domingo, 19 de março de 2017

Crónicas da Galaxia - "Centre Pompidou 40 Anos!"


O Centre Pompidou ou Beaubourg, se preferirem, nasceu à precisamente quarenta anos sendo o seu principal impulsionador o Presidente Francês Georges Pompidou que, com a sua esposa, era um profundo conhecedor e amante das Artes, tendo-se baseado também no pensamento do escritor André Malraux, antigo Ministro da Cultura do General De Gaulle. Da responsabilidade do arquitecto italiano Renzo Piano e do arquitecto britânico Richard Rogers, o edifício ficou situado no espaço do outrora célebre Mercado de Les Halles e as suas linhas arrojadas, com os seus célebres tubos, foram de imediato um sinal do espaço que ali iria nascer, já que o acervo do Musée National d’Art Moderne seria transferido para este novo espaço, assim como iria ter uma Biblioteca dedicada ao universo da informação, que se encontra aberta diariamente e se revela um espaço onde se pode circular sem constrangimentos, ao contrário do que sucede no nosso país, basta recordar o que se passa na Biblioteca Nacional ou na Hemeroteca, para termos saudades da Biblioteca do Beaubourg ou da Biblioteca François Truffaut (dedicada ao cinema) ou ainda dessa universo que é a Biblioteca François Mitterrand, por onde circulamos livremente, mesmo com o Plan Vigipirate. Mas no Centre Pompidou também temos um espaço dedicado à música e ao multimédia com salas onde se respira o belo sabor da liberdade e onde todas as tendências artísticas contemporâneas convivem de forma plena em perfeita conjugação, assim como o cinema. Por outro lado, ao entrarmos no Centre Pompidou, do lado direito temos uma excelente livraria, que nos deixa de imediato com água na boca e a contar os tostões. Recordamos até que, desde esse dia em que subimos a escada e deparámos com uma obra do Roy Lichenstein, nunca mais deixámos de lá ir, sempre que passamos por terras de França e mesmo com uma dessas greves em que os franceses são férteis, que nos impedia de ir a Paris, já que estávamos nos arredores, tal não nos impediu de ir ver a exposição de Abbas Kiarostami/Victor Erice. E se desejar ver a vida a passar, porque como sabemos ela é breve, e sem prazo, vá até ao café situado no primeiro andar e fique a ver tranquilamente o respirar do pulmão do Centre Pompidou ou do Beaubourg, se preferir este termo, mais popular entre os franceses e não se esqueça que na Praça onde se encontra o Centro pode visitar o Atelier Brancusi, dedicado ao escultor romeno Constantin Brancusi, um local que nos possibilita observar como era o Estúdio do artista, sem darmos pela passagem do tempo. Ao comemorar os seus quarenta anos o Centre Pompidou tem estado a realizar diversas exposições, concertos e conferências por mais de quarenta cidades francesas, uma acção que se irá prolongar até ap final do ano de 2017. Moral da história: só pelo Centre Pompidou ou Beaubourg vale a pena ir a Paris!!!

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