), intituladas “Bon Voyage” e “Aventure Malgache”. 
Se o segundo filme aborda a libertação da ilha de Madagáscar, o primeiro trata de um interrogatório de um militar britânico, fugido de um campo de concentração com um outro militar, que transporta uma mensagem importante para os serviços secretos.


Iremos assim falar do primeiro filme, “Bon Voyage”, que foi o que estivemos a ver e no qual se encontra a marca do Mestre do Suspense desde o primeiro fotograma, porque toda a história nos é narrada em “flashback” e de imediato duvidamos daquilo que vamos escutando, ao acompanharmos a saga da fuga do sargento John Dougall (John Blythe) e do seu amigo Stéphane, que se encontra desaparecido e lentamente somos conduzidos por um labirinto onde a verdade e a mentira se confundem, até chegarmos a esse momento chave em que percebemos finalmente o que se passou, embora nunca saibamos qual o teor da mensagem comunicada pelo sargento John Dougall aos Serviços Secretos.



Como já referimos, nesta meia-hora, é possível detectar muitas das marcas que celebrizaram Alfred Hitchcock, desde as diversas tonalidades da fotografia, bem próxima do expressionismo, até aos famosos grandes planos, passando pelo eficaz raccord, mas as autoridades britânicas, ao verem o produto final, torceram o nariz, o mesmo sucedendo com “Aventure Malgache”, que os franceses odiaram e assim estes dois filmes ficaram num limbo durante quase meio-século, vendo a luz do dia e das salas em 1993 e com a respectiva edição posterior em dvd (em Portugal foi exibido pela primeira vez no Festival de Cinema de Vila do Conde, 1994). 




A terminar esta crónica, gostaria de referir que todos os actores de “Bon Voyage” são franceses, exilados em Inglaterra, que tinham constituído uma companhia intitulada “The Molière Players”, excepto a personagem do sargento John Doughall, interpretada por John Blythe, por outro lado fala-se muito num outro filme de Alfred Hitchcock sobre os campos de concentração, cujas imagens foram recolhidas quando estes foram descobertos / libertados pelas forças aliadas. Segundo uns Alfred Hitchcock trabalhou apenas na montagem, enquanto outros afirmam ter também recolhido algumas imagens, revelando-se algumas dessas imagens tão violentas, que as autoridades optaram por não o exibirem, permanecendo “fechado a sete chaves”. Esperemos que um dia ele seja visível, para que a memória deste horror impeça a sua repetição. 



Rui Luís Lima