sábado, 1 de abril de 2017

Crónicas da Galaxia -" Ponto de Informação!"


Nas nossas viagens para fora do país levamos sempre uma lista de livros com títulos a procurar, devido à dificuldade em os encontrar nas nossas livrarias e como as vinte e quatro horas do dia em Paris são demasiado escassas para tudo o que pretendemos ver, temos por hábito dirigirmo-nos ao ponto de informação para sabermos onde encontrar determinados livros, isto quando não os encontramos na secção/género a que pertencem. 

Só que desta vez tivemos diversas surpresas nos locais que frequentamos habitualmente, o que nos levou a pensar que os famosos pontos de informação são um pouco como os comboios. Há os de mercadorias que não aceitam passageiros; os regionais que não querem saber dos horários e só pretendem regressar ao seu destino; os rápidos que andam a excelente velocidade; o TGV que nos deixam rapidamente no destino e esse magnífico Expresso do Oriente que nos leva a passear melancolicamente pela paisagem do planeta. Na verdade conhecemo-los a todos nos pontos de informação das livrarias onde fomos em Paris. 

Na célebre WHSmith, situada na Rue du Rivoli, o ar seráfico com que foram recebidas as nossas buscas literárias deixou-nos de mãos vazias, sempre com um mínimo de palavras; na Fnac do Les Halles perguntámos pelo último livro de Robert Wilson, dizendo o nome do autor e o título em inglês e a jovem olhou para nós com um ar verdadeiramente aterrorizado, fez uma longa pausa e depois pediu-nos para lhe dizermos como se escrevia o nome do autor e lá o fizemos em francês, letra a letra, devagarinho; já na Gilbert Joseph, do Boulevard Saint-Michel, decidimos ser gente avisada e demos a folha manuscrita em letra de imprensa com o título dos livros, mas a jovem do ponto de informação respondeu-nos que não sabia ler, perante o nosso espanto, emendou e afirmou que via muito mal, mas já no computador não tinha problemas e lá nos foi buscar o livro difícil de encontrar.

Desiludidos com a situação do ponto de informação livreiro apanhámos o RER para fora de Paris e numa Gilbert Joseph encontrámos o célebre livreiro, essa figura hoje histórica do mundo literário, que mal nos viu a coscuvilhar as estantes perguntou se nos poderia ajudar e foi uma simpatia e um prazer conversar com ele para além das aquisições feitas e assim mais animados regressámos a Paris, para conhecermos na Shakespeare & Company no ponto de informação, duas jovens maravilhosas que nos auxiliaram na nossa habitual aventura em busca dos livros desejados e aqui foi a cereja sobre o topo do bolo perfeito, mas a história fica para a próxima crónica da galaxia.

2 comentários:

  1. Há de tudo para todos! Mas foi bom saber que ainda existe pelo menos um verdadeiro livreiro e simpático, como o de St Germain-en-Laye!

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    1. St. Germain-en-Laye continua a revelar-se um belo local para visitar e comprar livros!
      Boa Tarde!

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