quinta-feira, 20 de abril de 2017

Jonathan Mostow – “U-571”


Jonathan Mostow – “U-571”
(EUA/França -2000) – (116 min. / Cor)
Matthew McConaughey, Bill Paxton, Harvey Keitel, David Keith, Jack Weber.

Um dos segredos da marinha alemã durante a Segunda Guerra Mundial foi o código utilizado nas transmissões entre os seus submarinos, o célebre código Enigma, desconhecido dos aliados e que durante alguns anos lhes ofereceu a supremacia das profundezas do mar ou seja os seus submarinos eram donos e senhores dos oceanos, afundando os diversos navios que encontravam, oriundos da América e com destino a Inglaterra. Estes verdadeiros lobos-do-mar eram a arma mais temida por todos aqueles que se aventuravam nos oceanos.


Até que chegou esse dia em que a célebre máquina caiu nas mãos das forças aliadas e foi descodificada pelos britânicos, facto aliás que já foi levado ao grande écran pela mão de Michael Apted no seu filme “Enigma”, que nos relata a descodificação da sofisticada máquina de comunicação, pondo termo ao domínio dos mares pela frota submarina alemã.
Desta feita, o realizador Jonathan Mostow decidiu contar-nos a história de como foi capturado o submarino alemão U-571, pelas forças aliadas.
Não estamos perante uma obra-prima como o “Das Boot” de Wolfgang Petersen que, melhor do que ninguém, nos ofereceu o quotidiano de um submarino alemão em tempos de guerra, mas o filme de Mostow vê-se com bastante agrado, conseguindo captar a atenção do espectador.


O tenente Andrew Tyler (Matthew McConaughey) é o Segundo Oficial de um submarino Americano, que possui o desejo de um dia comandar uma dessas sofisticadas máquinas navais, mas o seu humanismo impede-o de alcançar o seu objectivo, até que chega esse dia em que será obrigado a substituir o seu comandante (Bill Paxton) e tornar-se um oficial frio e irredutível.
Quando todos menos esperavam, já que se encontravam em licença, os tripulantes de um submarino americano são escalonados para atacar um submarino alemão que se encontra à superfície devido a avaria, com a secreta missão de capturar a célebre máquina de código Enigma, fazendo-se passar por alemães. Porém um submarino alemão vai em seu socorro, dirigindo-se para o local, a fim de o reparar.



“U-571” surge assim como uma obra que nos oferece uma história contada com ritmo e eficiência, sem pontos mortos, ao mesmo tempo que as interpretações são por vezes surpreendentes. Por outro lado o ambiente claustrofóbico em que aqueles marinheiros vivem é-nos oferecido de forma perfeita. No seu filme Jonathan Mostow não resistiu a citar o “Lifeboat” / “Um Barco e Nove Destinos” de Alfred Hitchcock, quando recolhem sem saber o comandante do submarino capturado, que tudo fará para ele ir ao fundo.
Estamos assim perante uma obra, fruto da eficiência dos Estúdios, demonstrativa das capacidades do cinema industrial norte-americano que, quando quer, consegue produzir obras que merecem uma visita, como sucede com este “U-571”.

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