sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Herbert Ross – “Footloose – A Música Está do Teu Lado” / “Footloose”



Herbert Ross – “Footloose – A Música Está do Teu Lado” / “Footloose”
(EUA – 1984) – (107 min./Cor)
Kevin Bacon, Lori Singer, John Lithgow, Dianne Wiest, Chris Penn.

Na época em que foi realizado “Footloose”, a película foi vista como mais um filme para capitalizar as audiências juvenis, com os ingredientes habituais ou seja, romance, música e revolta juvenil. Mas mais de 30 anos depois da sua feitura e já num outro milénio, “Footloose” é muito mais que essa simples equação, porque o que temos aqui é um retrato sobre a América profunda, onde não falta a religião a comandar os fiéis e esses segredos que abalaram a comunidade e levaram à criação de leis absurdas que são cumpridas por quase todos e onde a interpretação do sempre excelente John Litgow, na pele do reverendo Shaw Moore, é incontornável.

Depois temos uma realização do veterano Herbert Ross, que sempre trabalhou com sabedoria os pequenos detalhes cinematográficos e que valorizam “Footloose” tantos anos depois. Desde o confronto entre membros da comunidade com “essa gente que vem da cidade” (Ren/Kevin Bacon), que até gosta de livros “proibidos”; a sua mãe que termina por ser despedida por causa da revolta do filho; a expulsão do professor de inglês que recomendava livros impróprios; até essa queima de livros ímpios que só atormentam os bons costumes da comunidade, são alguns “detalhes” que fazem de “Footloose” uma película a (re)ver com outro olhar, nesta época em que a América das little towns invadiu o horário nobre das cadeias de televisão.

Nota: Em 2011 foi feito um "remake" de "Footloose", com Dennis Quaid a interpretar a figura do reverendo Shaw Moore, realizado por Craig Brewer mas, meus caros amigos, vejam é o original!

Rui Luís Lima

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Memórias de Marte!


Como um dia escreveu Umberto Eco, o inconformista perfeito com esta época em que vivemos: "o mundo está cheio de livros fantásticos que ninguém lê!". Por isso mesmo nasceu o blogue "Memórias de Marte", podem visitar aqui, que substitui o sub-blogue "A memória dos livros", que fazia parte dos "Manuscritos da Galáxia".

Boas leituras!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

David Lean - “Doutor Jivago” / “Doctor Zhivago”



David Lean  - “Doutor Jivago” / “Doctor Zhivago”
(EUA/Itália/Grã-Bretanha – 1965) – (197 min./Cor)
Omar Sharif, Julie Christie,Geraldine Chaplin, Rod Steiger, Alec Guinness, Tom Courtenay, Ralph Richardson.

Um dos grandes épicos de David Lean, que levou ao grande écran o romance de Boris Pasternak que, para além de nos dar uma das melhores interpretações da carreira de Julie Christie e de Omar Sharif, nos oferece um verdadeiro fresco da época que retrata. Recorde-se que as autoridades soviéticas não deixaram o Nobel da Literatura, Boris Pasternak, ir receber o Prémio com que foi distinguido pela Academia Sueca. Um filme inesquecível que nos convida a ler o romance de Pasternak e descobrir os belos poemas de Jivago para Lara!

Rui Luís Lima

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

John Crowley – “Circuito Fechado” / “Closed Circuit”


John Crowley – “Circuito Fechado” / “Closed Circuit”
(EUA/Grã-Bretanha – 2013) – (96 min./Cor)
Eric Bana, Rebecca Hall, Jim Broadbent, Julia Stiles.

Um olhar bem crítico sobre o mundo contemporâneo em que vivemos, em que a vigilância não consegue impedir um atentado, mas nada do que aparenta ser corresponde à verdade dos factos e se a justiça pretende apurar a identidade dos culpados, já os serviços de informação têm outras intenções e revelam estar muito acima dela. Uma película com excelentes interpretações e um sólido argumento, que nos leva a interrogar a informação que nos é oferecida pelos media.

Rui Luís Lima

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Éric Vuillard - “L’ordre du jour”



Éric Vuillard
“L’ordre du jour”
Actes Sud – Pag. 150

“L’ordre du jour” é o livro vencedor do famoso “Prix Goncourt” de 2017, o mais famoso Prémio Literário Francês, e na verdade estamos perante um desses livros que nos prende da primeira à última página, quase não nos deixando respirar para fazer uma pausa, enquanto a História se desenrola perante o nosso olhar de forma profundamente visual e com uma escrita extremamente elegante, saída da pena de Éric Vuillard, que nos cativa desde a primeira linha, com o encontro entre as principais figuras da Finança e Indústria Alemãs com os representantes máximos dessa organização política que irá governar a Alemanha entre 1933-45.

Estamos assim neste livro genial perante factos ocorridos, mas esquecidos, a bem do grande capital que nos governa, porque são na realidade bem inconvenientes e nada politicamente correctos e depois graças a um minucioso trabalho de pesquisa histórica por parte do escritor, ficamos a saber como Hitler cativou o grande capital alemão, que financiou o seu Partido desde a primeira hora, bem como a forma como “certas elites” do outro lado do Canal da Mancha o apresentavam como um bom político a ter em conta, para além da forma condescendente como era olhado por outros, que viam nele um grande dirigente e um exemplo a seguir.



Por outro lado, a forma como nos é apresentada neste livro de Éric Vuillard a célebre “anexação pacífica” da Áustria e a conhecida entrada de Hitler em Viena, são dignas de registo neste fabuloso “L’ordre du jour”, sendo revelados alguns famosos incidentes escondidos da História. E se vivemos num século XXI em que o passado quase não existe (e não interessa para nada), só o presente conta, é por demais importante realçar o contributo que este livro de Éric Vuillard oferece para, ao conhecermos a história oculta do passado recente, percebermos melhor os contornos do tempo presente. Porque só ao analisarmos os erros cometidos no passado, será possível não voltar a repeti-los no futuro.

“L’ordre du jour” de Éric Vuillard é um pequeno grande livro, verdadeiramente incontornável, que incomoda e interroga os tempos presentes e, talvez por isso mesmo, o silêncio que tem rodeado a atribuição do “Prémio Goncourt” 2017, que é urgente editar em todo o Planeta!

«lls étaient vinte-quatre, près des arbres morts de la rive, vinte-quatre pardessus noirs, marrons ou cognac, vinte-quatre paires d’épaules rembourées de laine, vinte-quatre costumes trois pièces, et le Même nombre de pantalons à pinces avec un large ourlet. Les ombres pénètrèrent le grande vestibule du palais du presidente de l’Assemblée; mais bientôt, il n’y aura plus Assemblée, il n’y aura plus de président, et, dans quelques années, il n’y aura même plus de Parlement, seulement un amas de décombres fumants.»

Éric Vuillard , “L’ordre du Jour” / Actes Sud.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Dia dos Namorados - "Frankie and Johnny"


"Frankie and Johnny"
Michelle Pfeiffer e Al Pacino
no belo filme de Garry Marshall.
Bom dia dos namorados!
(no amor namora-se sempre)
Pode ler aqui o que escrevemos sobre o filme.