sexta-feira, 14 de abril de 2017

Bruce Beresford – “Duplo Risco” / “Double Jeopardy”



Bruce Beresford – “Duplo Risco” / “Double Jeopardy”
(Alemanha/Canada/EUA – 1999) – (105 min. / Cor)
Tommy Lee Jones, Ashley Judd, Bruce Greenwood, Annabeth Gish.

Bruce Beresford é um cineasta australiano, oriundo da denominada New Wave Australiana, que deu nas vistas na década de setenta do século passado e que, na década seguinte, partiu para os Estados Unidos aceitando o apelo dos Grandes Estúdios para trabalhar na América. “Duplo Risco” / “Double Jeopardy” é um policial narrado com excelente eficácia e credibilidade, que nos conta a história de Libby (Ashley Judd) que tem tudo para ser feliz até um dia ser acusada do assassinato do seu marido, desaparecido no oceano, com o intuito de receber o seguro de vida avaliado em dois milhões de dollars.


Durante a sua estadia numa prisão de mulheres, convive com um grupo de prisioneiras acusadas pelo mesmo crime, ficando a saber que ninguém pode ser acusado duas vezes do mesmo acto criminoso. Ao ser colocada em liberdade condicional e vigiada pelo temível Travis Lehman (Tommy Lee Jones), tudo fará para descobrir o que sucedeu na realidade naquela noite em que o marido desapareceu do iate e ela foi encontrada cheia de sangue.


Mais uma vez vamos ter Tommy Lee Jones em perseguições repletas de emoção, tal como sucedeu em “O Fugitivo” / “The Fugitive”, revelando o actor todo o seu saber e carisma na figura de um ex-advogado divorciado e impedido de ver a filha, que foi obrigado a deixar a ordem devido a problemas com a bebida, terminando os seus dias a controlar mulheres em liberdade condicional.


A forma como nos é dada a relação entre este par: ela determinada a descobrir o que se passou e ele a não deixar fugir a sua presa para a enviar para a prisão, preenche grande parte de “Duplo Risco” / “Double Jeopardy”, revelando Bruce Beresford uma perfeita contenção na forma como nos apresenta o desenrolar dos acontecimentos.
E quando descobrimos que Nick (Bruce Greenwood) afinal está vivo, usando uma outra identidade, começamos a perceber como o plano foi engendrado, resta vermos como Travis (Tommy Lee Jones) irá começar a ver que algo de errado se passa.


Como não podia deixar de ser as interpretações estão a um bom nível, sendo a direcção de actores excelente, desde os três protagonistas até aos secundários, por muito pequenas que sejam as suas intervenções na película. Por outro lado, embora seja passível de percebermos que ela se encontra inocente após ser condenada, isso não altera a forma como o espectador vê o filme, já que bastantes hipóteses para o desenrolar final se vão cruzando ao longo de “Duplo Risco” / “Double Jeopardy”, onde não falta acção e suspense.

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