sexta-feira, 17 de março de 2017

Crónicas da Galaxia


“Que pensas da morte, Ray?
- Penso que a morte é a nossa recompensa.”

Jack Kerouac

Dois dedos rodam o botão do rádio e uma imagem sonora nasce no horizonte: “Rock’n’Roll”, tocam os Velvet Underground. O movimento do corpo rodeia a música lentamente e uma lata de coca-cola, na mão direita e a pessoa amada na mão esquerda, aguardam a passagem do tempo para assistir ao Exploding Plastic Inevitable.


Frank O’Hara proclama a crise da Indústria Cinematográfica e a multidão vai crescendo. As portas são abertas e a multidão entra, atropelando-se, como mandam as regras do politicamente correcto. No exterior passam as caravanas eleitorais do velho continente, comandadas por fantasmas sem rosto, enquanto a História é reescrita silenciosamente nos subterrâneos do centro da Terra.
“The Club” abriu as portas e nunca mais as fechou. A sala esgotou, mas muitos penetraram no seu interior pelas traseiras, criando uma nova pintura pop, em permanente transformação. O ambiente é contagiante e Andy Warhol sorri na cabina para Gerard Malanga, que se prepara para invadir o palco.


As latas vazias de coca-cola e de sopas Campbell dão uma nova dimensão ao espaço, através das imagens projectadas no écran por Paul Morrissey. Encontros & Desencontros, Paixões & Desejos, Anseios & Temores, são libertados. Nada se vende, tudo se oferece até que a noite fechou os olhos e o dia começou a espreguiçar-se perante os primeiros raios de sol. Por fim  todos decidem partir rumo à auto-estrada da Galáxia, fugindo deste Mad Mad World!!!!

Bem-vindos às Crónicas da Galaxia!!!

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